Quarta-feira, 19 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1042
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CADERNO DA CIDADANIA >

Folha critica política do
governo para publicidade oficial

Por Luiz Antonio Magalhães (seleção de textos) em 02/06/2009 na edição 540


Leia abaixo os textos de terça-feira selecionados para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Terça-feira, 2 de junho de 2009


MÍDIA & POLÍTICA


Folha de S. Paulo


Propaganda enganosa, Editorial


‘A PUBLICIDADE oficial, em todos os níveis da administração, não raro é empregada em benefício pessoal do ocupante do cargo. Sob a desculpa de prestar contas à população e divulgar iniciativas de interesse público, serve de ordinário ao propósito de lustrar a imagem do governante.


Não é outra a razão para tais gastos aumentarem em período pré-eleitoral, como agora, a mais de um ano do próximo pleito. O presidente Lula apenas dá continuidade à tradição. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) prevê gastar em 2009 R$ 155 milhões, 26% mais que o orçado para 2008.


A fatia da Secom, porém, representa só 10,6% do gasto total com publicidade das administrações direta e indireta: a fatura toda foi de R$ 1 bilhão em 2008, dentro da média do governo Lula e próxima da observada nos cinco últimos anos de FHC (R$ 957 milhões, em valores corrigidos).


Na trilha do aumento segue também o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com dispêndio total de R$ 227 milhões (mais 44%) neste ano. O prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), que não se declara candidato em 2010, deu salto de 134%, para R$ 79 milhões.


Lula inova, no entanto, ao pulverizar esse dispêndio posto sob controle direto do Planalto por iniciativa de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas que terminou por beneficiar seu sucessor (antes, campanhas de interesse da Presidência eram encomendadas a ministérios ou estatais). Desde o primeiro ano do governo Lula, multiplicou-se por mais de dez o número de veículos regados com o maná presidencial: de 499 em 2003 a 5.297 em 2008.


É mais que óbvio o poder de alavancagem eleitoral da distribuição entre veículos locais e regionais. Quanto menor o órgão de imprensa e mais afastado dos mercados competitivos, tanto mais vulnerável à dependência de anúncios estatais.


Pulverizar ou concentrar o gasto, por outro lado, constitui só uma estratégia. O absurdo está na existência dessa verba para autopromoção. Enquanto o contribuinte não reagir, seu dinheiro continuará a ser desperdiçado para ludibriá-lo, ainda que a pretexto de esclarecê-lo.’


 


FIM DA GZM


Folha de S. Paulo


‘Gazeta Mercantil’ deixa de circular


‘A ‘Gazeta Mercantil’ deixou de circular ontem, e Luiz Fernando Levy, dono da empresa que publicava o jornal, afirmou que estuda uma forma de processar Nelson Tanure, proprietário da CBM (Companhia Brasileira de Multimídia), por perdas e danos. Tanure rompeu contrato de uso da marca ‘Gazeta’ assinado com Levy por 60 anos. Levy também afirmou que reassumirá a publicação do jornal em, no máximo, dois meses, mas não revelou as fontes de recursos para isso.’


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Sem Esperança


‘Entrando pela noite no site do jornal francês ‘Le Monde’, ‘Voo Rio-Paris: as buscas prosseguem sem grandes esperanças de encontrar sobreviventes’. Na Folha Online, ‘Força Aérea mantém as buscas durante a noite’


Maioria, 80, 58, mais de 50


No telejornal ‘Hoje’, meio do dia, ‘brasileiros são maioria’ dos passageiros. Depois, nos intervalos da emissora, ‘dos 216 passageiros, 58 eram brasileiros, 61, franceses, e 58, alemães’. E depois, ‘52 e não 58 brasileiros estavam a bordo’.


Na escalada do ‘Jornal Nacional’, por fim, ‘na maioria, franceses e brasileiros’.


UOL e outros sites, na mesma linha, começaram com ‘França diz que a maioria era brasileira’, no meio do dia, nas manchetes.


