Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CADERNO DA CIDADANIA > PROTEÇÃO DE FONTES

Organizações de mídia se unem para proteger repórter do NYTimes

28/02/2012 na edição 683

Mais um capítulo na luta do repórter James Risen, do New York Times, contra uma intimação que o força a revelar suas fontes. Uma coalizão de organizações de mídia americanas – incluindo ABC, CBS, CNN, Fox News, National Public Radio, NBC, Associated Press, Bloomberg, Hearst, McClatchy, Newsweek, New York Daily News, Reuters, Scripps-Howard, Time, Tribune Company, Wall Street Journal e Washington Post– pediu a uma corte de apelação federal que o proteja de testemunhar sobre suas fontes confidenciais, rejeitando a alegação do Departamento de Justiça de que jornalistas não têm direito a este tipo de proteção em julgamentos criminais.

Risen luta há três anos contra intimação para testemunhar sobre uma fonte usada em um capítulo do livro State of war: The secret history of the CIA and the Bush administration (Estado de guerra: a história secreta da CIA e da administração Bush), publicado em 2006, detalhando o que ele alegava ser um esforço grosseiro da CIA para sabotar a pesquisa nuclear iraniana.

Promotores querem que o jornalista testemunhe no julgamento de Jeffrey Sterling, ex-funcionário da CIA que é acusado de vazar informações secretas a ele. No ano passado, a juíza Leonie Brinkema determinou que Risen não precisava ser obrigado a depor, já queo testemunho do jornalista não era crucial porque promotores poderiam usar outras evidências contra Sterling.

A equipe de promotores, liderada por William M. Welch II, apelou desta decisão, argumentando que não existe privilégio de repórter em julgamentos criminais. Eles alegam que, se um repórter testemunhou um crime – neste caso, a revelação não autorizada de informação confidencial , pode ser intimado a testemunhar, como qualquer outra pessoa.

No entanto, dezenas de organizações de mídia argumentaram que o privilégio de proteção para jornalistas é crucial para a “disseminação de notícias e informação ao público” e que a visão da lei pelo Departamento de Justiça estava “simplesmente incorreta”. As organizações temem que, se uma corte adota uma posição sem precedentes – de que jornalistas não têm privilégio qualificado que os protege contra a revelação forçada de fontes confidenciais em julgamentos criminais –, a habilidade da imprensa em divulgar questões de interesse público seja enfraquecida. Informações de Charlie Savage [The New York Times, 22/2/12].

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