Sábado, 22 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CADERNO DA CIDADANIA > O POVO

Paulo Rogério

14/02/2012 na edição 681
“Propaganda na rede”, copyright O Povo, Fortaleza (CE), 11/2/12.

“‘Quando o jornalista busca tornar o material jornalístico interessante e agradável, está fazendo marketing’. Laurentino Gomes, jornalista e escritor

O jornal foi usado como estratégia de marketing político. A observação é do leitor Lukas Cavalcante que faz questionamentos diante da matéria ‘Campanha pró-Elmano já começou’ publicada na última quinta-feira (19), em Política. A pauta tratou do movimento criado entre militantes do PT nas redes sociais em apoio à candidatura do secretário Elmano de Freitas à sucessão municipal em Fortaleza. ‘Qual o interesse da população em saber se a candidatura de político A ou B está nas redes sociais?’ questiona o leitor. A meu ver, bastante.

Ele afirma que matérias e imagens da prefeita e do candidato apoiado por ela – o próprio Elmano – têm saído constantemente no jornal. E indaga: ‘Os outros pré-candidatos terão o mesmo espaço e o mesmo tipo de ‘cobertura jornalística’? O editor-executivo do Núcleo de Conjuntura, Guálter George, garante que sim, a partir do momento que ‘estiveram ocupando as redes sociais na mesma perspectiva’. O editor justifica a pauta ao fato dos nomes ligados à prefeita estarem criando fatos jornalísticos mais relevantes e a importância que esse meio de comunicação tem nos dias de hoje.

Procedimentos

Guálter está certo. O leitor foi injusto neste caso. A prefeita tem monopolizado o tema eleições 2012 e criado fatos mais importantes ou polêmicos. Isso gera interesse público, logo. É notícia Os demais possíveis candidatos ainda estão quietos. Como exemplo, da abertura para a pluralidade de candidaturas, o editor lembra matéria feita com o capitão Wagner, líder da greve de PMs e bombeiros em janeiro. ‘A possibilidade de candidatura foi fartamente exposta por nós’.

Não vejo também qualquer tipo de favorecimento a pessoas ou grupos. Nem que o jornal tenha sido manipulado. Há sim, é verdade uma lacuna na matéria. Um procedimento simples e básico. Faltou deixar claro ao leitor de que os outros pré-candidatos do PT não foram citados por não possuírem redes sociais – se é que não possuem mesmo. Fácil e evitaria interpretações dúbias como essa do leitor Lukas Cavalcante.

Sem clareza

A falta de clareza no texto é a reclamação também do leitor Carlos Martins. Ele considera que ficou pouco clara a manchete em Fortaleza, na edição de sábado (4): ‘Militares} Acréscimo a salário representa gasto de R$ 356 milhões’. A matéria informa que o gasto se refere à incorporação da gratificação ao salário de policiais e bombeiros militares. ‘Mas se é incorporação, significa que isso já estava sendo pago. Nesse caso, o gasto adicional é de que?’ questiona.

É verdade. O leitor tem razão. A confusão aumenta, ainda mais, quando informa, no terceiro parágrafo, que a quantia não inclui o ‘impacto previdenciário e as demais reivindicações’. A editora-executiva do Núcleo de Cotidiano, jornalista Tânia Alves, admite a ausência da informação de que a gratificação era paga somente ao pessoal que trabalhava na madrugada. ‘Por falha, não foi publicada’. E ai generalizou tudo.

Canais abertos

Assumi na última segunda-feira, durante evento que marcou a inauguração do espaço cultural do O POVO, o terceiro mandato como ombudsman. O último conforme estabelece o Regimento do Cargo de Ombudsman. Mas nem por isso menos intenso. Os horários de atendimento continuam os mesmos – ver rodapé da coluna. O balanço das atividades em 2012 passa de quadrimestral a trimestral. Os demais canais – e-mail e twitter – também permanecem abertos. Participe e envie sugestões, elogios ou críticas.

FOMOS BEM

FUTEBOL

Jornal investiu bem ao alertar sobre desorganização no clássico-rei de hoje

FOMOS MAL

MULTAS

Faltou aprofundar existência ou não de cotas de multas para agentes da AMC.”

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