Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CADERNO DA CIDADANIA > MÉXICO

Ex-diretor de jornal é encontrado morto

Por Comitê para a Proteção dos Jornalistas em 28/11/2006 na edição 409

Nova York, 17 de novembro de 2006 – José Manuel Nava Sánchez, ex-diretor do diário Excélsior da Cidade do México e colunista do jornal El Sol de México, foi encontrado morto ontem em seu apartamento. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está investigando se o assassinado está vinculado com o seu trabalho.

Segundo a imprensa mexicana, uma empregada doméstica encontrou o corpo de Nava por volta das 9h00 em seu apartamento, na Cidade do México. Ele havia sido apunhalado ao menos sete vezes, no pescoço e no peito. As autoridades locais disseram à imprensa que, aparentemente, certos objetos de valor teriam desaparecido da casa do jornalista.

Nova foi diretor do Excélsior de fevereiro de 2002 até dezembro de 2005, quando o diário foi comprado pelo Grupo Imagen, dono de várias estações de rádio mexicanas. Até então, o Excélsior havia funcionado como uma cooperativa dirigida por seus jornalistas e funcionários. Antes de se tornar diretor, Nava trabalhou como correspondente do Excélsior em Washington D.C. durante 16 anos.

Em setembro, Nava começou a escrever a coluna diária ‘Nuevo Poder’ para o jornal El Sol de México, informou Guillermo Chao, diretor de informação da Organização Editorial Mexicana, dona do diário. As colunas de Nava abordavam temas de análise política e social, disse Chao ao CPJ.

Em 6 de novembro, Nava publicou um livro intitulado Excélsior, o assalto final criticando funcionários do governo mexicano, funcionários do Excelsior e membros da comunidade empresarial mexicana por seu papel no desaparecimento da cooperativa Excelsior, segundo informou a imprensa local. Nava acusou vários indivíduos de desonestidade, de acordo com declarações dadas para a Associated Press por Octavio Colmenares, porta-voz da editora Libros para Todos, que publicou o livro. Colmenares e Chao disseram que não sabiam de nenhuma ameaça contra Nava.

As autoridades da Cidade do México que estão realizando a investigação do assassinato declararam que não puderam determinar um motivo e não detiveram nenhum suspeito, informou a imprensa local.

‘Estamos consternados pelo homicídio de nosso colega José Manuel Nava, o quinto jornalista assassinado no México este ano’, declarou o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon. ‘Instamos as autoridades mexicanas a realizar uma investigação exaustiva sobre a morte de Nava’.

O CPJ confirmou que a morte de um dos cinco jornalistas assassinados este ano no México está vinculada com seu trabalho. O CPJ continuará investigando a morte dos outros quatro jornalistas.

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O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.

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