Depois, ‘80 brasileiros, diz Air France’. Mais um pouco e ‘Air France na França fala em 58 brasileiros’. Por fim, entrando pela noite no portal, ‘Avião tinha mais de 50 brasileiros’.


FOGO


Meio do dia e o francês Nicholas Sarkozy já surgia se declarando sem esperança, no aeroporto de Paris -e na cobertura, inclusive daqui.


Em viagem a El Salvador, ao que parece sem link de imagem, Lula demorou e foi aparecer no UOL quando já anoitecia. Só em áudio, aparentemente gravado horas antes, ‘Nós ainda trabalhamos com a expectativa de que possa ter sobreviventes’. Depois, já com vídeo, ecoou também nos telejornais.


Naquele momento, José Alencar chegava ao Rio e dizia de ‘uma notícia, mas muito vaga, de avião aqui do Brasil, da TAM, que teria visto alguma coisa pegando fogo em uma região do Atlântico’.


DA AIR FRANCE


Enunciados ao longo do dia, por toda parte, de ‘Le Figaro’ a ‘New York Times’ e ‘China Daily’, ressaltavam o ‘avião da Air France’. Depois, mais à noite, caiu.


A companhia aérea, via entrevistas coletivas e vários comunicados oficiais, foi a origem da maior parte das informações destacadas pela cobertura, tanto no Brasil como pelo mundo.


GERENCIAMENTO


O G1 chegou a ressaltar que ‘Air France ‘blinda’ parentes’ em hotel perto do aeroporto de Paris, à tarde.


Por outro lado, desde o fim da manhã, sites brasileiros de mídia já postavam que a ‘Air France faz gerenciamento de crise adequado’, no dizer de especialista. Além das ações na sede paulistana, abriu uma ‘sala de crise’ no Galeão, com assessores diversos.


‘ADEUS, GM’


Nas manchetes de ‘NYT’ e outros nos EUA, só General Motors. ‘Obama vê nascimento ‘doloroso’ da nova GM’, destacavam, sublinhando também que o presidente se declarou um ‘relutante acionista’, a partir de agora, da montadora estatizada.


Links no Huffington Post e no Drudge Report levavam ao texto ‘Goodbye, GM’, de Michael Moore, cujo primeiro documentário de repercussão, ‘Roger & Me’, tratava da montadora e do impacto dos cortes na cidade de Flint -onde nasceram o cineasta e a própria GM. No texto, ele pede que os recursos federais sejam usados por Obama para manter empregos.


FMI À VENDA


O ‘WSJ’ noticiou que o Fundo ‘está realizando seus retoques finais’ no plano de lançamento de títulos. ‘Mas você’, escreve o jornal ao leitor, ‘não vai poder comprar nenhum’. São para Rússia, China, Brasil e Índia, que assim ganham mais poder na instituição.


CARNE, NÃO


O ‘FT’ destacou relatório do Greenpeace, sob o título ‘Ligação entre consumidores e a destruição da floresta amazônica’. Afirma-se que ‘carne, couro e cosméticos’ brasileiros comprados no exterior, de ‘marcas de luxo’ como Prada, estimulariam o desmatamento.


DILMA VS. SERRA


No enunciado da Folha Online para a pesquisa Sensus, meio do dia, ‘Dilma empata tecnicamente com Serra na disputa pela sucessão de Lula’, no voto espontâneo. Fim do dia, ‘Dilma diz que pesquisa é retrato volátil; Serra diz achar cedo para falar em campanha’.’


 


TELEVISÃO


Daniel Castro


Novelas derrubam Record pelo terceiro mês


‘Pelo terceiro mês consecutivo, a Record caiu no Ibope da Grande São Paulo. A emissora fechou maio com média diária (das 7h às 24h) de 7,0 pontos, uma queda de 15% em relação a fevereiro, quando tinha 8,2. Em março, tinha 7,7 pontos e em abril, 7,4. Em um ano, a rede perdeu 25,5% de sua audiência -tinha 9,4 em maio de 2008.


