Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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CADERNO DA CIDADANIA >

Ex-policial condenado por assassinato de jornalista

Por Comitê para a Proteção dos Jornalistas em 27/05/2008 na edição 487

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) saúda a condenação pronunciada por um tribunal venezuelano na segunda-feira contra o ex-policial Boris Blanco pelo assassinato, em 2006, do jornalista fotográfico Jorge Aguirre.

O Tribunal Misto do 14º Juizado de Caracas condenou Blanco, ex-policial de Chacao, na municipalidade de Caracas, pelo homicídio de Aguirre, segundo informações da imprensa venezuelana. O tribunal sentenciou Blanco a 15 anos de prisão, segundo a imprensa.

‘Saudamos a condenação de Boris Blanco pelo assassinato de Jorge Aguirre’, declarou Joel Simon, diretor-executivo do CPJ. ‘Com freqüência, os assassinos de jornalistas não enfrentam as conseqüências. A condenação de Blanco envia uma mensagem importante: a impunidade não pode ser tolerada.’

Blanco havia sido acusado do homicídio e usurpação de funções em junho de 2006. Seu julgamento começou em novembro de 2007. Segundo informações da imprensa local, os promotores encarregados do caso apresentaram dezenas de testemunhos para sustentar a acusação contra Blanco. O ex-policial não foi condenado por usurpação de funções, informou a imprensa venezuelana.

Detenção e identificação

Aguirre, de 60 anos, fotógrafo da Cadeia Capriles, que publica o jornal El Mundo, fotografava um estádio em reformas no centro de Caracas, quando decidiu cobrir uma manifestação contra a criminalidade que ocorria nas proximidades, na tarde de 5 de abril de 2006, informou ao CPJ o editor de El Mundo, Enrique Rendón. Enquanto se dirigia à manifestação em um Toyota Corolla de cor branca, de propriedade de El Mundo e com o logotipo do jornal, um homem que conduzia uma motocicleta se aproximou e ordenou ao motorista do carro em que estava Aguirre que parasse, argumentando que ele estava com as autoridades, informou Rendón. Quando o chofer não parou, o motociclista seguiu o automóvel e disparou quatro vezes contra Aguirre, quando o fotógrafo descia do carro com sua câmera. O jornalista conseguiu fotografar as costas do assassino quando este fugia do local do crime. Com a ajuda de alguns transeuntes, o motorista colocou Aguirre no carro e o levou a um hospital local, onde o fotógrafo faleceu algumas horas mais tarde.

Em 13 de abril, as autoridades nacionais detiveram Blanco depois que ele foi identificado como o condutor da motocicleta por um ex-colega, informou o diário El Universal. A polícia revistou a casa de Blanco e encontrou evidências que o ligavam à cena do crime, de acordo com a imprensa local. [Nova York, 20 de maio de 2008]

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O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo

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