Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

CADERNO DA CIDADANIA > LEITURAS DE VEJA

Carta de repúdio da viúva de Paulo Freire

Por Conceição Lemes em 16/09/2008 na edição 503

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem ‘O que estão ensinando a ele?’. De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:




‘Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado’.


Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é ‘Ceausescu no Ibirapuera’. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época, Paulo era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.


Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:




‘Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro Paulo Freire – e um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.


Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.


A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.


Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do ‘filósofo’ e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.


Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou – que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.


Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu ‘Norte’ e ‘Bíblia’, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.


Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!


Ana Maria Araújo Freire, São Paulo, 11 de setembro de 2008.’

Todos os comentários

  1. Comentou em 20/09/2008 Thiago Conceição

    ‘deveríamos ensinar as crianças a pensar.’ Isso é um código para ‘ensinar-lhes o Socialismo e doutriná-las para combater o malvado capitalismo’. Bom, até agora falhou. A performance dos ‘alunos-cidadãos’ brasileiros comparada a outros países é ridícula. Uma vergonha para todos. Até quando insistirão nesse erro?

  2. Comentou em 20/09/2008 Carlos N Mendes

    Alunos ativos, não-passivos; passado vivo, debatido, contestado, analisado e pesquisado. Excelente começo, sr. Ronaldo Santana. Entregar verdades prontas talvez seja o maior erro da escola atual. Heróis fictícios, fabricados e engessados, vitórias de Pirro, os perdedores e os mentirosos, deveríamos ensinar as crianças a pensar. Mas que medo que os adultos tem de crianças que pensam…

  3. Comentou em 19/09/2008 Jorge Cid

    Ontem, o governo dos EUA encontrou a saída para a crise de liquidez no mercado, este Totem das Direitas. O Estado, este demônio das Direitas, vai arcar com toda a podridão. Toda a banda podre fica com o contribuinte americano. Vamos ver se entendemos está negociata capitalista. Os lucros auferidos, exorbitantes, foram para poucos, como manda a cartilha neo-liberal, os prejuízos, igualmente exorbitantes, ficam não só para os que lucraram, mas também para os que nada tem a ver. Baita sem-vergonhice, não? Uns lucraram um pouquinho menos, muitos, muitos mesmos, tiveram prejuízo e nada fizeram para tal. Capital não gosta de Estado, mas que ele é bom, isso é. O que terão a dizer os nossos defensores do capital desta solução mágica? E essa cambada de safados ainda tem a cara-de-pau de abrir a boca suja para falar de Guevara, Fidel, Freire, e tantos outros, cujo único crime foi querer enfrentar estes fascistas de colarinho branco, cremes importados e barbas bem feitas.

  4. Comentou em 19/09/2008 JOrge Cid

    Assustou-me ver de cara um comentário do Sr. Thaigo Conceição, afinal, que eu saiba, a desconstrução educacional brasileira começou com o sem-fim de governos ditatoriais militares, de direita como ele, assim, não consigo em minha inteligência encontrar a ligação entre a mediocridade do ensino público brasileiro e a esquerda. Lembremos: Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo, Collor, FHC, Itamar, todos, um por um, sem esquartejar nenhum, da mais pura direita. Senhor Thiago, ser de direita não é pecado, ignorância também não, distorcer a realidade sim. O senhor, em qual dos dois cenários se encaixa?

  5. Comentou em 18/09/2008 Carlos N Mendes

    Thiago, visitei o http://www.escolasempartido.org/. Aquilo ali é a ‘Veja’, de cabo a rabo, Thiago. Não caia nessa. Tem eco do CCC, da marcha de Deus com a Família, até da TFP. São citados como bons exemplos de pensamento apartidário Gustavo Ioshpe e Ali Kamel. Aquela gente quer olhos fechados, quer Raposo Tavares como ‘desbravador do sertão’, Duque de Caixas como ‘herói’ da Guerra do Paraguai, EUA como a ‘terra da Liberdade’. Se isso não é tomar partido, então eu não sei o que é.

  6. Comentou em 16/09/2008 Pedro Bras Silva

    Sei que o OI vai CENSURAR meu comentário, como convém ao espírito, mas tenho que comentar: associar ladrões e prostitutas aos socialistas, como esse Tiago Conceição faz é simplesmente julgar os outros pelos seus próprios defeitos. Causa-me espanto que o OI permita comentários de cunho mau caráter como esse. Quem esse direitistazinho pensa que é para ofender os outros apenas pela posição política? Ele não é nada, ou pior, ele é aquilo que revela em seus julgamentos tortos. Demonstra pequenez de caráter e perversão moral.

