Sábado, 25 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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CADERNO DA CIDADANIA >

China aumenta repressão perto de datas ‘sensíveis’

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 07/04/2009 na edição 532

Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 6 de abril de 2009


 


CENSURA
Cláudia Trevisan


Perto de datas ‘sensíveis’, China aumenta repressão


‘Ao mesmo tempo em que ganha projeção internacional graças à crise econômica que afeta em cheio os países desenvolvidos, o governo da China aumenta a repressão dentro de suas fronteiras, na tentativa de evitar contestações ao poder do Partido Comunista em um ano que será marcado por uma sucessão de aniversários ‘sensíveis’ aos olhos de Pequim.


O recrudescimento da segurança é visível em várias áreas, como internet, religião e imprensa, e implica a redução do espaço de ação dos críticos do regime e a elevação do controle sobre as informações às quais a população tem acesso.


No dia 30 de março, o governo divulgou regras que exigem a aprovação prévia de todos os vídeos veiculados na internet, o que foi recebido com perplexidade pelos milhões de jovens, que assistem online a uma infinidade de filmes que não ganharam sinal verde dos censores.


Também aumentaram os casos de prisão de dissidentes e de blogs tirados do ar. O YouTube foi bloqueado na segunda-feira passada, após mostrar um vídeo de monges tibetanos agredidos por policiais, e continuava inacessível no fim de semana.


‘É evidente que a repressão aumentou e a situação é pior que na véspera das Olimpíadas, no ano passado, porque naquela época havia mais pressão do restante do mundo’, disse ao Estado o advogado da área de direitos humanos Li Fangping.


Na quinta-feira, o Vaticano protestou contra a prisão de um bispo ligado à Igreja Católica ‘clandestina’ – seguir o papa é ilegal na China – e afirmou que Pequim está criando ‘obstáculos’ para o diálogo. Existe no país uma Igreja Católica ‘patriótica’, que ordena seus próprios pregadores e não tem vínculo com o Vaticano.


Autoridades de Pequim estão preocupadas com a proximidade do dia 4 de junho, que marcará o aniversário de 20 anos do protesto de estudantes na praça da Paz Celestial, até hoje a mais contundente ameaça ao poder do Partido Comunista desde a Revolução de 1949.


No mês de julho se completarão dez anos do banimento da seita falun gong, que chegou a ter 70 milhões de seguidores em meados dos anos 90.


Os 60 anos da chegada dos comunistas ao poder serão celebrados no dia 1º de outubro, com uma parada militar grandiosa e um espetáculo dirigido por Zhang Yimou, o cineasta responsável pelo show de abertura da Olimpíada. A última coisa que o governo quer ver são questionamentos à sua autoridade em meio às celebrações.


‘O governo chinês está determinado a assegurar que esses aniversários sensíveis não afetem a fachada de harmonia e estabilidade social que ele quer projetar’, disse Phelim Kine, pesquisador da Human Rights Watch em Hong Kong.


Segundo Kine, a entidade esperava a reversão das medidas extraordinárias de segurança adotadas por Pequim no ano passado em razão da Olimpíada, mas isso não ocorreu. ‘Instalou-se uma situação de permanente controle’, destacou.


O desemprego de milhões de pessoas em razão da desaceleração do ritmo de expansão do país é outro fator que tira o sono das autoridades. O crescimento econômico se transformou nas últimas três décadas na principal fonte de legitimidade do Partido Comunista, que teme o aumento da instabilidade social decorrente da redução de postos de trabalho.


O analista político Willy Lam afirma que Pequim mobiliza seu aparato de segurança para enfrentar o que ele classifica de ‘desafios sem precedentes’ neste ano. Em texto publicado na China Brief, Lam observou que os líderes chineses estão destinando mais recursos para monitorar a atividade de dissidentes e intelectuais, ‘inclusive dos baseados nos EUA’.’