Com isso, diminuiu para um ponto a diferença entre a Record e o SBT (6,0). Um ano antes, a Record tinha 3,2 pontos de vantagem. A Globo perdeu público na faixa matinal e caiu um décimo em maio, de 17,3 pontos em abril para 17,2.


Os principais vilões da queda da Record são as novelas. A emissora cresceu um décimo de manhã (de 5,2 em abril para 5,3) e perdeu dois décimos à tarde (de 5,9 para 5,7). À noite, caiu de 10,7 para 9,6.


Em abril, a Record ainda tinha ‘Chamas da Vida’, que marcava médias de 14 pontos. ‘Promessas de Amor’, que ocupou parte do horário, teve 9,3 em maio. E ‘Poder Paralelo’ caiu de 12,7 em abril para 10,5 pontos em maio.


A estreia de ‘A Fazenda’, anteontem, revelou-se mais uma arma para recuperar o segundo lugar nas noites de domingo do que para bater a Globo. O novo reality show da Record chegou perto, mas não ultrapassou o ‘Fantástico’, que marcou 23,7 pontos. ‘A Fazenda’ fechou com 15,9, contra 11,5 do ‘Domingo Legal’ e 7,7 do ‘Pânico na TV’ (o mais afetado).


ALÍVIO


O clima ontem nos bastidores da Globo era tranquilo. Setores da emissora esperavam muito mais de ‘A Fazenda’, da Record, em conteúdo e em desempenho no Ibope. Já não esperam mais. Na emissora, avalia-se agora que ‘A Fazenda’ é muito mais problema para o ‘Domingo Legal’, do SBT, do que para o ‘Fantástico’.


RÁPIDO


Tom Cavalcante começa a gravar hoje sua paródia para ‘A Fazenda’, que entrará no ‘Show do Tom’ -agora aos sábados, às 23h15. A ‘versão’ se chamará ‘O Curral’. Tom Cavalcante será Cabrito Júnior.


LUCRO


As mudanças na grade da Record alavancaram o ‘Tudo É Possível’. Agora mais cedo, deu 9,0, distanciando-se do SBT.


APELO 1


Em seu programa de anteontem, Silvio Santos comentou sobre Ronaldo, que, pressionado pela Globo, se arrependeu de ter assinado contrato se comprometendo a gravar comerciais para empresas do Grupo Silvio Santos.


APELO 2


Em um momento, em tom de brincadeira, Silvio Santos chamou o jogador do Corinthians de ‘tratante’. ‘Ronaldo, cumpre o que você tratou com o SBT. Está com medo da Globo?’, disse o apresentador.


APELO 3


‘Ronaldo, estou em crise. Vem para o SBT. Se vier, terá sorte e irá para a seleção’, afirmou em outra passagem, prometendo pagar R$ 50 milhões caso o jogador faça propaganda para suas empresas.’


 


INTERNET


Bruna Bittencourt


Caça aos piratas


‘A batalha travada entre sites de downloads (de filmes, séries e música) e a indústria de entretenimento, que defende a proteção de direitos autorais, passa atualmente pelo seu momento mais acirrado, mas está ainda longe de uma solução.


Na tarde de hoje, o site Mininova (www.mininova.org), um dos mais populares para downloads, vai a tribunal, na Holanda. O Mininova é acusado de distribuição de material protegido por direito autoral por uma associação holandesa antipirataria, chamada Brein.


O objetivo da associação, que representa de artistas a produtores de música, é fazer com que o site holandês passe a filtrar seus resultados de busca e bloqueie arquivos que tenham direitos autorais protegidos.


O julgamento do Mininova acontece menos de dois meses após o site Pirate Bay (www.piratebay.org) ter ido ao tribunal. No dia 17 de abril, quatro diretores do site de troca de arquivos da Suécia foram condenados pela Justiça do país a um ano de prisão, além do pagamento de US$ 3,6 milhões (cerca de R$ 7,2 milhões) a empresas da indústria de entretenimento por cumplicidade na violação dos direitos autorais.


