Quarta-feira, 20 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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CADERNO DA CIDADANIA > IMPRENSA MINEIRA

O empastelamento do Novo Jornal

Por José de Souza Castro em 16/08/2008 na edição 498

O dia 14 de agosto de 2008, véspera do feriado religioso dedicado à padroeira de Minas Gerais, bem que poderia entrar para a história como o marco inicial da censura oficial à internet no Estado. Às três da tarde, acessei o site do Novo Jornal, única publicação diária mineira que publica notícias contrárias ao governo Aécio Neves. Em vez da página habitual, lia-se ali, em letras garrafais sobre o desenho de uma lente daquele tipo usado por Sherlock Holmes, o seguinte:




‘Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Esta página foi suspensa por medida cautelar judicial e o conteúdo do site é objeto de apuração por indícios de prática de crimes. Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos’.


Dei a notícia, logo em seguida, em páginas de comentários dos sites Observatório da Imprensa e Comunique-se e nos blogs Tamos com Raiva, Fernando Massote e Luis Nassif, para ver qual seria a reação. Não foi bem uma surpresa, quando verifiquei, até o momento em que escrevo este artigo, que foi nenhuma. Se fosse uma censura à internet na China…


Luis Nassif vem-se destacando, nos últimos meses, pela análise destrutiva ao jornalismo tipo ‘assassinato de reputação’ praticado pela revista Veja. Qual teria sido a reação a um empastelamento da principal revista da Editora Abril, por causa de notícias tidas como ofensivas, injuriosas ou caluniosas? Para o empastelamento virtual do Novo Jornal, as justificativas, destacadas pelo jornal O Tempo de sexta-feira (15/8, pág. 8) foram: ‘Acusado de calúnia, site `Novo Jornal´ sai da Internet. De acordo com Ministério Público, site difama autoridades estaduais e federais.’


Esse jornal pertence ao empresário e ex-deputado federal tucano (por 16 anos) Vitório Medioli, um italiano naturalizado brasileiro que chegou a Minas atraído pelos empreendimentos da Fiat no estado, e que hoje transporta os carros zero produzidos pela Fiat Automóveis para concessionárias do Brasil todo e de alguns países latino-americanos. É um aliado fiel do governador Aécio Neves e seu jornal foi o único a dar a notícia (pelo menos entre aqueles que pesquisei na internet).


Por coincidência, em julho passado, o Novo Jornal publicou denúncia envolvendo uma empresa do grupo Fiat e uma empresa do governo mineiro, a Codemig. Na véspera do empastelamento, ele voltou ao assunto, informando que o Ministério Público Estadual estaria apurando a denúncia. Ou seja, atirou no que viu, acertou no que não viu.


As exceções


O Tempo parece ter se limitado a ouvir o Ministério Público Estadual (embora afirme que procurou o dono do Novo Jornal, mas este não quis falar; eu procurei e não o achei), não buscando o contraditório em outras fontes, conforme as práticas do bom jornalismo. Talvez o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Aloísio Moraes Martins, que foi um dos donos de um jornal alternativo na época da ditadura, o De Fato, tivesse o que falar. Mas o sindicato parece que só soube do ocorrido à noite, quando pôs em seu site uma informação apressada, para não passar por omisso. Informou apenas, em grandes letras:




‘A Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Estadual tirou do ar hoje, dia 14 de agosto, o site www.novojornal.com.br. Justificativa do MPE: `Esta página foi suspensa por medida cautelar judicial e o conteúdo do site é objeto de apuração por indício de prática de crimes´.’


Mais sucinto, impossível.


O Tempo, em reportagem assinada por Renata Freitas, diz que o a exibição do site do Novo Jornal foi suspensa na tarde de quinta-feira (14)) pela ‘Operação Anonymus’, organizada em conjunto entre a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos e a Polícia Militar. ‘A equipe cumpriu mandados de busca e apreensão no escritório do site que está sendo investigado por indícios de práticas de crimes, dentre eles, o de não ter identificação pelo responsável pelas notícias veiculadas. O processo corre sob sigilo judiciário’. (Meio ridículo o nome da operação, mas isso é o de menos.)


Diz ainda a reportagem que a promotoria recebeu representação criminal reclamando que desde 2007 o site ‘publicava matérias atentatórias à honra de autoridades públicas federais e estaduais. As matérias publicadas incluíam ataques ao procurador geral de Justiça, Jarbas Soares Junior, e principalmente ao governador Aécio Neves (PSDB)’.


Como se lembram, em novembro de 2007, o ex-vice-governador mineiro Walfrido dos Mares Guia se viu apanhado em denúncias de envolvimento com Marcos Valério, o operador do mensalão, e acabou pedindo demissão do Ministério das Relações Institucionais. O Novo Jornal, na imprensa mineira, à exceção do Tamos com Raiva e do blog do Fernando Massote, foi o único que destacou esse envolvimento. E não arrefeceu depois disso.


