Sábado, 23 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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CADERNO DA CIDADANIA > PERU

Manifestantes atacam rádio

Por Comitê para a Proteção dos Jornalistas em 02/05/2006 na edição 317

Nova York, 24 de abril de 2006 – O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena veementemente o ataque de 700 manifestantes a uma estação de rádio no sul do Peru. A multidão, enfurecida pelo que descreveu como cobertura parcial por parte da estação de um escândalo envolvendo um prefeito local, invadiu na sexta-feira os escritórios da Radio Sudamericana, na cidade de Juliaca. Um grupo menor agrediu o repórter Feliciano Sonco Puma, que cobria o ataque para outra estação de rádio.

Segundo informou ao CPJ o coordenador da Radio Sudamericana, Roger Mamaní Zelda, os manifestantes quebraram vidros, roubaram equipamentos e empurraram três repórteres que trabalhavam em um programa de esportes. Sonco, repórter da Radio Líder, outra emissora sediada em Juliaca, disse ao CPJ que recebeu pontapés de um grupo de manifestantes que o atacou e o empurrou ao chão. O repórter teve ferimentos de pouca gravidade, mas precisou de atendimento hospitalar.

Os ataques ocorreram após os protestos de mais de 1.000 manifestantes durante a manhã de sexta-feira em Arapa, um distrito próximo à cidade de Puno. Os manifestantes pediam a cobertura, por parte de três estações de rádio, de um escândalo de corrupção no qual estaria envolvido o prefeito de Arapa, Jorge Roselló Calapuja, disse um colaborador do Instituto Imprensa e Sociedade (Instituto Prensa y Sociedad), um grupo local de liberdade de imprensa. Os manifestantes, que pediam a renúncia do prefeito, se queixaram da falta de cobertura do ponto de vista do povo na Radio Azúl, sediada em Puno, assim como nas estações sediadas em Juliaca, Radio Los Andes e Radio Sudamericana. Sonco informou que o promotor de Puno iniciou uma investigação sobre os ataques.

‘Estamos preocupados pela violência contínua contra jornalistas nas regiões peruanas’, disse a Diretora-executiva do CPJ, Ann Cooper. ‘Instamos as autoridades a proporcionarem uma melhor proteção aos jornalistas e apresentar, à justiça, os manifestantes responsáveis pelos ataques contra nosso colega Feliciano Sonco Puma e contra a Radio Sudamericana’.

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O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo

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