Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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CADERNO DA CIDADANIA >

Diário do Pará

25/01/2005 na edição 313

‘O jornalista Lúcio Flávio Pinto foi agredido fisicamente e ameaçado de morte, ontem, pelo empresário Ronaldo Maiorana, diretor-editor-corporativo do jornal O Liberal, principal veículo das Organizações Romulo Maiorana (ORM). Participaram do espancamento dois seguranças que acompanhavam o empresário, ambos policiais militares. O ataque aconteceu no Restô do Parque, que funciona dentro do Parque da Residência, antiga residência oficial do governador do Estado e onde hoje está a sede da Secretaria Executiva de Cultura, que administra o espaço.

A cena de violência protagonizada por um alto executivo da mídia jornalística, em local público, administrado pelo governo do Estado e freqüentado pela classe média alta da capital, não tem precedentes na história política do Estado ou mesmo do país. Segundo Lúcio, os seguranças estavam armados e o executivo das Organizações Romulo Maiorana (ORM) atacou de surpresa o jornalista e editor do Jornal Pessoal, cuja matéria de capa da edição de número 337 – ‘O rei da quitanda’ –, que circulou na primeira quinzena de 2005, faz uma análise sobre o poder do principal executivo das ORM, Romulo Maiorana Jr., acusando o empresário de usar os meios de comunicação da família para pressionar anunciantes.

Referindo-se a conflito recente entre O Liberal e um grande grupo empresarial, Lúcio escreveu: ‘O contraste é brutal e chocante para qualquer pessoa que usa a memória como ferramenta de informação. Num momento o acusado é fulminado com editorial de primeira página, manchete de capa de jornal, como há muito tempo não se pratica na imprensa em qualquer parte do mundo. Parece que mereceu o ataque terrível por razões substantivas. No entanto, uma vez cumprida a função que lhe é atribuída como anunciante, o tratamento muda do vinagre para o vinho, sem qualquer explicação ao distinto público, sem um mínimo editorial (ou suelto) que seja. O jornal pode mudar de opinião, mas precisa explicar por que era contra antes e ficou a favor depois. Sem essa salutar providência, a repentina transformação pode ser creditada a interesses ocultos, escusos. Em linguagem de rua, chantagem.’ O DIÁRIO procurou Ronaldo Maiorana para que ele falasse sobre as acusações. A assessora de imprensa do empresário ficou com os telefones da redação para o caso de ele querer se manifestar, mas até o final desta edição não houve retorno.

1) No Senadinho, Lúcio almoça com os amigos. Na mesa logo atrás está sentado o empresário Ronaldo Maiorana.

2) O empresário chega por trás de Lúcio e o estapeia pelas costas. ‘Queres apanhar de pé ou sentado?’, indaga.

3) O empresário dá uma ‘gravata’ por trás no jornalista, para em seguida atirá-lo ao chão, junto com a cadeira em que Lúcio estava sentado.

4) Os seguranças se aproximam e ajudam o empresário, que ameaça Lúcio de morte, a bater no jornalista.

5) O empresário André Carrapatoso se levanta para tentar ajudar o jornalista e é empurrado ao chão, onde foi pisoteado pelos seguranças.

6) Com a cobertura dos dois seguranças, o empresário sai do restaurante sem ser incomodado pelos guardas do Parque da Residência.

Lúcio Flávio registrou ocorrência

A investida contra Lúcio Flávio produziu escoriações e edemas nos braços e pernas, bem como hematomas dos socos e pontapés nas costas, desferidos pelo empresário e seus seguranças. O jornalista disse que não imaginava que fosse ser agredido fisicamente, já que ambos compartilhavam o mesmo ambiente por quase uma hora. Ronaldo Maiorana estava sentado a uma mesa atrás da ocupada pelo editor do Jornal Pessoal. Testemunhas relatam que ele aguardou a chegada dos seguranças, por volta das 13h30, para agredir o jornalista. A abordagem violenta começou com um tapa nas costas e uma pergunta do empresário: ‘Vais querer apanhar sentado ou em pé?’. Logo depois, Ronaldo deu uma ‘gravata’ no jornalista, para em seguida empurrá-lo ao chão, quebrando a cadeira que Lúcio ocupava, além de copos e pratos que estavam à mesa.

A cena do crime foi rapidamente recomposta pelos empregados do Restô do Parque, que impediram o acesso de jornalistas e inviabilizaram uma possível perícia policial.

De acordo com o termo de declaração registrado por Lúcio Flávio, na Seccional Urbana de São Brás, após a agressão inicial Ronaldo Maiorana aproveitou-se do fato de o jornalista ainda estar no chão e ordenou que os seguranças continuassem a surrá-lo, ameaçando-o de morte. ‘Ele mencionou que se não o fizesse (matasse) naquela ocasião, faria depois, sendo que vários dos presentes tentaram segurá-lo, mas aquele cidadão mostrava-se totalmente descontrolado e sempre tentando continuar a agressão’, relembra o jornalista.