Canal de denúncia


Voltando a O Tempo. De acordo com o Ministério Público, diz o jornal, ‘instaurado o Procedimento Investigatório Criminal, constatou-se que não há identificação do responsável pelo site – que se intitula jornal, fato que fere frontalmente a Constituição Federal que prevê que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato, além da Lei de Imprensa, que se aplica à internet’.


Eu já havia criticado isso, em comentário no Observatório da Imprensa, em fevereiro de 2007. Preocupava-me não a falta do nome de um responsável, pois era fácil descobri-lo (tanto que o dono, Marco Aurélio Flores Carone, responde a alguns processos por causa do Novo Jornal), e isso não é impeditivo, em qualquer democracia verdadeira, para a existência de um jornal. ‘Ele teria mais credibilidade se quem escreve ali mostrasse a cara’, eu disse, comentando uma informação de Ivan Moraes.


Na época, o Novo Jornal dizia que o Conselho de Administração da Cemig havia decidido que a estatal participaria da RME Minas Energia Participações S/A, que teria assumido o pagamento da dívida do Grupo Globo. Não acho, eu acrescentei no meu comentário, ‘que o diretor do Novo Jornal precise se esconder, se estiver escrevendo com base em documentos e fatos e em opiniões bem fundamentadas, pois a Constituição lhe garante o direito de opinar. Não precisamos ainda mudar para Londres como fez o primeiro jornalista brasileiro, lá nos primórdios do século XIX, quando combatia sei lá o quê’.


Pois é, pelo andar da carruagem, vamos ter que mudar para Pasárgada, como queria fazer Manuel Bandeira, pois lá somos amigos do rei…


Mas como se deu o empastelamento do Novo Jornal? Revela O Tempo:




‘A promotoria ingressou com medida cautelar para impedir o funcionamento da página da internet enquanto ela estiver sob apuração, e obteve o domínio e exibição de página-aviso do Ministério Público Estadual (PME). Também houve a busca e apreensão de computadores’.


E não quer parar por aí. Quem quiser denunciar este artigo, tem como, ainda de acordo com o jornal de Medioli:




‘A promotoria disse, ainda, que abriu um canal de denúncia, através do e-mail crimedigital@mp.mg.gov.br.’


Espero que não façam, pois eu não teria recursos financeiros para me defender. A justiça é cara e demorada.


Pernas para o ar…


O governo de Minas parece que tinha muita pressa para resolver essa questão com o Novo Jornal. Segundo O Tempo, ‘a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos foi criada em Belo Horizonte em 16 de julho deste ano. Com o crescente número de crimes praticados por usuários da rede, o MPE decidiu pela sua implantação. A promotoria atua como um órgão de suporte aos promotores de Justiça que atuam na área criminal e agiliza o atendimento às vítimas’.


E acrescenta, citando uma fonte identificada como Vanessa Fusco: ‘A estratégia é agir proativamente no enfrentamento desse tipo de crime, que vem crescendo principalmente com a chegada da banda larga às cidades do interior’. E conclui: ‘Um projeto de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB) prevê a tipificação da conduta dos crimes praticados na internet’.


Ah, Eduardo Azeredo! Aquele que era governador quando Walfrido dos Mares Guia era vice. Aquele do ‘mensalão mineiro’. Faz sentido.


Mas por que não esperar que o presidente Lula, amigo e aliado de Aécio Neves na campanha para eleger o próximo prefeito de Belo Horizonte, sancione a lei de Azeredo, antes de fechar o Novo Jornal, com base numa lei da ditadura? Por que a pressa? Será que Lula não vai entrar nessa? É isso? Oh, dúvida!


Mas de uma coisa tenho certeza. A data escolhida para o massacre de São Bartolomeu… ops, do Novo Jornal, não poderia ser melhor. Véspera de um feriadão, pernas para o ar que ninguém é de ferro. E na segunda-feira, quando o pessoal voltar ao batente, é assunto velho, estará tudo esquecido. Eu mesmo, para redigir este artigo, telefonei para muita gente, inclusive o presidente do Sindicato de Jornalistas, e não consegui falar com ninguém. Deve ter acontecido a mesma coisa, na quinta (14), com a esforçada repórter de O Tempo.

