Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

CADERNO DA CIDADANIA > VENEZUELA

Fotógrafo morto ao cobrir manifestação

Por Comitê para a Proteção dos Jornalistas em 10/04/2006 na edição 376

Nova York, 6 de abril de 2006 – O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena o homicídio do fotógrafo venezuelano Jorge Aguirre, assassinado na quarta-feira quando se aproximava para cobrir uma manifestação contra uma onde de crimes. O CPJ exorta as autoridades venezuelanas a conduzirem uma investigação rápida e exaustiva, e a levar os responsáveis à justiça.

Aguirre, de 60 anos, fotógrafo do Grupo Capriles, que publica os diários El Mundo e Ultimas Noticias, foi inicialmente pautado para fotografar um estádio sob reforma no centro de Caracas, informou ao CPJ o editor de El Mundo, Enrique Rondón. O estádio fica próximo à Universidade Central da Venezuela, onde manifestantes estavam protestando pelo recente assassinato de três irmãos. Os homicídios geraram protestos solicitando medidas mais enérgicas contra o crime, segundo informou a imprensa venezuelana.

Sem sentido

Depois de completar seu trabalho no estádio, Aguirre decidiu cobrir o protesto nas proximidades. Ingressou no Toyota Corolla branco, de propriedade de El Mundo, com o logotipo do jornal. Quando Aguirre se aproximava da região onde a manifestação estava acontecendo, por volta das 15h30, um indivíduo não-identificado, numa moto Yamaha de cor azul, se aproximou. O motociclista ordenou ao motorista Julio Canelón que parasse o carro, disse Rondón. Quando Canelón perguntou o motivo, o motociclista respondeu que era ‘autoridade’, mas não mostrou nenhuma identificação, comentou o editor ao CPJ.

Rondón disse que o motorista não parou, e se dirigiu ao local do protesto. O motociclista seguiu o automóvel e disparou quatro vezes contra Aguirre quando o fotógrafo saía do veículo com sua câmera. Aguirre ainda conseguiu fotografar as costas do assassino enquanto este fugia da cena do crime, informou Rondón. Com a ajuda de alguns transeuntes, o chofer colocou Aguirre no carro e o levou ao hospital local. O fotógrafo morreu horas mais tarde devido aos ferimentos à bala.

‘Condenamos este assassinato sem sentido’, disse a diretora-executiva do CPJ, Ann Cooper. ‘Nossas mais sinceras condolências à família, aos amigos e aos colegas de Aguirre. Instamos as autoridades venezuelanas a conduzirem uma investigação rápida e completa, e a apresentar à justiça os responsáveis por este crime.’

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O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo

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