 


 


TECNOLOGIA
AP


IBM retira oferta de compra da Sun


‘A IBM retirou no fim de semana sua oferta de compra pela Sun Microsystems, de cerca de US$ 7 bilhões, reduzindo as possibilidades de um acordo. As conversas estavam próximas do estágio final nos últimos dias, mas a IBM retirou sua proposta da mesa depois de a Sun acabar com a exclusividade da empresa nas negociações, segundo fontes próximas ao negócio, que preferiram não ser identificadas. Uma das fontes havia dito que as empresas ainda estavam reunidas no domingo.


A IBM está oferecendo cerca de US$ 9,50 pela ação da Sun, o que é o dobro do preço dos papéis da empresa na época em que as informações sobre a negociação foram reveladas, no mês passado. As ações da Sun fecharam cotadas a US$ 8,49 na sexta-feira.


A Sun foi uma das estrelas da época da bolha da internet, mas passou a última década lutando para retomar o sucesso, enfrentando grandes prejuízos e milhares de demissões. Como resultado, muitos analistas não se surpreenderam com as negociações com a IBM. Apesar disso, o último balanço trimestral da Sun mostrou que a empresa tem US$ 2,6 bilhões em caixa e papéis financeiros que podem ser facilmente convertidos em dinheiro.


A IBM está interessada em tecnologias importantes de servidores e de software que a Sun ainda controla. A empresa é conhecida por ter sistemas baseados nos chips Sparc. Também possui uma carteira vasta de softwares, que inclui o sistema operacional Solaris, o banco de dados de código aberto MySQL e a linguagem de programação Java. Mas o acordo pode enfrentar dificuldades para receber aprovação dos órgãos reguladores da concorrência dos Estados Unidos. Além das discussões sobre preço, a Sun tem pressionado a IBM a aceitar alguns compromissos para facilitar a aprovação.


No fim de 2008, a Sun tinha 10% do mercado mundial de servidores, enquanto a IBM detinha 32% e a HP, 30%. Caso seja vendida, deve haver mais cortes de empregos na Sun, que anunciou em novembro a redução de 6 mil postos, ou o equivalente a 18% de sua força de trabalho, depois de demitir 7 mil pessoas nos três anos anteriores.


As negociações acontecem num momento em que os grupos especializados em infraestrutura de computação estão se consolidando. No ano passado, a HP comprou a EDS, empresa de serviços de tecnologia, por US$ 13,9 bilhões. No mês passado, a Cisco, que produz equipamentos de comunicação, anunciou seus planos de fabricar servidores, passando a competir com parceiros de longa data, como a HP e a IBM.’


 


 


PUBLICIDADE
Marili Ribeiro


Brasil cresce em serviços de marketing online


‘Os números globais no universo online são ‘chineses’ pela dimensão. Pesquisas apontam a existência de pelo menos 225 milhões de sites no mundo. Por eles navegam mais de 1,5 bilhão de pessoas. E todas as companhias do planeta estão atrás dessa audiência. Os investimentos mundiais em publicidade online devem chegar a US$ 100 bilhões no próximo ano, e as previsões são de que, já em 2012, o meio digital ultrapasse a televisão em aplicação de verbas de anúncios nos EUA, o maior mercado publicitário do mundo.


Esse cenário fez prosperarem as empresas dedicadas a serviços especializados em monitorar resultados de ações de marketing desenvolvidas para a internet. E o Brasil começa a se tornar uma boa alternativa para esse segmento de mercado. Um dos grandes conglomerados de comunicação global, o francês Havas, por meio de seu braço de serviços online, a agência Media Contacts, montou no País um de seus centros de excelência em coleta e análise de dados da internet.


Por causa do sucesso com clientes globais, como a montadora Peugeot, a operadora de telefonia Vodafone e a companhia área Air France, a Media Contacts já até exporta profissionais para atuar em centros similares em outros países, como Espanha e Austrália. ‘Nos destacamos pela criatividade’, diz Luciana Iodice, diretora de Estratégia e Marketing da agência. ‘Vamos além da simples apresentação de balanços de resultados que contabilizam o número de acessos. Sugerimos ações para potencializar resultados a partir do que avaliamos, e isso encanta os clientes.’