******

Jornalista, Belo Horizonte, MG

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/08/2008 Geraldo Almeida

    Senhores, posso dizer, com a experiência de quase trinta anos de serviço público, que o Governo Aécio não pode ser considerado um bom governo. Existe uma esquizofrenia, uma divisão radical de idéias entre o que se divulga dele e a realidade. Em todas as áreas o Estado tem problemas muito sérios. O déficit zero é uma mentira. Basta ver a matéria – de 1986 – já contendo informações úteis para a apreciação da administração do Aécio http://www.sindifiscomg.com.br/midia/midia2006/fsp.13082006.brasil.html
    O fechamento do Novojornal é emblemático. Lembram-se de quando ACM mandava na Bahia? Minas, sob o mando de Aécio e sua turma, está se tornando uma republiqueta igual a Bahia foi quando ACM mandava e desmandava. Tudo é justificado por uma pretenso projeto de tornar o governador de Minas presidente do Brasil. O Brasil não terá essa infelicidade. E nem sei qual é exatamente o propósito dessa fidalguia que controla o Estado de Minas. Mas eles estão dispostos a fazer qualquer coisa, usando os órgãos do Estado, para manter a hegemonia. Inclusive empastelar jornais. É preciso que o Brasil inteiro fique atento a Minas. Não existem limites previsíveis para ação desse pessoal que se hospeda no Palácio da Liberdade. O Brasil precisa conhecer esse fato sui generis. Nada justifica esse empastelamento. O Novojornal deve continuar a sua luta. Nem que se mude para outro país.

  2. Comentou em 18/08/2008 Leonardo Pereira

    É muito engraçada a entrevista que o Carone deu ao “Portal Imprensa” sobre as formas de sustentação financeira e comercial do site “Novo Jornal”. Segundo o Carone a publicação recebe anúncios “por licitação”. Mentira, isso nunca existiu! Os anúncios são tão falsos quanto o conteúdo publicado por ele. Desafio o Carone ou os seus defensores a apontar um só contrato de anunciante! Aliás, o MP está atrás justamente das fontes de financiamento do site, de quem paga as contas: aluguel, telefone, os quatro jornalistas que ele diz ter contratado, etc. Como já citado aqui, quando for lançada luz sobre a fonte de financiamento do site é que a coisa vai ficar preta….

  3. Comentou em 17/08/2008 Ângelo Carlos

    Me perdoe o trocadilho, mas quem não gosta do Aécio está tentando pegar uma “carona” nesse episódio do Ministério Público Mineiro contra o site do Carone. A iniciativa é do Ministério Público, que divulgou longa nota sobre o assunto, assumiu a responsabilidade e convocou entrevista coletiva. A prova de que a iniciativa pelo fechamento foi do Aécio cabe aos acusadores. Se não houver demonstração disso por meio de fatos, ficamos no denuncismo irresponsável de sempre.

    Para a oposição, Aécio representa o mal, que só não aparece porque a censura sufoca a imprensa regional. A Folha de São Paulo, o Estado de São Paulo, O Globo, o Valor Econômico e a TV Globo têm correspondentes ou sucursais em Belo Horizonte, mas pelo visto seus jornalistas trabalham em outro planeta – e os veículos de foram também foram todos comprados pelas ricas verbas de publicidade do governo mineiro.

    Leiam os artigos de Vitório Medioli, dono do jornal O Tempo e um crítico do governo Aécio, ou acompanhem as coberturas do seu jornal sobre o governo Aécio. Ou vejam as coberturas do Hoje em Dia, por exemplo sobre a situação das cadeias em Minas. Aí, vai pelo chão a tese simplória de que há censura em Minas. Agora, com esse episódio do Ministério Público contra o Novo Jornal, aparece gente querendo tirar uma casquinha no Aécio.

  4. Comentou em 17/08/2008 Marcela Freire

    Prezada Sra. Luciana Braga, vejo que quando fala das pessoas que aqui estão para defender o Sr. Carone, acho que falava de mim, quando relatei sobre os processos.Infelizmente, ainda não sou um profissional, apenas estudo.Mas infelizmente também, meu pai, que era jornalista e que agora não está entre nós,já a muito me falou sobre estes jornais que a Sra. me falou, minha mãe, que é advogada, também fala, fala que na época os funcionários ficaram sem receber, e que foi fechado pelo Sr. JArbas Soares, Procurador hoje, que na época também fez a mesma coisa que hoje está fazendo com o novojornal,talvez,muitos da minha idade, não tem a oportunidade de saber um pouco do que aconteceu, ou o porque do que esta acontecendo.Você como jornalista, acha certo, o que está acontecendo no pais?!Estas mordaças?!Por favor, se acha, você é um profissional insatisfeito com sua profissão.Deveria arrumar outra forma de trabalho.Todos sabem quem é o maravilhoso Aécio Neves,tenho medo e pouco orgulho de saber que ele representa o estado que moro.Por favor, vou falar com a Sra. o mesmo que falei com a Sra. Marta.Peço a vocês, que agora, tem a oportunidade de estar a frente de nós jovens, que não acabem com os nossos sonhos do que é certo não!Vocês não tem este direito.Sei que talvez, a Sra. seja uma aecinho, afinal ele é muito bonito né?!Educado,fino, se veste muito bem,num é possível que uma pessoa tão

