Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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CADERNO DA CIDADANIA >

Ex-países comunistas divulgam arquivos secretos

02/10/2007 na edição 453

Quase duas décadas após a queda do comunismo, os países da Europa que eram dominados pela ex-União Soviética estão usando a internet para tornar públicos os arquivos dos serviços de segurança que ajudaram a manter seus regimes no poder.

Na semana passada, o conselho responsável pela polícia secreta da era comunista na Polônia começou a postar documentos relacionados a funcionários do alto escalão do governo, como o presidente Lech Kaczynski e seu irmão gêmeo, o primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski. O material, disponibilizado no sítio do Instituto de Memória Nacional, apenas confirmou que ambos haviam sido espionados e ameaçados pela polícia Sluzba Bezpieczenstwa por conta de suas atividades anticomunistas nos anos 70 e 80.

Na Bulgária, uma lei adotada em dezembro do ano passado ordenou que os nomes de todas as figuras públicas que trabalharam para os serviços secretos antes de sua dissolução em julho de 1991 sejam postados na rede. No começo deste mês, a comissão responsável pelos arquivos da Darzhavna Sigurnost divulgou os nomes de 141 ex e atuais funcionários que colaboraram com o serviço, incluindo o presidente Georgy Parvanov.

Diversos historiadores, no entanto, alertam que a divulgação dos arquivos sem contextualização pode servir para desacreditar adversários políticos, ao acusá-los de ligações com a polícia secreta.

EUA tentam barrar liberação de informações

No combate ao terrorismo, a Agência de Segurança Nacional (NSA, sigla em inglês) americana vai na direção contrária. A instituição realizou uma série de seminários nos últimos anos para repórteres sobre os danos causados pela divulgação de informações secretas na mídia. O objetivo era desencorajar reportagens que pudessem interferir na missão da agência em espionar os ‘inimigos’ dos EUA. Segundo a porta-voz da NSA, Marci Green, as palestras foram realizadas de 2002 a 2004 e fizeram parte de um programa concebido para mostrar a jornalistas que há maneiras de se escrever um artigo sem comprometer a agência.

Em 2005, após a publicação pelo New York Times de uma matéria sobre o programa de escuta telefônica doméstica da NSA, a administração Bush tornou-se mais agressiva em relação à mídia. O diretor da CIA Porter Goss chegou a pedir a um comitê do Senado que repórteres revelassem ao grande júri as fontes que vazaram esta informação. Informações de Jean-Luc Testault [Agence France-Presse, 26/9/07] e de Josh Gerstein [The New York Sun, 27/9/07].

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