Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1018
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Google Earth lança parceria com a ONU

15/04/2008 na edição 481

O Google lançou, no início do mês, parceria com as Nações Unidas para chamar a atenção sobre crises humanitárias. O programa de cartografia Google Earth, com imagens tridimensionais de satélite, foi adaptado para ajudar a captar apoio para os refugiados em zonas críticas, comumente alheios ao olhar do público. O Google Earth Outreach, com informações sobre campos de refugiados e trabalhos de agências humanitárias, foi desenvolvido junto com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (UNHCR, sigla em inglês).

Segundo Rebecca Moore, diretora do Google Earth Outreach, a ferramenta deve ser usada – junto a textos educativos, fotografias e entrevistas em vídeo com os refugiados – para expor ao mundo as histórias conhecidas pelo UNHCR. Ao acessar o programa, o internauta poderá observar imagens com diversos níveis de detalhes de campos de refugiados em Darfur, conturbada região do Sudão, no Iraque e na Colômbia.

‘Percebemos que o Google Earth tinha potencial para ser uma ferramenta muito mais significativa’, diz Rebecca. Muitas das 350 milhões de pessoas que já baixaram o programa o usam para observar destinos de férias ou para ver como são alguns lugares do mundo vistos do alto. As imagens de satélite são atualizadas a cada mês, embora em alguns pontos elas sejam mais antigas e, em outros, não haja imagens públicas disponíveis.

Deslocamentos

Na opinião da ex-presidente irlandesa Mary Robinson, que também já foi do Alto Comissariado para Refugiados, a tecnologia pode ajudar o público a entender melhor os deslocamentos motivados pelas crises humanitárias. ‘Precisamos de todas as comunicações possíveis para mudar a dinâmica, para tornar estas situações mais pessoais’, defende.

Alguns especialistas da ONU consideraram úteis as imagens por satélite, pois podem mostrar para onde os refugiados foram e para onde é necessário enviar ajuda. Mas outros acreditam que elas não têm tanto valor para pessoas que trabalham in loco para ajudar as vítimas de crises humanitárias, já que, na maioria dos casos, elas não têm acesso a computadores ou internet. Informações de Laura MacInnis [Reuters, 8/4/08].

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