O cantor e compositor Paul McCartney chegou a apoiar publicamente o veredicto, sintetizando a insatisfação de muitos artistas: ‘Se você pega um ônibus, deve pagar pelo bilhete’, disse o músico.


O caso, no entanto, está longe do fim. Os diretores do Pirate Bay avisaram que apelariam da decisão. Quase dez dias depois, solicitaram um novo julgamento, por meio de seus advogados, alegando que o juiz responsável pelo veredicto fez parte de grupos suecos de defesa de direito autoral e, portanto, foi parcial em sua decisão. A juíza convocada a analisar o caso foi afastada pelo mesmo motivo, segundo jornais suecos. Enquanto o caso segue em aberto, o site permanece no ar.


Fora dos tribunais, o Senado francês aprovou, no último dia 13, uma lei que irá punir com desconexão da internet usuários que fizerem downloads ilegais. A nova lei obriga provedores de internet a fornecer a identidade de quem baixar material protegido por direito autoral. Os internautas que o fizerem serão advertidos por e-mail. Se insistirem, serão mais uma vez repreendidos por carta e, depois, banidos da internet por um ano e terão que continuar a pagar pelo serviço.


O editor da revista de tecnologia norte-americana ‘Wired’, Chris Anderson, coloca em dúvida a eficácia da lei, mas acredita tratar-se de um aviso repreensivo. ‘Eles estão mandando um recado’, diz.


Segundo o advogado Renato Opice Blum, especializado em direito autoral e eletrônico, os dois julgamentos, assim como a nova lei francesa, terão pouco impacto na vida do internauta brasileiro, por não estarem relacionados diretamente a cidadãos ou à legislação do Brasil, que também prevê este tipo de processo. ‘Mas teremos um impacto cultural, do que se pode ou não fazer. Tudo isso mostra que a internet não é um mundo sem leis e que existem processos’, diz.’


 


***


Site cria recursos para tentar evitar ações judiciais


‘Criado em 2005 como alternativa ao Suprnova, que saiu do ar por questões legais, o site Mininova é um dos maiores diretórios e sistemas de busca para arquivos torrent (tecnologia que permite compartilhamento de arquivos; leia ao lado).


Com a ajuda do site, o internauta conseguiu encontrar facilmente o filme ‘X-Men Origens: Wolverine’ pouco após seu vazamento na web, em março, antes da estreia oficial, ou o último episódio da quinta temporada de ‘Lost’ antes que ele fosse exibido pela TV brasileira. Os exemplos dão força à acusação da associação holandesa antipirataria Brein, que responsabiliza o site por disponibilizar material com direito autoral protegido.


Mas, diferentemente do Pirate Bay, o site holandês procurou manter um diálogo com a indústria, removendo material de direito autoral protegido quando há reclamação por parte do dono da obra. Em sua defesa, o site diz não hospedar material ilegal -os arquivos ficam armazenados nos computadores dos usuários. Além disso, nem todo arquivo buscado pelo site tem direitos autorais reservados.


No último dia 6, o Mininova instalou um filtro que irá detectar e bloquear arquivos que desrespeitem a proteção a direitos autorais, mas que, por enquanto, só analisa parte dos arquivos buscados pelo site.


O instrumento responde ao interesse da Brein. Mas, em entrevista por e-mail à Folha, o presidente do Mininova, Erik Dubbelboer, disse que isso não estava relacionado com o julgamento: ‘Queríamos testar como o filtro funcionaria no site’.


O advogado Renato Opice Blum crê que essa pré-disposição do Mininova em combater casos ilícitos pode ter uma interpretação positiva por parte do juiz que analisará o caso.


Para ele, o problema está em sites que deixam evidente o objetivo de ajudar o internauta a baixar obras com direito autoral protegido, como o Pirate Bay, que faz do seu nome -baía pirata- um convite à pirataria.


Para o professor titular de propriedade intelectual da Fundação Getulio Vargas-RJ Ronaldo Lemos, a condenação do Pirate Bay é ineficaz. ‘Ele continua no ar e já surgiram pelo menos uns 50 sites como esse depois da decisão’.


