Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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CADERNO DA CIDADANIA >

Editor de jornal regional é encontrado morto

Por Comitê para a Proteção dos Jornalistas em 21/11/2006 na edição 408

Nova York, 13 de novembro de 2006 – Misael Tamayo Hernández, editor e
proprietário do diário local El Despertar de la Costa, na cidade de
Zihuatanejo, foi encontrado morto na manhã de sexta-feira em um motel do estado
de Guerrero, localizado no sul do país. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas
(CPJ) está investigando se existem vínculos entre a morte e o trabalho
jornalístico de Tamayo.


O comandante da polícia local, Mario Cruz Gallardo, informou ao CPJ que um
guarda do Motel Venus, próximo à cidade de Ixtapa, encontrou o corpo de Tamayo
às 7h30 e notificou as autoridades locais. A irmã do editor, Ruth Tamayo
Hernández, disse que seu irmão havia morrido de um infarto agudo, segundo
resultados preliminares do médico encarregado da autópsia. Em entrevista ao CPJ,
Ruth Tamayo acrescentou ter visto o corpo de seu irmão e notado o que pareciam
ser três pequenas perfurações, como picadas, em um de seus braços.


Tamayo saiu de seu escritório às 9h de quinta-feira para um café da manhã com
Reinaldo Ríos de los Santos, gerente de uma empresa local e ex-comandante da
polícia, contou outra irmã, Rebeca Tamayo. Tanto Ruth quanto Rebeca Tamayo
trabalham no El Despertar de la Costa.


O editor ligou para o escritório aproximadamente às 10h30 para passar
instruções a um repórter que estava trabalhando em uma matéria sobre a qualidade
da água de um povoado nos arredores. Tamayo não regressou ao trabalho neste dia,
nem respondeu às ligações de suas colegas feitas ao seu celular. As 15h de
sexta-feira a família de Tamayo notificou seu desaparecimento às
autoridades.


De acordo com a imprensa local, funcionários do Motel Venus informaram que
Tamayo chegou à 1h30 de sexta-feira. O veículo no qual acredita-se que Tamayo
chegou ao local deixou o Venus duas horas antes de o corpo ser encontrado,
informou o El Despertar de la Costa.


A família e os colegas de Tamayo ressaltaram que ele criticava a corrupção no
governo local e as atividades criminais. As irmãs de Tamayo informaram ao CPJ
que o irmão havia recebido um telefonema ameaçador, de um indivíduo não
identificado, dois meses antes de sua morte, mas que Tamayo não levou a ameaça a
sério.


Segundo fontes do CPJ, hoje foi comunicado o desaparecimento de Ríos.
Funcionários de sua empresa de ônibus, Estrella Blanca, disseram hoje ao CPJ que
não tem notícias dele desde quinta-feira.


‘Instamos as autoridades locais a investigar exaustivamente a morte de nosso
colega Misael Tamayo Hernández’, disse o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon.
‘É importante determinar a natureza de sua morte e investigar qualquer possível
vínculo com seu trabalho profissional’.


O CPJ é uma organização
independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, que se dedica a
defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.

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