O Brasil rouba mercado da Índia, país que, aproveitando sua vasta experiência em prestar serviços de call centers para vários países , tornou-se eficiente na geração dos relatórios sobre o volume de informações produzidos no processo de navegação. O próprio Havas, por exemplo, tem entre seus clientes uma empresa de viagem da Inglaterra que demanda a utilização de mais de 450 mil palavras-chave a serem monitoradas


‘Por isso mesmo, até o Havas usa a sua base na Índia para produzir parte desse serviço, porque lá os custos são mais baixos’, reconhece Luciana. ‘Mas nós desenvolvemos programas, como o que otimiza os resultados em serviços de busca, fazendo com que os clientes apareçam entre as primeiras citações nos sites de busca, sem pagarem por isso. Isso valoriza a exportação de nossos serviços.’ Atualmente, a agência atende, a partir do Brasil, clientes da Europa, Ásia, América do Norte e América Latina, sendo que alguns deles atuam em mais de 11 países, aplicando estratégias criadas no País.


Com o avanço da presença da internet na vida dos consumidores, os gigantes da propaganda mundial – os grupos WPP, Omnicom, Publicis e Interpublic, além do próprio Havas – apostam em inúmeros serviços e softwares que se propõem a medir os efeitos dos anúncios e das ações realizadas na internet. Cada um oferece análise de dados com metodologias próprias. Há muito dúvida sobre a eficiência das métricas para internet entre os anunciantes. Mas há também uma certeza: o universo online veio para ficar.


‘O centro de excelência que hoje temos no Brasil, ainda sem similar na concorrência, nasceu quase acidentalmente em 2002, quando começamos a investir na criação de sites corporativos. Montamos uma estrutura e, como ela não decolou no ritmo em que esperávamos, começamos a desenvolver outros trabalhos para potencializar os resultados, já que tínhamos um equipe bem estruturada’, conta o diretor-geral do Havas, Ricardo Reis.


A importância do País nos negócios do companhia vem crescendo de tal forma que o presidente mundial do grupo, o espanhol Fernando Rodés, estará por aqui de novo na próxima semana. É a terceira visita em menos de um ano.’


 


 


TELEVISÃO
Keila Jimenez


Record contrata Hulk


‘A Record convocou forças sobrenaturais para vencer a Globo. Calma. Não é nenhuma novela espírita, muito menos a quarta temporada de Os Mutantes que vem por aí. A emissora acaba de fechar um contrato de quatro anos com a Marvel Animation para ter, com exclusividade no Brasil, os desenhos e os longas de animação dos heróis da marca. Entendem-se, por isso X- Men, Hulk, Homem de Ferro, Surfista Prateado, entre outros homens com cueca em cima da calça e superpoderes.


O pacote, disputado também por Globo e SBT, traz, a princípio, três desenhos animados. A principal delas é Super Hero Squad, uma liga de super-heróis composta por Capitão América, Surfista Prateado, Hulk, Wolverine e Homem de Ferro. Com uma boa dose de humor, a animação é uma versão para crianças, com uma pegada mais leve.


Black Panter ou o Pantera Negra, também terá uma animação com oito episódios, mais voltada para o público jovem. Outra novidade é Os Vingadores, história que apresenta novos heróis da Marvel.


As novidades não têm data de estreia, mas devem ser encaixadas na programação de sábado da Record.’


 


 


CULTURA
Jotabê Medeiros


Incentivo da Lei Rouanet desaba em 2009


‘O valor de captação de recursos por meio da Lei Rouanet nos três primeiros meses de 2009 indica forte retração do mecanismo, muito possivelmente em decorrência da crise econômica. Segundo planilha do Ministério da Cultura, foram captados até março R$ 83 milhões, o equivalente à média de apenas um mês do ano anterior.