Segundo Lemos, veredictos como o do Pirate Bay contribuem para o inchaço do direito autoral, que se torna cada vez mais restritivo. ‘É preciso ter um equilíbrio que gere inovação. A indústria só trabalha com repressão.’


Para Blum, é necessário atualizar a legislação sobre proteção autoral. ‘Por outro lado, o usuário deve se conscientizar das consequências desses atos ilegais.’’


 


TELEVISÃO


Folha de S. Paulo


‘Survivor’ inicia temporada na China


‘A estreia da nova temporada do reality show ‘Survivor’ tem como cenário a cidade de Xangai, na China. A 15ª versão do programa passa a ser exibida pelo canal Discovery, amanhã, às 21h. Concorrem a US$ 1 milhão 16 competidores, todos norte-americanos, divididos em duas equipes, Fei Long Tribe e Zhan Hu Tribe.


No início da disputa, os concorrentes são recebidos em uma cerimônia de boas-vindas num templo budista e conhecem alguns princípios da cultura chinesa. As duas tribos recebem uma cópia do manual ‘A Arte da Guerra’, de Sun Tzu, o mais conhecido livro de estratégias militares chinês.


Um instrutor de surfe, um fazendeiro criador de galinhas, uma garçonete moradora de Nova York e um agente funerário estão entre os participantes.


Serão 39 dias em que eles realizarão provas de resistência em meio a conhecidas paisagens chinesas. ‘Participar do programa foi uma experiência bastante emocional e espiritual para mim’, declara uma das participantes.


A eliminação dos candidatos acontece por meio de votação da equipe perdedora, ao término de cada tarefa.


Ao final, receberá o prêmio o concorrente que resistir às 14 etapas da competição e for o mais popular. (VINICIUS ABBATE)


SURVIVOR: CHINA


Quando: amanhã, às 21h


Onde: Discovery Channel


Classificação: não indicado a menores de 14 anos’


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O Estado de S. Paulo


Terça-feira, 2 de junho de 2009


MUDANÇAS NO ESTADÃO


O Estado de S. Paulo


Grupo Estado terá novo CEO


‘Silvio Genesini assume a função a partir deste mês


O Grupo Estado terá, a partir deste mês, um novo CEO – Chief Executive Officer, expressão usada no meio corporativo para designar o principal executivo de administração e negócios. O executivo Silvio Genesini assumirá a posição em substituição a Célio Santos, que desde novembro de 2003 exercia a função.


Genesini, 56 anos, é graduado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da USP e deixa as funções de presidente da Oracle do Brasil, posição que ocupava desde 2004. Anteriormente, foi sócio-diretor da consultoria Accenture Brasil, onde criou e consolidou as operações da divisão de telecomunicações, mídia e alta tecnologia.


‘Célio Santos conduziu os negócios do Grupo Estado desde sua reestruturação organizacional. Liderou projetos como o redesenho das unidades de negócios, a melhoria da eficiência operacional e o aprimoramento da infraestrutura de tecnologia’, diz Aurélio de Almeida Prado Cidade, presidente do Conselho de Administração.


‘Célio concluiu com êxito o planejamento feito com os acionistas, e entrega o grupo ao seu sucessor com excelentes resultados’, diz Cidade. ‘Temos certeza de que Silvio Genesini dará continuidade à brilhante trajetória que a organização vem apresentando.’


Cidade lembra que o modelo de governança do Grupo Estado segue inalterado: as áreas de Opinião, liderada por Ruy Mesquita; de Conteúdo, liderada por Ricardo Gandour; e de Administração e Negócios, a ser comandada por Silvio Genesini, respondem diretamente e de forma independente ao Conselho. ‘É a garantia da total independência entre as três áreas’, afirma.’