Premeditação – A violência não atingiu só a Lúcio Flávio. Os amigos que o acompanhavam na mesa para a reunião do chamado ‘Senadinho’, um grupo integrado por profissionais liberais, também foram atingidos pela brutalidade do empresário e seus seguranças. Lúcio diz que há evidências de que o ataque foi premeditado. O ‘Senadinho’ se reúne às sextas-feiras no Restô do Parque. Do encontro semanal participam, entre outros amigos de Lúcio, Guilherme Suksu, Fernando Torres, Reginaldo Cunha, Paulo Cal, Paulo Monteiro e André Carrapatoso Coelho. ‘Hoje (ontem) foi publicada uma nota na coluna de Bernardino Santos (em O Liberal), informando que Reginaldo Cunha iria presidir a reunião do ‘Senadinho’ no Restô do Parque, e o Ronaldo Maiorana sabe muito bem que participo desses encontros, e em outras ocasiões me viu aqui. Ele era o único da família que ainda me cumprimentava’, comentou o jornalista.

Pena prevista é multa e prestação de serviços

O empresário André Carrapatoso Coelho, integrante do ‘Senadinho’ e freqüentador assíduo do Parque da Residência, ainda mostrava-se perplexo com a agressão de que foi vítima apenas porque estava sentado ao lado do jornalista e tentou evitar que ele fosse espancado. Ele foi atirado ao chão, sua cadeira foi quebrada pelos seguranças, que o agrediram com chutes e murros, provocando-lhe fortes dores no estômago e na região lombar. Um soco afetou-lhe gravemente o olho esquerdo.

‘A polícia tem obrigação de zelar pelo cidadão, sem distinção. Os seguranças do parque viram a cena e não entraram no restaurante para controlar a situação. Quem vai pagar as minhas despesas médicas? Eu nunca bati em ninguém, e apanhei sem reagir’, afirmou.

André registrou um boletim de ocorrência na Seccional Urbana de São Brás, juntamente com o jornalista Lúcio Flávio Pinto. Segundo o delegado Guilherme Tavares, diretor da delegacia, o empresário e seus seguranças serão convocados a depor, mas ele adiantou que os crimes de lesões corporais e ameaças de morte são considerados leves, com pena de multa, pagamento de cestas básicas e prestação de serviços à comunidade. ‘Brevemente os envolvidos estarão na frente do juiz, no Juizado Especial. É possível conciliação na Justiça’, ponderou.

Corpo de delito – Após prestarem as informações ao delegado, o jornalista e o empresário seguiram ao Centro de Perícias Renato Chaves para o exame de corpo de delito. O diretor do centro, Cláudio Marçal, confirmou as escoriações e edemas em várias partes dos corpos do jornalista e do empresário. O prazo legal para liberação do laudo pericial é de 10 dias, podendo ser prorrogado.

Fúria provocada por matéria jornalística

Lúcio Flávio Pinto credita a fúria de Ronaldo Maiorana à matéria intitulada ‘O rei da quitanda’, publicada na edição da primeira quinzena de janeiro, onde acusa Romulo Maiorana Jr. de vender espaço editorial em O Liberal como se fosse banana. ‘O poder de Romulo Maiorana Júnior (…) contrasta com a situação de um Estado destituído de informação, de opinião e oposição… Rominho é jornalista, mas nenhum dos editoriais bissextos publicados em O Liberal com sua assinatura foi escrito por ele. Falta-lhe a mais remota das intimidades com as artes e os ofícios do jornalismo. Já viajou por meio mundo, mas não fala uma língua além da que traça com alguma dificuldade desde o nascimento’, escreveu o jornalista, no Jornal Pessoal.

Proteção – Consumada a agressão ao jornalista, os seguranças deram proteção para que o empresário fugisse do Restô do Parque. Refeito, Lúcio Flávio telefonou ao Ciop solicitando providências. Como não foi atendido, repetiu a ligação. O veículo de prefixo 970, com o sargento Teixeira e o cabo Flávio, foi enviado 30 minutos após a ligação, quando os agressores já haviam se evadido.

‘Os guardas do parque não fizeram nada, porque se o Ronaldo batesse o pé sairiam correndo dali. Contei com a solidariedade das pessoas que almoçavam, sobretudo das mulheres, mas elas têm medo de represálias’, disse. A assessoria de imprensa do governo do Estado, que administra o Parque da Residência através da Secult, disse que não se manifestaria sobre o episódio.