  5. Comentou em 17/08/2008 Luciana Braga

    O Marco Aurélio Flores Carone é um homem de sorte. De tanta sorte que acabou por encontrar quem lhe defenda até dos crimes tributários pelos quais responde judicialmente. Realmente, com diz uma das defensoras caronianas, muitos das dezenas de processos contra este senhor estão suspensos ou com baixa. Sabem por quê? Falta lhe bens para execução, isso mesmo, como não há o que executar para ressarcir ao erário, o Carone vai saindo dessa. Entre os processos, agora minimizados, sem importância alguma para os defensores cronianos, vale destacar que um deles, o nº 2003.38.00.011038-8, que tramita na 24ª Vara Federal, cobra-lhe dívidas de contribuição social. Quem processa o rapaz é o INSS. Quer crime mais infame do que este? É um crime que se pratica contra todos os trabalhadores brasileiros. Sejam quem for que o cometa, dos Marinhos ao dono da venda da esquina, têm a obrigação de repassar ao erário os recursos que são devidos para os pagamentos das pensões e das aposentadorias. Podem minimizar o quanto queiram os crimes do Carone, podem vestir o quanto queiram a camisa do “bom moço”, do neo-paladino da imprensa livre, mas afirmar que os crimes tributários são “crimes menores”, sem importância – e principalmente cometidos contra os trabalhadores – ai já é demais.

  6. Comentou em 17/08/2008 Luciana Braga

    O Marco Aurélio Flores Carone é um homem de sorte. De tanta sorte que acabou por encontrar quem lhe defenda até dos crimes tributários pelos quais responde judicialmente. Realmente, com diz uma das defensoras caronianas, muitos das dezenas de processos contra este senhor estão suspensos ou com baixa. Sabem por quê? Falta lhe bens para execução, isso mesmo, como não há o que executar para ressarcir ao erário, o Carone vai saindo dessa. Entre os processos, agora minimizados, sem importância alguma para os defensores cronianos, vale destacar que um deles, o nº 2003.38.00.011038-8, que tramita na 24ª Vara Federal, cobra-lhe dívidas de contribuição social. Quem processa o rapaz é o INSS. Quer crime mais infame do que este? É um crime que se pratica contra todos os trabalhadores brasileiros. Sejam quem for que o cometa, dos Marinhos ao dono da venda da esquina, têm a obrigação de repassar ao erário os recursos que são devidos para os pagamentos das pensões e das aposentadorias. Podem minimizar o quanto queiram os crimes do Carone, podem vestir o quanto queiram a camisa do “bom moço”, do neo-paladino da imprensa livre, mas afirmar que os crimes tributários são “crimes menores”, sem importância – e principalmente cometidos contra os trabalhadores – ai já é demais.

  7. Comentou em 16/08/2008 Ivan Moraes

    ‘Da grande impresa, podemos dizer que o colunista Nelson de Sá (Folha) deu uma notinha e O Tempo deu a reportagem da Renata de que o artigo fala’: mas 30 processos contra uma pessoa so nao eh noticia em Minas! Onde ja se viu? Similarmente, vaia a Lula eh colocada no varal igual cueca suja, pros vizinhos verem, ja vaia a Aecio… nao da nem pra saber se eh verdade ou mentira porque nao eh permitido. So a versao oficial das coisas eh permitida nos paraisos neocons.

  8. Comentou em 16/08/2008 Marta Pereira

    Não José, o Carone não pode mostrar a cara. Ele não responde a apenas processos devido ao que publica no site “Novo Jornal”.

    Veja ai lista dos crimes a que responde na Justiça Federal:

    00.00.05761-4 00.00.05869-6 00.00.08701-7
    00.00.09135-9 00.00.09430-7 00.00.10915-0
    89.00.08035-0 91.00.13688-3 93.00.14717-0
    94.00.03364-8 94.00.04211-6 94.00.11879-1
    94.00.11880-5 94.00.11881-3 95.00.02050-5
    95.00.11941-2 95.00.15226-6 96.00.17481-4
    96.00.23279-2 96.00.23280-6 2000.38.00.039302-5
    2002.38.00.000327-3 2002.38.00.001296-8
    2002.38.00.002947-1
    2002.38.00.002948-5 2003.38.00.011038-8
    2003.38.00.021224-3
    2003.38.00.044102-0 2004.38.00.021881-3
    2005.38.00.037405-7
    2007.38.00.039732-9 2008.38.00.005237-0

    Ai acima tem de tudo, inclusive débitos fiscais e com o INSS.

    Ele se esconde por razões menos nobres!

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