Sábado, 21 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CADERNO DA CIDADANIA > RUMOS DA MÍDIA

O futuro da publicidade

Por George Geara em 21/08/2007 na edição 447

Mídia vem do latim media, palavra que significa o plural de meio (medium).

Desde os tempos mais remotos, o homem busca formas para se comunicar e propagar mensagens. Pinturas rupestres nas paredes de cavernas, hieróglifos nas Pirâmides do Egito, a escrita em pedras como os 10 mandamentos recebidos por Moisés, sem falar nos antigos arautos, homens de voz potente que, em lugares altos, proclamavam as notícias de reinos e condados.

O homem tem uma extraordinária capacidade para descobrir novos meios de comunicação e expressão. Veio a imprensa, o telégrafo e o telefone, depois o rádio e o cinema, em meados do século 20, a televisão, depois os computadores, celulares, internet etc.

Hoje somos abordados por uma gama tão variada de mídias que o próprio mercado de comunicação e publicidade, com o passar do tempo, se incumbe de ir limpando os rastros de saturação e poluição da comunicação. Uma forma natural de selecionar meios mais modernos e com tecnologia mais avançada.

Velocidade avassaladora

Os profissionais da propaganda e do marketing de comunicação empresarial têm uma grande responsabilidade na efetivação e na seleção e aceitação de novos meios, bem como na exclusão daqueles que não devem mais permanecer.

O profissional de mídia, nos dias de hoje, tem por obrigação estar atualizado e acompanhar os rumos tecnológicos dos meios de informação, assim como buscar apresentar em seus projetos e planos os melhores caminhos para o cliente se comunicar com o mercado, e não os mais rentáveis para agências e veículos, como normalmente acontece.

No mundo inteiro, o meio rádio ainda é o mais popular e suas fronteiras são praticamente inexistentes, além do menor custo operacional.

Em seguida, temos a televisão e os meios impressos – e entre eles podemos incluir o outdoor, forma genérica para nos referirmos à mídia exterior.

Hoje, certamente, a internet e os celulares multi-uso são os meios mais avançados e que crescem em produção e propagação numa velocidade avassaladora.

Internet e celulares

Mas, como nos depararmos como a seletividade em curso? Quais os rumos que os meios tradicionais tomarão?

A mídia exterior vai desaparecendo aos poucos no seu formato tradicional – nas cidades com legislações contra a poluição visual, este meio praticamente está extinto.

O jornal talvez seja o meio mais defasado, pois por uma mera questão de produção e execução ele está 24 horas atrasado em relação às informações que serão publicadas em suas edições.

A televisão busca atrair público, não só apresentando modelos de aparelhos mais funcionais e modernos, mas também se aprimorando e se mantendo atualizada na qualidade de informação.

Certamente a internet e os celulares no formato smartphone são os meios que mais evoluíram nos últimos tempos, ganhando espaço mesmo nas camadas da sociedade com baixo poder aquisitivo.

Responsabilidade é grande

Se fizermos uma avaliação rápida em torno de nossa própria vida iremos verificar que o número de leitores de mídia impressa cai vertiginosamente, que os ouvintes de rádio migraram rapidamente para os i-pods, onde eles mesmos podem selecionar e qualificar aquilo que querem ouvir.

Nas residências, a audiência dos telejornais é absolutamente decrescente pois a maioria já chega ao horário da programação com o conhecimento da informação que foi buscada na internet durante o dia.

Estamos numa nova fase de seleção de meios, uma revolução cultural silenciosa, e devemos estar cientes de que não é a tecnologia embarcada que determina o rumo que determinada mídia irá tomar, e sim, a rapidez, qualidade e quantidade do conteúdo da informação que fará esta seleção excluir meios obsoletos e aceitar meios mais produtivos.

Temos uma grande responsabilidade nas mãos, todos nós, homens de comunicação, da propaganda e do marketing.

Reciclar conceitos e evoluir

Avaliar corretamente a qualidade e eficiência do meio deve ser nosso caminho natural, devemos nos desprender do mercantilismo, dos vícios de mercado, das mesmices dos planos de mídia.

Os meios de comunicação, incluindo as mídias informativas e de entretenimento, passam por esta revolução e nós fazemos parte do processo.

Talvez em muito pouco tempo a mídia impressa tenha desaparecido totalmente, o rádio tenha sido absorvido pelos i-pods e celulares multifuncionais, a televisão fatalmente se transformará num meio exclusivamente dedicado ao entretenimento e a internet será o grande agregador de mídias, pois nela e por ela passam todas as informações em formato de vídeo, áudio e escrita que nos alimentam dia após dia.

Recicle seus conceitos e evolua com o mercado!

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Publicitário, São Paulo, SP

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