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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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CADERNO DA CIDADANIA > MÍDIA & SOCIEDADE

O dia e o dia-a-dia da Educação

Por Gabriel Perissé em 06/05/2008 na edição 484

Dia 28 de abril, Dia Nacional da Educação. Trata-se de aproveitar a ocasião para tocar no assunto, torná-lo recorrente no nosso dia-a-dia. Estamos apenas começando a lembrar nosso esquecimento…

Em novembro de 2007, no YouTube, foram inseridas duas peças publicitárias em que o cantor de rap MV Bill e o apresentador de TV Serginho Groisman alertavam para o fato. Que estes vídeos tenham tido poucas exibições até agora reflete a realidade aqui, do mundo não-virtual. Muito mais acessados são vídeos de entretenimento, brincadeiras, curiosidades etc.

Deborah Dubner, diretora do portal www.itu.com.br, produziu extensa matéria: ‘O Dia da Educação é ainda pouco lembrado pela população, até mesmo por educadores.’

A Agência de Notícias do Acre pegou o gancho e deu um recado pró-governo estadual:

‘A última segunda-feira deste mês, 28, é uma data especial para o Acre. O Brasil comemora o Dia da Educação. No estado, há muitos motivos para a data ser comemorada: salários dos professores entre os melhores do Brasil, gestão de curto, médio e longo prazos, plano de cargos e carreira para todos os trabalhadores em educação e núcleos de ensino estruturados.’

Resposta tardia

De volta ao YouTube, comercial encomendado pelo Instituto Mackenzie: o povo das ruas de São Paulo mostra dificuldades com simples perguntas: Quem assinou a Lei Áurea? Quem proclamou a Independência do Brasil?

A cidade gaúcha de Cachoeira do Sul foi exemplar. A Secretaria de Educação organizou sessão de cinema com o documentário Pro dia nascer feliz (aliás, excelente) e posterior debate entre autoridades públicas, professores, pais e demais interessados.

Alguns poucos blogs fizeram a sua parte. Um professor aposentado da UFRJ: ‘Ontem foi o Dia da Educação, algo ainda impensável em nosso injusto e desigual país’ (Basquete Brasil). Uma internauta carioca: ‘[…] é preciso que toda a sociedade se interesse, se mobilize para que o sistema de ensino possa sair do vermelho’ (Josie Oliveira).

No dia anterior, 27/04, a Folha de S.Paulo entrevistou Sonia Penin, diretora da Faculdade de Educação da USP. Mesmo tardiamente, era necessário enviar uma resposta à secretária de Educação do estado de São Paulo, Maria Helena de Castro, que, em entrevista à revista Veja (ed. nº 2047, 13/02) declarou que os cursos de pedagogia deveriam ser fechados, a começar pelos da USP e Unicamp. Declarações ‘um tanto simplistas, levianas’, rebate a professora Sonia.

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Doutor em Educação pela USP e escritor – www.perisse.com.br

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