Os dados se tornaram públicos na semana passada por meio de uma nova ferramenta do MinC, o Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SalicNet), que traz informações estatísticas sobre toda a trajetória da Lei Rouanet desde 1993, ano de sua implantação.


Há 16 anos, foram captados apenas R$ 21 mil. Em 2007, ano de maior euforia do incentivo, esse valor saltou para R$ 1,2 bilhão. Por meio do SalicNet, é possível ter acesso aos dados sobre projetos, proponentes, incentivadores (públicos e privados) e percurso da lei.


A concentração de recursos no eixo São Paulo-Rio é evidente. Em 16 anos, dos 15 maiores projetos aprovados, 14 foram realizados nestes Estados. Entre 2003 e 2009, a região Sudeste teve 23 mil projetos apresentados e R$ 3 bilhões captados. Em contrapartida, a região Norte apresentou 786 projetos e teve só R$ 40 milhões captados.


Entre os 10 maiores proponentes de projetos de 2008 estão o Instituto Itaú Cultural (R$ 29 milhões) e a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (R$ 14 milhões). Instituições ligadas a governos estaduais dependem fundamentalmente da Lei Rouanet para sobreviver, caso dos paulistas Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (R$ 8,2 milhões) e TV Cultura (R$ 10 milhões). Muitos dos organismos estatais também foram construídos com verba da lei, caso da Estação da Língua Portuguesa, um dos 10 maiores projetos da história do Mecenato, que consumiu R$ 25 milhões em 2001.


Instituições como o MAM de São Paulo (R$ 8,9 milhões) e Instituto Tomie Ohtake (R$ 7,3 milhões) demonstram dependência vital da renúncia fiscal. Por outro lado, a Lei Rouanet depende também das estatais para manter os níveis de captação altos. Entre 2002 e 2008, a Petrobrás respondeu por R$ 1 bilhão da captação, seguida de Eletrobrás (R$ 204 milhões), Banco do Brasil (R$ 139 milhões) e BNDES (R$ 75 milhões).


A Lei Rouanet tem sido muito atrativa para a iniciativa privada, segundo mostram os dados. Permitiu o desenvolvimento de um nicho de mercado especializado em captação, caso da empresa Dançar Marketing & Comunicações, que trabalhou com Ambev, HSBC, Bradesco, Nestlé, Coca-Cola, Telefônica e Gessy Lever. A Dançar foi o segundo maior proponente de 2008, logo atrás do Instituto Itaú Cultural, com R$ 17 milhões. Todos esses dados são públicos desde o dia 2, e podem ser checados no endereço http://sistemas.cultura.gov.br/salicnet/Salicnet/Salicnet.php’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 6 de abril de 2009


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Agora, banqueiros


‘Nas manchetes on-line do ‘Wall Street Journal’ e do ‘Financial Times’, ontem, nada de míssil coreano. O secretário do Tesouro afirmou, em entrevista à rede CBS, que os ‘Banqueiros podem ser removidos’, no enunciado do primeiro, e que os ‘EUA estão prontos para tirar banqueiros’, do segundo. Foi após pergunta sobre seu suposto esforço, noticiado no ‘Washington Post’, para salvar os altos salários dos banqueiros.


Já o site Politico detalhou como foi a reunião de Obama, antes de viajar à Europa, com ‘os banqueiros’ de JPMorgan, Bank of America e demais, inclusive a associação de bancos. Diz que ‘o tom não foi cordial’ como descreveram na saída. E que ‘o presidente não estava com humor para ouvir as explicações para os altos salários de seus executivos -e de si mesmos’.