  7. Comentou em 16/09/2008 Pedro Bras Silva

    Estranho esse Observatório dizer que: ‘não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas…; evite vulgaridades e simplificações grosseiras…’ etc, etc… No entanto o indivíduo que atende pelo estranho nome de Conceição (e que diz ser de Campinas, cidade-irmã de Pelotas e de San Francisco) escreve a seguinte vulgaridade: ‘aos poucos a direita consertará esse país de prostitutas, ladrões, socialistas [ ] recebedores de mesada do governo e corruptos’. Ora, quando um fanático direitista associa os socialistas a prostitutas e ladrões, ele está sendo tudo isso e muito mais. Para mim, esse indivíduo está julgando os outros pelos seus próprio vícios, e uma vez que ele deve ser ladrão e filho de prostituta, agride os socialistas de uma forma geral dessa maneira. Não é o caso aqui de defender socialismo ou capitalismo, mas de ter moral ou não ter. E esse Conceição não demonstra moral nenhuma, seu linguajar é porco, imundo, vulgar, imoral, sórdido e revela toda a hediondez do seu caráter. Achar que socialistas são prostitutos e ladrões é descer ao mais baixo nivel da iniquidade. Deve se tratar de uma criatura revoltada ávida por achar algum culpado pelas suas frustrações e suas limitações morais. E, aqui pra nós, pelo que sei, é o sistema capitalista que transforma as pessoas em prostitutas. Quem age como esse Conceição é um prostituto do sistema. Um pobre coitado, tadinho.

  8. Comentou em 16/09/2008 Andrey Fernando Klodzinski

    A obra de Paulo Freire é conhecida em todo o planeta. É considerado um dos maiores educadores do mundo por diversos intelectuais. A sua ‘pedagogia’ é voltada para o desenvolvimento do ser humano como ser autonomo que pode atuar e decidir os rumos de sua vida. Críticas a sua obra sempre serão necessárias e discutidas. Mas as criticas feitas pela Veja e pelo Roberto Romano somente explicitam a posição conservadora como este ‘meio de comunicação’ e esse ‘filósofo’ representam. São aquelas pessoas que tem o mercado como limite de suas vidas. Seus paradgmas limitam-se ao lucro e a eficiência do mercado. Não conseguem compreender o ser humano em sua ampla complexidade. O desastre que é a educação noBrasil não é obra de Paulo Freire, justamente o contrário, pois esse autor somente conseguiu realizar sua produção intelectual de forma livre no Brasil a partir da década de 80.

  9. Comentou em 22/06/2006 luciano trigo

    LULA, O INÍCIO
    A infância pobre, as greves, a prisão e as origens do PT: 25 anos depois, o livro-reportagem de Mário Morel é relançado e mostra como o Presidente espelha – ou não – o metalúrgico

    “Onde Lula chegará só Deus e a Lei de Segurança Nacional sabem”, dizia a orelha do livro Lula, o metalúrgico — Anatomia de uma liderança, publicado pela Nova Fronteira em 1981. Vinte e cinco anos depois, com Lula presidente do Brasil, eleito pelo Partido dos Trabalhadores que ajudou a fundar, este livro se transformou num documento histórico e jornalístico excepcional. Daí seu relançamento pela Nova Fronteira, com o título Lula – O início: além das entrevistas e perfis originais, o livro traz uma apresentação assinada pelo jornalista Alberto Dines e um novo prefácio de Mário Morel, que contextualiza a reportagem feita em São Bernardo, além de um caderno de fotografias com 16 páginas e de um apêndice que resume a trajetória posterior dos principais personagens citados. É uma leitura fundamental para quem quiser entender as origens do fenômeno Lula e de que maneira o seu passado se espelha — ou não — no seu presente, sobretudo neste momento em que o PT enfrenta a mais grave crise de sua história.
    “A culpa foi do papa João Paulo II. Na sua visita ao Brasil, em julho de 1980, ele conversou com Lula e Marisa em pleno Morumbi. Um Lula recém saído da prisão, afastado do seu sindicato, um líder operário que enfrentava a ditadura militar. A imprensa deu destaque ao encontro. E começaram as minhas dúvidas: quem era este operário que ficou famoso quando liderou uma greve vista ao vivo e a cores pela televisão? O “Partidão” (PCB) não gostava dele nem dos padres que estavam ao seu redor. Os estudantes e alguns intelectuais paulistas já o idolatravam. Para uns, era um operário de esquerda, para outros, um esquerdista-operário”, lembra Morel no texto da introdução.
    O autor conta que muitas vezes recebeu Lula e outros líderes sindicais no hotel onde estava hospedado. Ali ele os entrevistava, informalmente, sentado no chão e acompanhado de uma garrafa de uísque. A movimentação chamou a atenção do governo militar:
    “Todos os dias, quando eu voltava para o hotel, meus papéis que ficavam em cima da mesa estavam remexidos e fora de ordem. Era cansativo ter de arrumar a bagunça dos outros para transformá-la na minha bagunça, aquela que só eu entendia. Deixei um bilhete em cima dos papéis: ‘Estou escrevendo um livro sobre a vida do Lula para a Editora Nova Fronteira. Pode olhar, tirar cópias à vontade. Só peço a gentileza de não desarrumar e deixar na ordem em que estava.’ Atenderam ao pedido. Até o fim do meu trabalho deixaram que a bagunça fosse apenas a minha”.

