Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CADERNO DA CIDADANIA > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Igreja Universal processa jornais

Por José Aurélio Guimarães em 19/02/2008 na edição 473

Soube que fiéis da Igreja Universal do Reio de Deus (Iurd) processarão os jornais Folha de S.Paulo e O Globo por se sentirem ofendidos com o tratamento dado ao empreendimento que freqüentam. Eu sou testemunha de tantas e quantas ofensas praticadas pelos gestores e operadores de culto da Iurd em relação ao candomblé, ao espiritismo kardecista, entre outras. Os freqüentadores destas vertentes religiosas devem processar a Universal por ofensas? A liberdade de imprensa (apesar de que no Brasil, ultimamente, o jornalismo ou o aulicismo anda nada confiável) vai para o espaço por motivos ‘religiosos’? Que decadência!


Hoje procuro os blogs para me informar, e mesmo esses veículos estão sob ataque. É assim que um dia poderemos chegar a uma guerra civil, de fato, sem pé nem cabeça. Deus nos livre de tudo isto.


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Venho por meio desta manifestar meu repúdio à atitude da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em perseguir a imprensa brasileira. A Tarde e Extra [e também a Folha de S.Paulo] são alvos de 41 ações movidas por membros da igreja. A liberdade de imprensa é alvo de uma conspiração covarde por parte da Iurd.


A todos os profissionais de jornalismo, meus sentimentos de indignação; meu apoio a todos da categoria que mantêm a democracia neste país. Defendo a imunidade jurídica para profissionais habilitados legalmente em jornalismo, para que não ocorram esses casos absurdos de insanidade por parte de uma organização como a Iurd.


A todos jornalistas, espero que sintam orgulho dessa profissão maravilhosa que é o tempero da democracia. Sem a imprensa, o Brasil seria um Estado nazista. (Douglas Fabiano de Melo, administrador, Campinas, SP)


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Bizarrice, surrealismo ou um cúmulo de mediocridade? O que leva um jornalista, um repórter, a sair do Brasil, viajar milhares de quilômetros até o Pólo Sul, na estação científica Comandante Ferraz, e lá perguntar ao presidente da República sobre a CPI dos cartões coorporativos? Não seria menos surreal se ele entrevistasse uma foca ou um pingüim e perguntasse sobre a influência do aquecimento global em suas vidas? Desliguei o Fantástico, fui para a cama e tentei dormir… (Robak Barros, servidor público da Justiça do Trabalho, Criciúma, SC)


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Gostaria da ajuda de vocês, jornalistas, para entender por que seus patrões (mídia escrita, falada e televisiva) estão tão interessados na cobertura das eleições americanas que ocorrerão em novembro – e desde dezembro do ano passado não sai do noticiário. Há alguns anos seria até compreensível, porém, atualmente, com o estado de desmoralização política e econômica dos americanos, como mero engenheiro observador atento do noticiário não consigo entender os que está nas entrelinhas deste interesse. Além do mais, temos importantes eleições no nosso país em outubro e nada se fala.


Conto com a clarividência de vocês do meio para me auxiliar a decifrar este enigma. Abraços e parabéns pelo programa e pela página do OI. (Maurilio Goulart, engenheiro, São José dos Campos, SP)


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Sugiro como tema para discussão sobre a TV pública recentemente criada o approach da mesma no caso dos cartões corporativos. Sobretudo a forma como a TV pública acompanha a decisão de Franklin Martins sobre o veto a informações sobre gastos públicos no Portal Transparência, bem como as medidas administrativas para punir aqueles que ‘vazaram’ as informações ‘confidenciais’ sobre os gastos do erário público. Tais decisões constituem uma censura à informação? A TV pública apóia tal decisão? Vai veicular sua opinião? (Apolonio Silva, físico, São Paulo, SP)

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Livreiro, Franca, SP

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/02/2008 Ivan Moraes

    ‘Gostaria da ajuda de vocês, jornalistas, para entender por que seus patrões (mídia escrita, falada e televisiva) estão tão interessados na cobertura das eleições americanas que ocorrerão em novembro – e desde dezembro do ano passado não sai do noticiário’: por causa do paralelismo do qual os brasileiros nada sabem. Se o governo muda se la, tem que mudar aqui tambem. Eh ordem internacional. Chama se ‘principio de alternancia do poder’, e eu o chamo de ‘orquestracao’. Nada mal pra um principio que sequer existe.

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