Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CADERNO DA CIDADANIA > CRISE NO AR...

…e desrespeito ao passageiro

Por Norma Couri em 11/04/2006 na edição 376

A imprensa anda concentrada no desastre da Varig mas nada divulga sobre o desrespeito ao passageiro por parte de outras companhias aéreas. Já foi o tempo em que a Gol desmarcava vôos como bem entendia, jogava passageiros de um lado para o outro como mercadoria. Agora endireitou, e como a TAM está subindo no ranking das companhias embaladas no vazio deixado pela campeã Varig. O lugar de traquinas aéreo agora cabe à BRA.


O passageiro compra com uma semana de antecedência uma passagem baratinha na ponte aérea São Paulo-Rio, aceita saltar e voar do Galeão, não é alertado sobre mudanças de vôo ou horário e, na véspera da viagem de trabalho, é surpreendido com um aviso anônimo: seu vôo terá um atraso de duas horas.


Para um profissional duas horas é um atraso de vida, uma perda de tempo, o estrago de um dia de trabalho e de todos os compromissos marcados, além de forçar uma noite extra no hotel e mais um dia no Rio, com gastos jamais imaginados e a esperança de que todos os compromissos possam ser adiados para o dia seguinte – o que nem sempre acontece.


A viagem baratinha sai caríssima. E que se tente receber o dinheiro de volta: a BRA só devolve 20% do bilhete pago. Trata-se de um abuso ao consumidor que não tem como se defender ou resgatar o tempo perdido, a não ser que resolva comprar outro bilhete com outra companhia, pague as taxas em dobro e jogue o bilhete da BRA – e o dinheiro que pensava ser baratinho – no lixo.


A quem reclamar?

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