‘C.E.O. GUILLOTINE’


Frank Rich, do ‘New York Times’, escreveu sobre a queda de Rick Wagoner, presidente da GM -e sobre as críticas ao tratamento diferenciado dado aos banqueiros, ainda no cargo. Lembrando que Wagoner levou US$ 23 milhões ao sair, diz que a ‘mudança’ tem que ir muito além do prazer de cortar cabeças em guilhotinas luxuosas


PARA ALCANÇAR O OCIDENTE


Um colunista do ‘WSJ’ escreveu que ‘os G-men’, trocadilho com os líderes do G20 e a gíria para agentes do FBI, ‘mais felizes em Londres eram Hu Jintao, da China, e Lula da Silva, do Brasil. O jogo deles é alcançar o Ocidente’, que não reage bem à crise.


O ‘Diário do Povo’, do PC chinês, cobriu o encontro entre Hu e Lula com a foto formal acima e destacando que a ‘China fortalecerá cooperação com Brasil contra a crise’, adiantando a visita do brasileiro a Pequim, em algumas semanas. Citou como ambos ‘têm adotado uma atitude responsável no combate à crise’. Depois, destacou que o ‘Brasil gastou US$ 216 bi em medidas desde setembro’.


UM BRASILEIRO NA TRAGÉDIA


O ‘New York Post’ especulou sobre uma professora de inglês morta no ataque em Binghamton, ela que tinha por alunos ‘professores da China e do Brasil’. Meio do dia e a AP despachou que a polícia só não havia divulgado a lista dos mortos porque ‘estava tendo dificuldade em avisar à família de uma vítima do Brasil’. Veio o site pe36graus e postou que o brasileiro, entre os 13 mortos da chacina, era Almir Alves, professor universitário de Nazaré da Mata, na Zona da Mata de Pernambuco. Fazia pós-doutorado.


‘ELECTRIFYING’


‘Talvez a jogadora mais eletrizante do futebol, masculino e feminino’, Marta foi tema de longo perfil na revista do ‘NYT’, ela que saiu de ‘sociedade machista’ para jogar nos EUA


‘ANYTHING GOES’


Já o caderno de viagens do ‘NYT’ foi ontem ao Baixo Augusta (à dir., o clube Vegas), ‘no lado ‘bad’ da Paulista’, onde ‘vale tudo’


O JOGADOR


Ontem no topo das buscas de Brasil pelo Yahoo News, a preocupação no país pelo desaparecimento do atacante Adriano, da seleção e do clube Milan. Na home do italiano ‘La Gazzetta dello Sport’, ‘Adriano está vivo, sim’, em relato carregado de ironia.


O COREÓGRAFO


Já no topo das buscas pelo Google News, a prisão de um coreógrafo brasileiro em Los Angeles -que trabalha para o ‘reality show’ ‘So You Think You Can Dance’, da rede Fox e com direitos para o Brasil já comprados pela Globo- sob suspeita de estuprar alunas.


AGORA, ‘BOSTON GLOBE’


A notícia foi dada pelo próprio ‘Boston Globe’, no site, anteontem. A empresa do ‘NYT’, que comprou o jornal de Boston cinco anos atrás, ‘ameaça fechar o ‘Globe’, se sindicatos não aceitarem US$ 20 milhões em concessões’. Segundo o ‘WSJ’, ontem na home, o prazo dado pelos executivos de ‘NYT’ e ‘Globe’ foi de menos de um mês.


Em resposta, ontem no site do ‘Globe’, ‘funcionários sindicalizados estão abertos a concessões, mas demandam também cortes para os executivos’, em salários e bônus.’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Governo vai enquadrar programa de fofoca


‘O Ministério da Justiça deve classificar o ‘TV Fama’, da Rede TV!, como impróprio para menores de 12 anos. Se isso ocorrer, caracterizará o programa de fofocas como não jornalístico, o que é discutível. Programas jornalísticos não são passíveis de classificação indicativa pelo governo federal.


Desde 1999, o ‘TV Fama’ tem classificação livre. Como já vai ao ar às 20h, a eventual reclassificação para 12 anos não interfere na exibição.