 


 


FIM DA GZM


Marili Ribeiro


Dívida da ‘Gazeta Mercantil’’ pode superar R$ 1 bi


‘Luiz Fernando Levy, herdeiro do jornal Gazeta Mercantil, que circulou pela última vez na sexta-feira após quase 90 anos de existência, disse que o jornal vai voltar. Ele não sabe como, nem de quem seriam os recursos, mas garante que está em negociações. Levy disse que vai processar o dono da CBM , o empresário Nelson Tanure, do Grupo Docas Investimentos. ‘Não tenho nada a ver com o que está acontecendo. O problema é dele. Ele me deve e não me pagou. Eu não tenho pressa em receber e vou entrar na Justiça com processo de perdas e danos.’


Desde a última sexta-feira, alegando inviabilidade econômica para tocar o jornal em virtude de pagamentos de dívidas – sendo a parte mais conhecida o passivo trabalhista de cerca de R$ 200 milhões -, a CBM rescindiu o contrato de arrendamento da marca Gazeta Mercantil, celebrado em 2003.


Em comunicado, Levy lamentou o encerramento das negociações e diz que Tanure estaria ‘apavorado’ com a possibilidade de os débitos fiscais, estimados em mais de R$ 800 milhões, virem a ser cobrados de suas empresas, como já acontece com o passivo trabalhista.


O diretor jurídico da CBM, Djair Rosa, reconheceu que há risco de a Justiça Federal adotar o mesmo princípio de sucessão das dívidas, a pedido da Receita Federal. Ele calcula que o montante total possa ultrapassar R$ 1 bilhão.’


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


No ar, sem intervalo


‘Valeu de tudo: breaks a menos, chamada longa no Jornal Nacional, exclusiva com Susan Boyle… O Fantástico de anteontem se armou até os dentes e conseguiu não ser atingido pela estreia do novo reality show da Record, a Fazenda.


A revista eletrônica da Globo registrou média de 24 pontos, ante 16 pontos do novo concorrente. Ótimo desempenho, uma vez que a Record conseguiu aumentar em 30% sua audiência no horário.


A guerrilha começou no sábado, com um longo espaço no Jornal Nacional para Patrícia Poeta e Zeca Camargo anunciarem os destaques de seu programa. Fato tão inédito como a emenda do Domingão do Faustão com Fantástico, sem nenhum intervalo comercial, para evitar o zapping.


A mesma estratégia foi usada durante o programa. Segundo a Controle da Concorrência, empresa que monitora as inserções para o mercado, o Fantástico de anteontem teve 4 minutos a menos de propagandas em relação a edição do dia 24. A atração chegou a ficar 41 minutos no ar, sem breaks. A Record também bebeu na mesma fonte. A Fazenda chegou a permanecer 1h16 no ar, sem nenhum break comercial.


Entre-linhas


Com seis cantoras a menos – cortadas na edição do programa – Elas Cantam Roberto registrou média de 18 pontos na Globo, anteontem. No horário, a Record marcava 12 pontos, com A Fazenda.


Hebe, que muitos pensavam que seria vetada na Globo, ficou. Já Rosemary, convidada especial do próprio Rei, ficou de fora da edição do programa.


A Globo explica que o corte ocorreu porque o show, em São Paulo, durou três horas e o critério foi ‘por questões artísticas’.


Silvio Santos fez questão, em seu programa de anteontem, de dizer que o jogador Ronaldo já é um craque da casa. ‘Ronaldo, o SBT vai te dar sorte, vem logo pra cá’, disse ele.


Ana Maria Braga estava com um papagaio de verdade ontem em seu Mais Você. A turma do Ibama já está de olho.


Duda Nagle perdeu dois contratos publicitários no último mês por conta do seu bom desempenho como o sem limites Zeca, de Caminho das Índias. As marcas fogem do personagem.


O SPTV transferiu a série de reportagens sobre helicópteros, que exibiria esta semana, para a semana que vem. A Globo considerou que o tema não pegaria bem por causa do acidente aéreo da Air France.


Pensamento comum: a Globo usou sua influência com São Pedro para fazer chover na estreia de A Fazenda.’


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