Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

CADERNO DA CIDADANIA > RAÚL RIVERO

Jornalista cubano discursa sobre experiência na prisão

13/10/2005 na edição 350

O jornalista independente cubano Raúl Rivero falou sobre sua carreira no regime de Fidel Castro e sua experiência na prisão na 61ª Assembléia Geral da Associação de Imprensa Interamericana (IAPA), realizada na segunda-feira (10/10), nos EUA. O jornalista foi condenado a 20 anos de prisão em março de 2003, junto com um grupo de 75 dissidentes do governo cubano – todos considerados culpados por colaboração com o governo americano. Em novembro do ano passado, Rivero foi libertado por motivos de saúde. Em entrevista à agência de notícias EFE, ele atribuiu sua libertação às pressões feitas por organizações internacionais. O jornalista vive hoje exilado na Espanha.


‘O apoio da IAPA foi fundamental para manter a minha moral e a de outros 26 jornalistas presos em 2003 e condenados a muitos anos de prisão, apenas por terem feito seu trabalho com fé e profissionalismo. A grande tragédia de um prisioneiro não é o número de anos que ele tem de ficar trancafiado, mas sim o esquecimento. Fui condenado a 20 anos, mais do que o regime cubano provavelmente sobreviverá’, relatou Rivero na sua primeira oportunidade de participar de uma convenção da IAPA. ‘Ele ou estava na prisão, ou na outra prisão que é Cuba’, afirmou Robert Rivard, editor-executivo do Santo Antonio Express-News, que fez um discurso introdutório à fala do jornalista.


Em 1995, Rivero fundou a agência de notícias independente Cuba Press com um pequeno grupo de jornalistas – a agência cresceu e chegou a empregar mais de 100 profissionais de imprensa. O jornalista juntou-se à IAPA, organização da qual é vice-presidente regional do Comitê para Liberdade de Imprensa e Informação, há dez anos.


Rivero foi correspondente em Moscou para a Prensa Latina, agência de notícias oficial de Cuba, mas deixou o cargo em 1991. Em 1993, rompeu definitivamente com o regime assinando a ‘Carta dos dez intelectuais’, que pedia ao presidente cubano a libertação dos presos políticos e a reforma do regime socialista. Dos dez intelectuais que assinaram o documento, ele foi o único que permaneceu em Cuba. Informações de Mark Fitzgerald [Editor & Publisher, 10/10/05].

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