    Além de contar os anos de formação de Lula e reconstituir sua ascensão como uma das maiores lideranças do país, o livro traça perfis de pessoas importantes que cercavam o então torneiro mecânico: Frei Betto, que conheceu Lula trabalhando nas Comunidades Eclesiais de Base e foi o intermediário das entrevistas de Morel; “frei” Chico, irmão mais próximo de Lula, que se opunha à criação do PT; o líder metalúrgico Nelson Campanholo, o Nelsão; Jacó Bittar, um dos fundadores do PT; dona Marisa, mulher de Lula e sua companheira em diversas manifestações políticas.
    O livro recupera a infância de Lula, a migração de sua família para São Paulo, sua dificuldade de relacionamento com o pai, seu primeiro emprego, o acidente que o levou a perder um dedo no torno, sua entrada para o movimento sindical, sua prisão por causa das greves no ABC paulista. Mostra, ainda, o que o presidente pensava há 25 anos, quando um recém-nascido PT sonhava com o poder, mas sem ter idéia de quando e como chegaria até ele.
    Há passagens que se tornaram curiosas com a passagem dos anos. Como aquela em que Lula fala sobre Reforma Agrária:

    “Por que a gente está dando ênfase na questão da reforma agrária? Porque nós achamos que a reforma agrária viria solucionar uma série de problemas. A partir do momento em que tivéssemos no Brasil a reforma agrária, a gente dando trabalho pro homem do campo, dando terra pra ele trabalhar e condições pra trabalhar, a gente iria ter em primeiro lugar uma superprodução de alimentos que viria a facilitar o processo de exportação. O mundo está muito mais carente de alimentos no momento do que de automóvel. Iríamos ter um povo bem alimentado a partir dessa superprodução. Poderíamos exportar e ao mesmo tempo alimentar o nosso povo, ao contrário do que fazemos hoje: exportamos e não alimentamos o nosso povo”.

    Sobre sua autonomia e liberdade de pensamento, Lula afirmou:

    “Eu jamais permitirei que façam a minha cabeça. Primeiro porque me considero um cara muito equilibrado. Segundo porque nunca tomo uma posição só porque outras pessoas querem que eu tome. Eu posso trilhar com um grupo de companheiros desde que as idéias não surjam de uma pessoa, mas sim de um consenso. Eu não tenho medo disso. Eu não sou um cara muito chegado às definições ideológicas. Eu gosto de fazer as coisas a partir da minha prática. A partir das minhas possibilidades. Eu não quero saber o que Marx fez, o que Lenin fez, o que Engels fez. Eu não quero saber porra nenhuma disso. O que Trotski fez, eu não quero. Eu quero saber o que eu posso fazer. Se às vezes as coisas coincidem, ótimo; se não coincidem, ótimo. Não estou preocupado em saber o que eles fizeram, o que eles propuseram, e não puderam fazer. Eu quero saber é a partir da minha prática o que eu posso fazer.”

    E sobre o futuro:

    “Hoje temos muito mais inimigos do que antes. A cada dia que passa o governo e os empresários colocam muito mais obstáculos na nossa sorte. A cada ano que passa as coisas vão ficando mais difíceis. A política salarial, a recessão, o desemprego, a seca no nordeste, o êxodo rural crescendo cada vez mais. Tudo isso depõe contra a gente. Eu tenho consciência hoje de que para a classe trabalhadora fica muito mais fácil ela conquistar as coisas numa situação de pleno emprego, onde a procura seja menor do que a oferta. Pois, caso contrário, sempre assustará o trabalhador o fato dele saber que existem vinte caras pra ocupar o lugar dele, quem sabe, por um salário pela metade. Tudo isso conta, tudo isso pesa. Eu sempre disse aos trabalhadores que a nós só restam duas alternativas. Ou ficar quieto e morrer de fome, ou lutar pra não morrer de fome”.

    Lula – O início conduz o leitor numa verdadeira viagem ao passado – que ajuda a entender os caminhos seguidos por Lula nos últimos 25 anos e os descaminhos do PT após chegar ao poder.

    DADOS DA EDIÇÃO:

    Título: Lula – O início
    Autor: Mário Morel
    Formato fechado: 14X21
    Nº Número de páginas: 208 (192 + 16 em caderno de fotos P&B)
    Preço de capa sugerido: R$ 24,90

    SOBRE O AUTOR:
    MARIO MOREL nasceu em Santos, São Paulo, em 1937. Atuou como jornalista desde muito cedo, trabalhou no jornal Última Hora, entre outros, e foi um dos pioneiros do telejornalismo no Brasil, na TV Excelsior e na TV Rio, ao lado de Walter Clark, no início dos anos 1960. Dirigiu o programa Sem Censura, na TV Educativa, nos anos 1980 e atualmente dirige o programa Olhar 2005 na mesma emissora. Publicou, em 1981, o livro “Lula o metalúrgico: anatomia de uma liderança”, pela Nova Fronteira.

    Informações para a imprensa:
    Approach Comunicação e Eventos
    Christiana Rocha Miranda – christiana@approach.com.br
    Tel: 21. 3461-4616 ramal 110
    http://www.novafronteira.com.br

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