Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CADERNO DA CIDADANIA > MAU GOSTO?

Tabloide publica foto de Whitney Houston em caixão

28/02/2012 na edição 683

O tabloide americano National Enquirer publicou uma foto da cantora Whitney Houston deitada em um caixão dourado, em seu velório. A imagem gerou protestos e foi classificada de chocante, intrusiva, perturbadora, de mau gosto e ofensiva à família da cantora.

A existência da foto foi noticiada por diversos veículos – alguns republicaram a imagem. Não se sabe como o Enquirer conseguiu fazer o registro fotográfico. Na opinião de Sarah Anne Hughesdo [Washington Post, 22/2/12], foi anti-ético publicar uma foto desta natureza, especialmente sem permissão da família. Whitney foi encontrada morta em um hotel no dia 11/2.

Não foi a primeira vez que a publicação divulgou uma foto do gênero: em 1977, foi publicada uma imagem do cantor Elvis Presley em seu caixão. Na época, a fotografia também provocou críticas – mas resultou em um recorde de vendas de 6,5 milhões de cópias. Recentemente, uma foto do corpo sem vida do cantor Michael Jackson foi republicada em diversos jornais depois de ter sido apresentada ao júri durante o julgamento de seu médico, Conrad Murray.

Grande interesse

O funeral de Whitney foi transmitido ao vivo na internet pela Associated Press, com a permissão da família – com audiência de dois milhões de visitantes únicos. A CNN, uma das TVs a cabo a transmitir o velório, registrou cinco milhões de telespectadores ao longo de três horas e meia de exibição. Outros veículos, como a Entertainment Weekly e a ABC News, fizeram cobertura em tempo real em seus blogs. Agências, como AP e Getty, tiraram fotos de convidados do lado de fora do funeral e do caixão fechado, quando foi carregado. Muitos destes veículos também foram criticados.

A rede britânica BBC foi forçada a defender sua decisão de cobrir o serviço funerário depois de receber 34 reclamações e alegou que a cobertura refletia um interesse significativo na morte repentina da cantora, assim como reconhecia o impacto que ela teve como artista global.

A morte em imagens

Existem contextos, no entanto, em que a divulgação de fotos de figuras públicas em situações desfavoráveis não é tão mal vista. No ano passado, o Washington Post e diversos outros veículos publicaram imagens do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi, ensanguentado, logo antes de morrer. Na ocasião, Roy Greenslade, colunista do jornal britânico Guardian, alegou que, com tantas fotos de Gaddafi na web, seria estranho se os jornais as ignorassem. “Iria parecer que os editores estavam falhando no seu papel de divulgar a realidade da morte de Gaddafi (mais apropriadamente, sua execução). As imagens mostraram a história de brutalidade e o caos que não seriam explicados apenas em palavras”, escreveu. Informações de Roy Greenslade [The Guardian, 23/2/12].

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