O Ministério da Justiça instaurou um procedimento administrativo para analisar denúncias do Ministério Público Federal. O conteúdo do ‘TV Fama’ está sendo monitorado pelo governo há quase um ano.


Há um mês, o ministério enviou à Rede TV! ofício em que informa ter detectado inadequações como ‘linguagem erótica’ e ‘nudez velada’.


Segundo Davi Ulisses Simões Pires, diretor de classificação indicativa, o conteúdo problemático do ‘TV Fama’ são, principalmente, making of de ensaios sensuais para revistas e sites masculinos e reportagens sobre mulheres que fazem cirurgias para implante de próteses e mostram os seios.


‘A gente não tem muita dúvida de que [o ‘TV Fama’] não é programa jornalístico. É mais fofoca do que notícia’, afirma Pires. A Rede TV!, por meio de assessoria, disse apenas que ‘entende que o conteúdo do ‘TV Fama’ não é inapropriado para o horário’.


NOVO CENÁRIO


O ‘Jornal Nacional’ ganhará novo cenário em setembro, quando completa 40 anos. O projeto é um dos segredos mais bem guardados da Globo atualmente. A emissora teme ser novamente copiada pela Record -que em 2006 adotou uma redação como cenário ao fundo.


DIA FIXO


O programa de Adriane Galisteu na Band vai se chamar ‘Toda Sexta’. Estreia no próximo dia 17. A pergunta que não quer calar: se o programa não der certo às sextas, poderá mudar de dia?


CARIMBO


Diferentemente do que ocorreu com ‘América’, em 2005, o mercado de rodeios aprovou a abordagem de seu universo na nova novela das seis da Globo, ‘Paraíso’.


DEGELO 1


A Globo liberou a participação de Claudia Leitte em seus programas. O primeiro a receber o ‘Ok’ da direção da emissora foi o ‘TV Xuxa’, que grava com a cantora daqui a duas semanas, para exibição em maio.


DEGELO 2


Claudia estava vetada na Globo porque a Record anunciou em site que era a licenciadora da marca da artista. A cantora negou esse vínculo.


QUALIFICADO


A audiência absoluta do ‘Esquadrão da Moda’ é menor do que a de ‘Promessas de Amor’. Mas o programa do SBT tem público mais qualificado. Segundo a emissora, é visto em 8% dos domicílios de classe AB na Grande SP, contra 5% da novela da Record. O reality vence entre as mulheres mais ricas.’


 


 


Fernanda Ezabella


Futura estreia série de Cao Hamburger


‘Da pré-história ao YouTube, ‘No Estranho Planeta dos Seres Audiovisuais’, novo programa que o canal Futura estreia hoje, pretende investigar de forma bem-humorada as várias facetas do audiovisual.


Idealizada e produzida pelo diretor Cao Hamburger, a atração exibe hoje seu programa-piloto (já exibido anteriormente em setembro), e continua nas próximas semanas com mais 15 episódios.


Algumas mudanças foram feitas, como a ‘demissão’ dos ‘gordinhos sedentários’ que representavam o telespectador tapado. A apresentadora também mudou, e o tema evoluiu. Se no piloto se repetia em demasia a ideia ‘o que é audiovisual?’, o segundo capítulo segue adiante com outra questão: o que é a verdade? Nos outros episódios, o programa debate retorno financeiro, importância da montagem, violência e até mesmo pornografia.


No programa de hoje, o diretor Fernando Meirelles e o teórico Arlindo Machado são entrevistados. No segundo, da semana que vem, falam José Padilha (‘Ônibus 174’ e ‘Tropa de Elite’) e Amir Labaki, diretor do festival ‘É Tudo Verdade’.


Um ‘falso ufólogo’ também dá sua opinião sobre imagem e realidade, mantendo a narrativa bem-humorada.