Na mesma edição na qual analisa de forma crítica o poder dos Maiorana no Estado, Lúcio denuncia as anomalias morais no oficialato da PM, relatadas em entrevista com o major Walber Wolgrand Menezes Marques, entre elas que cerca de 500 policiais militares prestam serviço de segurança privada a empresários, como os diretores das ORM. O comando da PM também não se manifestou ao DIÁRIO.

O recado chegou antes

Lúcio informou ontem que já havia recebido aviso de um amigo sobre uma possível retaliação da família Maiorana, mas imaginava que isso se daria através de processos judiciais, como ocorreu em outros casos. Ronaldo Maiorana teria mandado recado do seu desagrado com a notícia publicada no Jornal Pessoal. ‘Eles não tratam a informação com a verdade e sim ao prazer de seus interesses comerciais’, reitera.

Na reportagem, o jornalista questiona se o ‘fiel leitor e telespectador’ de O Liberal está realmente sendo servido com a verdade e se também tem condições e capacidade de verificar a qualidade do produto que lhe servem para ‘não comprar gato por lebre’. Lúcio Flávio acusa Romulo Maiorana Jr. de reduzir o ‘negócio’ da informação a uma quitanda e de ter transformado o poder jornalístico em fonte de poder pessoal, ‘imenso para quem o exercita e absolutamente vazio para todos os demais, e a informação uma banana’, resume.

Cena de boteco em restaurante chique

O Restô do Parque estava cheio de clientes como é normal às sextas-feiras. A tese de que a agressão foi premeditada é sustentada pelo tabelião Reginaldo Cunha, que estava sentado à frente do jornalista quando este foi ‘engravatado’ pelo empresário. Segundo ele, a atitude de Ronaldo Maiorana foi inesperada. O tabelião diz que os seguranças agiram como ‘verdadeiros meganhas’ e transformaram o restaurante num cenário do velho oeste.

‘O que me causa medo é não poder freqüentar um ambiente social nessa terra. Alguém se arvora ser o magistrado maior e a dar porrada em alguém porque não gostou de uma história… temos que modificar isso em Belém. O André (Carrapatoso) foi jogado ao chão e covardemente pisoteado’, critica.

Antes de o jornalista ser agredido, o arquiteto Paulo Cal havia saído da mesa de Lúcio Flávio para conversar com Ronaldo Maiorana, quando foi surpreendido pela ação do empresário e de seus seguranças, ‘dois descerebrados’. ‘Eles entraram tranqüilamente no restaurante e a imprensa foi impedida de registrar o resultado dessa violência’, denunciou o arquiteto. Paulo Cal disse que jamais imaginaria que um empresário se acompanhasse de ‘duas pessoas sem qualificação, para dar porrada em gente dentro do restaurante. Acho uma baixeza que só depõe contra pessoas de que gosto’.

Jornalistas – Para o arquiteto, a sociedade civil de Belém precisa refletir sobre as relações humanas que geram esses níveis de violência para se proteger, mesmo que sejam episódios entre pessoas com poderes na cidade.

A agressão contra o jornalista Lúcio Flávio Pinto será a pauta principal da reunião ordinária do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor/PA), hoje, a partir das 9h.

Para o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, a atitude de Ronaldo Maiorana demonstra um desconforto próprio de pessoas que não primam pelo interesse social. ‘É uma questão típica de intolerância. Existem outros meios que não o da agressão para se reivindicar alguma coisa. Nesse ponto, somos totalmente solidários com o jornalista Lúcio Flávio Pinto. Esse é um método usado por pessoas que são contra a divulgação de informações que não lhes agradam, ou que, de alguma forma, contrariam os seus interesses. A agressão é um crime que deve ser objeto de apuração’, disse.

Maurício Azêdo elogiou o trabalho do jornalista paraense, classificando-o como ‘um profissional de alta competência’ e que luta em defesa do interesse público. ‘É lamentável que ele tenha sido vítima de uma reação irracional como esta’, afirmou. Ele informou também que providenciará para que seja colocada uma nota de apoio ao jornalista no site da ABI.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Pará, recebeu a denúncia da agressão ao jornalista e procurará a autoridade policial da Seccional Urbana de São Brás para se pronunciar oficialmente sobre o assunto. A presidente da comissão, advogada Mary Cohen, adiantou que fica preocupada com a denúncia de agressão num país em que há liberdade de expressão. ‘Se for cometido exagero no exercício da profissão, quem se sentir prejudicado ou ofendido pode, através dos meios legais, fazer publicar a sua versão’.

Outra situação que também preocupa a advogada é o fato de policiais militares estarem a serviço de particulares, no caso o agressor. ‘São pessoas pagas com o dinheiro público não para fazer segurança a particulares’. Ela enviará a denúncia ao presidente nacional da OAB e à Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB para que dêem apoio às entidades nacionais dos jornalistas, como a ABI e Fenaj, na apuração do episódio.

