Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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CADERNO DA CIDADANIA >

Chávez acusa emissora de terrorismo midiático

13/05/2009 na edição 537

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, parece ter tirado a semana para fazer ataques à mídia local. Um dia depois de o presidente afirmar que estações privadas de rádio e TV estariam ‘incitando o ódio’ e sugerir que elas teriam uma ‘surpresinha’, seu partido, o Partido Socialista Unido da Venezuela, acusou a emissora Globovision de ‘terrorismo midiático’ por ter exibido uma reportagem sobre um terremoto antes que o governo pudesse fazer um anúncio oficial sobre o ocorrido. O partido afirmou ainda que apoiaria as ações do governo para combater o tal terrorismo midiático.


No início da semana, a Comissão Nacional de Telecomunicações anunciou que tomaria medidas contra a Globovision, que é um canal de notícias independente, por conta de uma matéria transmitida no dia 4/5, antes da divulgação de um relatório oficial do governo, sobre um terremoto na região central da Venezuela.


A Comissão, que regula o uso das ondas de rádio e TV, alega que a reportagem da Globovision ‘poderia ter causado preocupação, medo, ansiedade ou pânico na população, dando às pessoas a sensação de que estavam em perigo e desprotegidas’. A sanção do governo pode tirar a emissora do ar por 72 horas.


O diretor da Globovision, Alberto Ravell, chamou a ação governamental de ‘ridícula’. ‘Esta é a primeira vez que eles vão punir um canal por exibir informações com o objetivo de acalmar os venezuelanos’, afirmou.


Brincando com fogo


Já Chávez, em seu informe semanal à nação, lembrou aos telespectadores que o Estado tem o poder de conceder e renovar as licenças de uso das ondas públicas pelas emissoras. ‘Não se enganem, eles estão brincando com fogo, manipulando, incitando o ódio… todos os dias, emissoras de TV, estações de rádio, jornais [fazem isso]’, afirmou o presidente. ‘Só tenho a dizer que as coisas não vão continuar assim’.


Em maio de 2007, o governo de Chávez se recusou a renovar a licença do canal privado RCTV, que era crítico ao presidente. Mesmo fora do ar na TV nacional, a emissora continua a ser assistida pelos venezuelanos via Miami, por cabo e satélite. Informações da AFP [12/5/09].

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