Domingo, 16 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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CADERNO DA CIDADANIA >

O escândalo sem fim

28/02/2012 na edição 683

A News International, braço britânico do grupo midiático do magnata Rupert Murdoch, teve sucesso na primeira leva de processos no caso dos grampos telefônicos ilegais feitos pelo tabloide News of the World, mas a informação de que o grupo pediu, em 2009, que emails com informações delicadas fossem apagados mostra que o escândalo ainda dever perdurar por muito tempo, avalia Raphael Satter [Yahoo! News, 23/2/12].

Depois da descoberta de que o News of the World interceptava, com frequência, mensagens telefônicas de políticos, celebridades e estrelas de esporte na busca por furos, foram abertos 60 processos contra a News International. Um dos últimos acordos – com a cantora Charlotte Church – foi anunciado na semana passada.

Em janeiro, advogados de diversas vítimas de grampo concordaram com os acordos – em troca, o grupo deveria admitir que membros do alto escalão da redação doNews of the World e executivos da empresa “sabiam sobre os grampos e buscaram escondê-los deliberadamente enganando investigadores e destruindo evidências”.

Credibilidade abalada

Os acordos podem ter interrompido a divulgação na corte de revelações embaraçosas, mas uma matéria do Daily Telegraph, com base em documentos secretos da corte, mostrou que, em novembro de 2009, a News International pediu que emails fossem apagados. Embora a política de apagar emails estivesse em conformidade com “requerimentos legais”, a ideia de que o grupo tentou destruir evidências no momento em que James Murdoch, filho de Rupert, estava no comando, pode prejudicar a credibilidade do herdeiro do império de mídia, que inclui, entre outros, veículos como a Fox e os jornais New York Post e Wall Street Journal.

O escândalo já levou à renúncia de diversos funcionários da alta hierarquia da empresa e de policiais acusados de falhar ao não impedir as práticas ilegais na News International. Com os procedimentos da corte e uma investigação policial em andamento, advogados e legisladores também estão tentando determinar quem liderou a tentativa sem sucesso de encobrir o escândalo, depois que ele surgiu, em 2006. James Murdoch negou fazer parte deste processo, culpando seus subordinados de esconder dele o que estava acontecendo. Alguns destes subordinados, já fora da empresa, acusaram o ex-chefe de mentir sobre o que sabia. De novo: o escândalo ainda deve durar.

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