NO ESTRANHO PLANETA DOS SERES AUDIOVISUAIS


Quando: hoje, às 22h30; reprises na quinta (16h e 21h) e domingo (18h30)


Onde: Futura


Classificação: livre’


 


 


LITERATURA
Folha de S. Paulo


‘Serrote’ tem lançamento hoje em SP


‘O Instituto Moreira Salles lança hoje a revista ‘Serrote’ (224 págs., R$ 29,90), uma publicação quadrimestral de ensaios sobre literatura e artes.


O evento acontece às 19h, na sede do instituto (r. Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis). Na quarta, a revista será lançada na sede carioca (r. Marquês de São Vicente, 476, Gávea).


Editada por Daniel Trench (diretor de arte), Flávio Pinheiro, Matinas Suzuki Jr., Rodrigo Lacerda e Samuel Titan Jr., a ‘Serrote’ traz reportagens sobre o artista romeno Saul Steinberg, uma carta inédita de Mário de Andrade para Otto Lara Resende e 109 aforismos de Franz Kafka, inéditos em português, além de dois ensaios clássicos sobre Henry Ford, entre outros assuntos.’


 


 


Pedro Cirne


Livro retrata cotidiano de Mianmar


‘Onde fica Mianmar? Por que alguns países ainda o chamam por seu antigo nome, Birmânia? Que idioma falam lá? O que aconteceu com Aung San Suu Kyi, principal nome da oposição que governa o país e que ganhou o Nobel da Paz em 1991, talvez a mais famosa cidadã de Mianmar? E, principalmente, como é a vida lá?


As respostas para as perguntas acima estão no livro ‘Crônicas Birmanesas’, do quadrinista canadense Guy Delisle. Mas, mais do que as questões pontuais, o mais interessante é o retrato que Delisle faz dos birmaneses e de seus hábitos, pontuados com a curiosidade de um estrangeiro que se vê morando em um país de hábitos tão diferentes.


‘Não sei como definir meus livros’, diz Delisle, que já aproveitou períodos morando em outros países para descrever a vida na Coreia do Norte (na HQ ‘Pyongyang’) e na China (‘Shenzhen’, inédito no Brasil). ‘Não é jornalismo em quadrinhos, pois não sou jornalista. Eu diria que são grandes cartões-postais que eu enviaria para a minha mãe, por exemplo.’


Grandes e detalhados cartões-postais: em ‘Crônicas Birmanesas’, o canadense aborda do hábito de mascar bétele (tipo de erva) a como os locais lidam com o calor intenso, passando pela onipresença militar e pelos hábitos dos monges do budismo teravada (uma das escolas dessa religião). Há humor ao relatar adversidades frequentes, como o lento acesso à internet e a falta de energia elétrica (o que significa ficar sem ar-condicionado).


O que levou Delisle a passar um ano em Mianmar foi o emprego de sua mulher, que trabalha no Médico sem Fronteiras -razão, aliás, que faz com que esteja vivendo, também por um ano, em Israel, onde fica até agosto. Isso não significa que vá escrever uma HQ sobre lá.


‘Quando eu estou no país, apenas tomo notas’, conta. ‘Só depois, quando eu volto para casa, vejo o que coletei e, se sentir que tenho material, escrevo e desenho um livro.’


O livro sobre Mianmar saiu há dois anos no exterior.


Segundo Delisle, foi aprovado pelos birmaneses que o leram.


‘Eles disseram que gostaram porque, pela primeira vez, estava falando da vida cotidiana, e não de revoluções e golpes militares.’


(Em tempo: Mianmar fica no Sudeste Asiático e o idioma oficial é o birmanês. Alguns países não reconhecem a junta militar que está no poder desde 1989; por isso, ainda o chamam de Birmânia. Aung San Suu Kyi está em prisão domiciliar desde os anos 90.)


CRÔNICAS BIRMANESAS


Autor: Guy Delisle


Editora: Zarabatana


Quanto: R$ 48 (272 páginas)’


 


 


 


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