Quarta-feira, 25 de Abril de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº984
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CADERNO DA CIDADANIA > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Imprensa desfocada

Por Anete Furtado Lima em 01/04/2008 na edição 479

A imprensa na internet merece mais confiança. A imprensa, independente de ser regional ou não, sofre influência das pessoas mais poderosas. Às vezes mente tanto que até parece que trabalha contra a sociedade. Semana passada, por exemplo, saiu uma reportagem nos jornais da minha cidade (Manaus) que afirmava, com base em dados estatísticos que não correspondem à realidade, que a educação em Manaus é pior do que em Rondônia. Eu já morei e trabalhei lá e sei que isto não é verdade. Morei lá há dez anos e sei que muita coisa mudou, mas naquela época havia professores que nem sabiam ler. Ainda hoje a realidade não é diferente, basta ver a quantidade de alunos de Rondônia que fazem faculdade na Bolívia porque não conseguem passar no vestibular aqui. Minha sobrinha veio de lá para prestar vestibular e levou três anos para conseguir entrar na universidade. Teve que refazer seus estudos em cursinhos daqui, e estudar muito com a ajuda de parentes, apesar de constar notas elevadas em seus históricos de ensino fundamental e médio.

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Gostaria não só opinar, mas de expressar minha opinião sobre a imprensa brasileira. Nem a escrita, nem a falada e nem a eletrônica são confiáveis, a maioria esmagadora é extremamente tendenciosa e continua fazendo patrulhamento ideológico, não a pluralidade de opinião. A que prevalece é a do dono do veiculo de comunicação, mas há raríssimas exceções, como por exemplo o site Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha. Este sim deveria ser um exemplo a ser seguido por todos; assim conseguiríamos realmente passar de uma pseudo-democracia para uma verdadeira democracia. Não existe democracia onde há manipulação de informação e nisso a nossa mídia é especialista. (Carlos Muniz, consultor, São Paulo, SP)

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Li essa matéria da jornalista Cyneida Correia e fiquei surpreso como isso ainda acontece em nosso país. Só não sabia para onde enviar. ‘(…) Eu retruquei que não iria sair, pois o local estava cheio de gente e eu estava trabalhando, exercendo meu direito enquanto profissional de imprensa de noticiar para a população um fato e expliquei ao delegado que não estava prejudicando a cena do crime, pois havia pelo menos 20 pessoas na mesma área que eu. Falei que ele queria aparecer, gritando com uma jornalista na frente de todo mundo. O `doutor´ mandou que os agentes me retirassem do lugar e me deu voz de prisão por suposto desacato e mandou que os agentes `me algemassem e jogassem no camburão´.’ Ver a íntegra aqui. (Waldiney Farias, tecnólogo, Rio de Janeiro, RJ)

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Estou intrigado com uma coisa: de repente os noticiários sobre o conflito China x Tibet sumiram da mídia. Pergunto: será que os patrocinadores das Olimpíadas fizeram algum tipo de pressão ou influência para que isso acontecesse? A revista Veja tinha até uma seção ‘Dúvidas’ em sua home page, que sumiu. Sugiro que vocês façam uma análise do assunto. Se for apenas impressão minha peço desculpas. (Alexandre Loureiro, servidor público, Salvador, BA)

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Segundo a nossa imprensa, a cafetina e ex-presidiária Andréia Schwartz chegou ao Brasil com aquele sorriso, ocupando o maior espaço. Logo logo será celebridade e atriz de novela e, mais ainda, apresentadora e convidada de honra em festas da elite paulistana carioca ou brasiliense, sair na Playboy ou ser eleita prefeita ou senadora… Obrigada mídia pelos belos exemplos enaltecem a juventude. Boicotem-na, vamos, coragem! (Suely Suchodolski, arquiteta, São Paulo, SP)

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Professora, Manaus, AM

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/11/2009 carlos alberto carvalho jr

    Caro editor:
    Os procons estão abarrotados de reclamações sobre má qualidade dos serviços prestados pelas operadoras de telefonia no país. Não há consumidor que não tenha passado pelo constrangimento de ter a sua fatura manipulada com taxas, ligações, planos, enfim, fraudado na sua dignidade como cidadão. Mas a imprensa não pensa assim. É incrível, esse problema não é tratado com consistência pela imprensa. Como se o assunto não fosse do ramo. Não há nenhuma reportagem que ponha luz na batalha sem fim entre o consumidor e as operadoras de telefonia. Alguma coisa está errada. A sensação por ora, é de que como anunciantes de peso, patrocinadoras de programas nos meios de comunicação (Faustão da Rede Globo tem o patrocínio da Claro), têm em contrapartida as costas largas da mídia para fraudarem o consumidor. A sociedade, portanto, deveria previnir-se também contra a imprensa. Com a palavra os proprietários dos meios de comunicação do país. Parabéns pela independência do serviço prestado. Abraços, Carlos Carvalho.

  2. Comentou em 01/04/2008 Patrícia Valiño

    Nossa, a D. Cyneida Correia, jornalista, devia mesmo ter sido algemada… Principalmente por péssimo uso do português! (http://www.folhabv.com.br/noticia.php?editoria=opiniao&Id=37532) O texto dela está recheado de expressões do como ‘me posicionei enquanto jornalista’, ‘minha equipe ficou juntamente com’, e outras similares, que eu acredito só serem perdoáveis a pessoas com estudos muito básicos do português. Ela escreve como ‘qualquer um’, por assim dizer. Pega mal para uma jornalista.
    E fica mais feio ainda a argumentação que ela usou. O fato de haverem ‘mais 20 pessoas ali’, na cena do crime, na cabeça dela justifica que ela fique ali também. Oras, se há 20 pessoas ERRADAS por estarem em um lugar em que não deviam, correndo o risco de bagunçar a cena do crime, a presença dessas pessoas justifica a dela? Depois, ela explica ao delegado que está cumprindo seu dever profissional de informar. OK. E em seguida diz na cara do homem que ‘ele está querendo aparecer’! E ainda acha que não foi desacato! Imagina, ‘dêchadisso’, ela não falou nada demais pro delegado. E outra coisa: não me passou despercebido que ela fez notar, no texto, que o delegado demorou 1:30h pra aparecer no local. Bem, se isso não foi exatamente rápido, também não dá pra chamar de descaso: sabe lá a repórter o que o delegado fazia antes de ir para lá. Mas ela está irritada e quer desqualificá-lo. Ridícula.

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