Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

CADERNO DA CIDADANIA > VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

Negligência leva à morte de jornalista nepalês

06/10/2005 na edição 349

A organização Repórteres Sem Fronteiras [5/10/05] demonstrou indignação com a morte do jornalista Maheshwor Pahari, na terça-feira (4/10), por falta de tratamento médico na penitenciária de Pokhara, no Nepal. Pahari sofria de tuberculose e as autoridades recusaram-se diversas vezes a prover tratamento a ele. ‘O governo tem uma clara responsabilidade na morte deste jovem jornalista [Pahari tinha 30 anos] e pedimos que o representante de direitos humanos da ONU no Nepal, Ian Martin, inicie uma investigação sobre o caso. Depois desta morte, o governo deve liberar os outros três jornalistas presos no país’, declarou a RSF.


Pahari trabalhava para o semanário Rastriya Swabhiman, que parou de ser publicado depois que os rebeldes maoístas interromperam o cessar-fogo, em agosto de 2003. Ele foi preso em janeiro de 2004 e vivia em uma cela com capacidade para 20 pessoas que abrigava 100 presos.


Pahari é a vítima mais recente da política das forças de segurança do Nepal contra qualquer pessoa suspeita de ser simpatizante aos rebeldes maoístas. Uma semana antes de morrer, o jornalista foi transferido para um hospital regional, mas os médicos alegaram que ele deveria ser tratado em Katmandu – pedido recusado pelas autoridades, que também proibiram que amigos o visitassem.


Ucraniano tem carro incendiado


O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, pediu uma investigação sobre um ataque à bomba, no dia 30/9, ao carro do editor da revista de celebridades Paparazzi, Walid Harfouch, que estaria supostamente planejando publicar fotos das férias do filho adolescente do presidente, Andriy, e de sua namorada. O editor não estava no carro no momento da explosão. Yushchenko pediu ao ministro do Interior, Yuriy Lutsenko, para liderar pessoalmente a investigação, afirmando que ela deveria ser conduzida o mais rápido possível ‘para que não sejam feitas especulações sobre o caso’.


A suposta edição da revista com fotos do filho de Yushchenko foi tema de uma matéria publicada no tablóide em língua inglesa Kiev Post, no mês passado. A equipe da revista alega que, depois disso, passou a sofrer pressões para não publicar as fotos do adolescente. A porta-voz de Yushchenko, Irina Gerashchenko, afirmou que, ‘para o presidente, o princípio da liberdade de expressão é imutável. Ele e sua família nunca permitiriam que qualquer um tentasse pressionar os jornalistas sobre este tipo de material’. Irina pediu que o editor fizesse uma reclamação formal à polícia sobre as pressões que vinha sofrendo.


O filho do presidente envolveu-se em um escândalo há alguns meses ao reagir à divulgação de uma matéria em um sítio ucraniano mostrando uma foto dele em um carro de 130 mil euros e acusando-o de viver dentro de um padrão econômico que não condiz com um jovem de 19 anos. O presidente pediu desculpas posteriormente pela atitude do filho. Informações da AP [3/10/05].

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