Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CADERNO DA CIDADANIA > CUBA

Exigida a libertação de jornalistas

Por Comitê de Proteção aos Jornalistas em 22/03/2005 na edição 321

Nova York, 16 de março de 2005 – Mais de 100 destacados escritores e jornalistas da América Latina se uniram ao Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) em apelo ao presidente cubano Fidel Castro para que liberte imediatamente 23 jornalistas presos, destacando que os encarceramentos violam as normas mais básicas do direito internacional e constituem afronta à dignidade humana.

O pedido, feito em carta enviada hoje [17/3] a Castro, firmada por 108 escritores e jornalistas de 18 países, coincide com o segundo aniversário da maciça campanha governamental contra a imprensa independente e a oposição, numa tentativa de calar a dissidência. Entre os subscritores estão o escritor mexicano Carlos Fuentes, o escritor argentino Tomás Eloy Martínez, o jornalista brasileiro Geraldinho Vieira e o jornalista venezuelano Teodoro Petkoff.

Numa desenfreada onda repressiva em 18 de março de 2003, o governo cubano prendeu 29 jornalistas que trabalhavam para diários, revistas e agências de notícias independentes. Duas semanas após as prisões, os jornalistas foram submetidos a julgamentos sumários – duraram um dia – a portas fechadas, e foram sentenciados a penas que oscilam entre 14 e 27 anos de reclusão. Seis deles, que sofriam com problemas de saúde, receberam uma licença extrapenal e foram libertados.

Com 23 jornalistas presos, Cuba continua sendo um dos países líderes nesta categoria, superada somente pela China. Os jornalistas presos denunciaram as deficientes condições sanitárias e a inadequada atenção médica. Também se queixaram de receber alimentos que cheiram mal ou estão em mau estado. A maioria dos jornalistas recebe visitas familiares a cada três meses.

‘Como escritores e jornalistas latino-americanos, nos dedicamos a reunir e difundir informação e, em alguns casos, a expressar nossas opiniões’, afirmaram em uma carta também assinada por Ann Cooper, diretora-executiva do CPJ. ‘Temos a convicção de que nossas atividades beneficiam as sociedades em que vivemos e que nosso direito à liberdade de expressão está protegido conforme o estabelecido no Direito Internacional. Que o governo cubano arbitrariamente revogue este direito, constitui uma afronta à dignidade humana. Exortamos o governo cubano a respeitar o Direito Internacional permitindo que os jornalistas exerçam a profissão livremente, sem temer represálias’.

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O CPJ (www.cpj.org) é uma organização independente sem fins lucrativos radicada em Nova York que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todas as partes do mundo

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