Coronelismo – O coordenador executivo da Captação Nacional do jornal Estado de São Paulo, Roberto Godoy, lamentou o fato. ‘É uma atitude deplorável. E tenho certeza que ele (Ronaldo Maiorana) só fez isso porque está afastado dos grandes centros de poder e influência do Sul e Sudeste e sentiu-se à vontade para praticar o ato’, constata.

Godoy considera que a região Norte ainda é muito influenciada pelo que ele classifica de ‘coronelismo marcante e visível’ em todos os níveis e aspectos da sociedade. ‘A influência poderosa de algumas pessoas em todas as escalas de poder, como a Polícia, a política e a Justiça, gera a sensação de impunidade, fazendo com elas ajam com arbitrariedade’.

Na avaliação de Godoy, a atitude do empresário não prejudicou somente Lúcio Flávio Pinto, mas a imprensa brasileira como um todo. ‘Acho que o caso deve ser levado às entidades representativas da classe e até mesmo para a classe empresarial, por ter sido uma atitude arbitrária e inadmissível’, defendeu.’



Eu estava lá e vi

Úrsula Vidal (*)

Eu vi a dignidade travando uma batalha forçada com a arrogância no Restô do Parque, na última sexta-feira. Uma cena histórica que será lembrada com tristeza e indignação.

De um lado Lúcio Flávio Pinto, 54 anos, jornalista, editor do Jornal Pessoal, professor aposentado da UFPA, pai de 2 filhos, preocupado com as contas do final do mês, cheio de compromissos, ansiedades, decepções, projetos e que segue sua vida fazendo a única coisa que aprendeu a fazer: bom jornalismo.

De outro, Ronaldo Maiorana, 36 anos, diretor-editor-corporativo do jornal O Liberal, pai de 2 filhos, não tão preocupado assim com as contas do final do mês, cheio de compromissos, ansiedades, decepções, projetos e que segue sua vida fazendo a única coisa que aprendeu a fazer: ganhar dinheiro.

Na minha humilde compreensão dos direitos da pessoa humana, ambos se sustentam manipulando peças importantes da engrenagem social: o poder do dinheiro e o poder da palavra. O que dá ao dono do dinheiro o direito de ameaçar de morte e agredir fisicamente o dono da palavra? Ronaldo, um homem jovem, boa praça, trabalhador, teria se deixado levar pela ilusão de que o poder pode alargar seus limites como cidadão?

Se a acidez das palavras de Lúcio provoca queimação no estômago de quem quer que seja, a justiça está aí para julgar a possível leviandade de cada acusação. Prefeitos, governadores, parlamentares, secretários de Governo estão todos sujeitos à crítica e até a acusações feitas pela imprensa, pois tomam decisões importantes que afetam a vida da comunidade. Assim como quem detém o poder da comunicação, da geração de empregos, das articulações políticas.

Sabemos que a família Maiorana é grande, que todos têm uma função no grupo, que os irmãos trabalham e que o resto da família deve ter desaprovado a atitude violenta de Ronaldo. Mas se a família não o fez, é bom lembrar que o tom mais sombrio do episódio foi dado pela covardia. Ronaldo partiu para cima de Lúcio com a certeza de que nada lhe aconteceria fisicamente, já que um gigantesco segurança cuidava da retaguarda do patrão.

O Lúcio saiu ferido e o respeito à liberdade de imprensa, despedaçado.

(*) Jornalista



Coice vergonhoso

Walter Rodrigues (*)

A agressão covarde e criminosa ao jornalista Lúcio Flávio Pinto exige reflexão e providências coletivas. É preciso denunciar, pressionar, exigir, em nome da própria decência dos paraenses, para que essa patifaria não fique impune, nem se torne daqui por diante a nova ‘mídia’ das Organizações Romulo Maiorana.

Os paraenses precisam saber que violência e covardia existem em toda parte, mas que este episódio apresenta características raras, talvez inéditas, em qualquer época da história. Onde é que se ouviu falar que o diretor executivo de uma corporação midiática, auxiliado por capangas armados, escoiceou e jurou de morte um jornalista independente, ainda por cima à luz do dia? Como admitir como ‘normal’ que referidos sicários sejam soldados da Polícia Militar, contratados para fornecer ‘segurança’ a quem precisa é de internação? Como não sentir repugnância ante o silêncio inominável das autoridades?

O Pará, neste momento, envergonha os paraenses de qualquer lugar. Envergonha o Brasil. Só a vergonha dos paraenses pode reagir à altura.

(*) Jornalista paraense, editor do semanário independente Colunão, de São Luís (MA); e-mail (wrwalter@elo.com.br)

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