Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

CADERNO DA CIDADANIA > CUBA

Governo não renova visto de jornalistas

Por Comitê para a Proteção dos Jornalistas em 27/02/2007 na edição 422

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) difundiu o seguinte comunicado em resposta à decisão do governo cubano de não renovar os vistos de jornalista de, pelo menos, dois correspondentes estrangeiros radicados em Havana: Gary Marx, do diário Chicago Tribune, e César González-Calero, do jornal mexicano El Universal.

‘Estamos consternados com a decisão do governo cubano de proibir o trabalho de dois respeitados jornalistas ao decidir não renovar seus vistos’, declarou o coordenador do programa das Américas, Carlos Lauría. ‘A decisão é em clara represália ao trabalho independente de ambos os correspondentes. Instamos o governo cubano a revisar sua decisão e permitir que os jornalistas possam cumprir, sediados em Cuba, com seu trabalho informativo.’ [Nova York, 22 de fevereiro de 2007]

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Preocupação com a saúde de jornalista preso

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com o informe sobre a deterioração da saúde do jornalista independente Alfredo Pulido López, preso em Cuba há quatro anos.

Pulido López, 46, sofre de sérias enfermidades respiratórias e estomacais, disse a sua esposa, Rebeca Rodríguez Souto, ao CPJ.

O jornalista está recebendo atenção médica no cárcere, mas sua esposa relatou que as condições de vida são intoleráveis. Segundo Rodríguez Souto, Pulido López compartilha uma cela coletiva com aproximadamente 100 presos comuns no presídio Kilo 7 de Camagüey, para onde foi transferido em agosto de 2004. Rodríguez Souto disso que seu marido havia presenciado contínuos atos de violência entre os presos, e que temia por sua vida.

As tentativas do CPJ de contatar as autoridades da prisão Kilo 7 em Camagüey foram infrutíferas.

Pulido López, diretor da agência independente de notícias El Mayor de Camagüey, foi detido durante uma ofensiva massiva contra a imprensa cubana em março de 2003. Ele foi julgado sob o Artigo 91 do código penal cubano por ‘agir contra a independência ou a integridade territorial do Estado cubano’ e sentenciado a 14 anos de prisão em abril de 2003.

Rodríguez Souto assegurou ao CPJ que pediu as autoridades cubanas, em reiteradas ocasiões, que libertassem seu marido sob uma licença extrapenal por motivos de saúde, mas não recebeu resposta. Segundo Rodríguez Souto, seu marido está seriamente deprimido e perdeu o apetite, o que resultou na perda de mais de 10 quilos desde a sua prisão.

‘O CPJ considera o governo cubano responsável pelo bem-estar de Pulido López e o insta a libertá-lo, assim como aos demais jornalistas que nunca deveriam ter sido encarcerados’ declarou o Diretor Executivo do CPJ, Joel Simon.

Cuba continua sendo um dos países com o maior número de jornalistas encarcerados no mundo – o segundo, depois da China – com 24 jornalistas independentes atualmente na prisão. Vinte e dois deles foram presos durante a ofensiva do governo contra a dissidência em março de 2003. [Nova York, 16 de fevereiro de 2007]

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O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo

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