Domingo, 21 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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CADERNO DA CIDADANIA >

Homenagem ao repórter

Por Virgínia Origuela em 23/02/2009 na edição 526

Comemorou-se, no dia 16 de fevereiro, o dia do repórter. O jornalismo em si nada mais é que coletar informações, redigir, reunir os dados e por fim publicar, sempre abordando assuntos atuais e de interesse da população. É a arte da comunicação em prol de transmitir a notícia em sua veracidade, instantaneidade e ética.

O jornalista pode vir a atuar em várias áreas e em diversos veículos de comunicação – jornais, revistas, sites ou rádios, dentre outros. Ele nada mais é que um formador de opinião; destaca os fatos mais relevantes e os noticia conforme o interesse do público. São fatos políticos, sociais, naturais, econômicos e culturais; alguns são trágicos, mas todos causam um certo impacto diante de quem os lê, seja por informar, ou criar novas opiniões.

A notícia é um bem, um direito de todos. Até que o jornal chegue a suas mãos, ele passa por todo um processo de construção. O repórter vai além do simples ‘perguntar e questionar’: ele é quem apura, sugere pautas, investiga, entrevista as fontes. Ele é o responsável pela elaboração das matérias a serem divulgadas. No início da carreira, damos o nome de foca aqueles que ingressam nessa função – função que vai da pesquisa até a redação.

Todo veículo de informação necessita de um repórter. É informando de maneira correta que formamos novos pensadores e novas opiniões. Se transmitirmos a notícia com objetividade, imparcialidade, ética, em uma linguagem clara e acessível, nosso receptor é quem, após ler, tira suas próprias conclusões.

Os princípios da ética

Na constante busca pela verdade, passamos a notícia minuto a minuto, com precisão. O repórter é diferente do colunista e do articulista, mas todos profissionais de comunicação sempre passam por um processo de criatividade antes da criação de sua notícia. Quando noticiadas pelo repórter, partem de uma técnica, de um princípio básico, seguem uma pirâmide invertida, baseado em cinco perguntas:

O que – Fato já ocorrido.

Quem – O personagem envolvido.

Onde – Local dos fatos.

Quando – O momento do fato.

Por que – Sempre vai ser a causa do fato.

Como – O modo como o fato ocorreu.

Enganam-se os que acham que vida de jornalista e repórter é fácil. Nosso lema é: ‘Pernas, pra que te quero’, isso porque sempre estamos atrás das informações e de fatos. Uma vez jornalista e repórter, assim o será 24 horas por dia. Não importa onde você esteja, se chove ou faz calor, se é dia ou noite; a informação chega a todo instante e cabe a nós averiguá-la e transmiti-la em sua totalidade.

Uma homenagem a todos os repórteres que são atuantes, a todos profissionais da comunicação e a todos aqueles que de certa forma acabam por prestigiar e valorizar nosso trabalho e a informação no geral. O conhecimento é o único bem que jamais lhe será roubado. Portanto, prestigiem mesmo o trabalho de quem dia-a-dia se dedica, informa, forma, transmite opiniões, ouve personalidades e contribui para o conhecimento de todo um Brasil. Conforme o conhecimento nos é dado, temos a chance de mudar, melhorar diante do que achamos errado.

A função do repórter há de prevalecer no futuro, nossa ética se baseia não somente na veracidade dos fatos, mas sim, no respeito para com nossas fontes, com a privacidade, honra e imagem das pessoas que de certa forma contribuem para que nosso trabalho seja realizado, valorizado e que chegue até vocês, leitores e receptores.

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Jornalista

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