Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CADERNO DA CIDADANIA > BANGLADESH

Mídia censurada sob estado de sítio

17/01/2007 na edição 416

O governo de Bangladesh impôs rigorosas leis restritivas à mídia na sexta-feira passada (12/1) como parte de um pacote de leis emergenciais depois que Iajuddin Ahmed renunciou ao cargo de presidente provisório do governo interino, adiando as eleições na tentativa de fazer parar a violência política no país.


Tropas armadas patrulharam as ruas da capital, mas não houve sinais de problemas após meses de protestos violentos e greves que deixaram, no mínimo, 45 pessoas mortas. Bangladesh enfrenta agora incertezas sobre a data da eleição, que estava marcada para o dia 22/1.


A principal função do governo interino é convocar eleições ao término de cada mandato, a fim de garantir um ambiente de igualdade para os partidos. A presidência deste governo provisório é normalmente um cargo cerimonial, mas o adiamento das eleições havia deixado Ahmed como a única autoridade política sob a constituição.


Censura


Sob o estado de sítio, aplicado pela primeira vez em 30 anos, além das restrições à mídia, atividades políticas nas ruas ficam proibidas. ‘Os canais privados de TV vão apenas divulgar notícias da TV estatal Bangladesh Television através de seus sinais de satélite, e a mídia impressa não vai publicar nenhuma notícia criticando o governo e suas atividades’, informou um funcionário do Ministério da Informação, que pediu para não ser identificado.


O Comitê para a Proteção dos Jornalistas pediu às autoridades que anulem as restrições aos veículos de comunicação e respeitem os direitos dos profissionais de imprensa. Uma aliança multipartidária liderada pelo ex-primeiro-ministro Sheikh Hasina acusou Ahmed de não proporcionar uma votação parcial e livre. Uma crise política prolongada diminui as chances de Bangladesh de se juntar aos maiores mercados econômicos da Ásia. Diplomatas e analistas temem que as incertezas políticas sejam usadas por grupos extremistas islâmicos para tentar obter o controle da nação predominantemente muçulmana. Informações de Anis Ahmed [Reuters, 12/1/07].

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