Terça-feira, 21 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1037
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CADERNO DA CIDADANIA >

O jornalista como os olhos da sociedade

Por Suhelen Cristina de Almeida Silva em 23/02/2009 na edição 526

Ser os olhos da sociedade. Informar de forma clara e objetiva. Formar cidadãos mais conscientes de seus deveres, obrigações e direitos. Informar para transformar (Clóvis Rossi).

Essas e muitas outras são características importantes na vida dos jornalistas. Os fatores que envolvem a sociedade nem sempre são expostos da forma devida. Por isso, onde houver um fato de interesse da sociedade, o jornalista deve trabalhar em busca dos pontos relevantes.

No seu intuito de ser objetivo, o jornalista deve noticiar sem ser sensacionalista. Deve valorizar suas fontes sem se tornar aliado delas. Deve proporcionar interação entre todas as classes sociais sem se corromper. Diante da responsabilidade e do seu compromisso com a sociedade, a valorização dos profissionais da comunicação é um fator predominante para o desenvolvimento da profissão.

É certo que nem todos os profissionais agem como deveriam. Existem aqueles que sucumbem às dificuldades e/ou às facilidades. Ao se deixarem corromper, ou ao buscarem meios fáceis de informar, colocam sua própria credibilidade em risco e, também, a do veículo para o qual trabalham. Com esses fica minha profunda indignação, mas com ela, minha certeza de que vale mais um trabalho árduo do que as facilidades que provocam muitas ruínas.

Formar comunicadores é formar cidadãos

O que importa são os profissionais que levam a profissão a sério. Aqueles que se empenham a favor da sociedade. Os que buscam a verdade, conquistam fontes idôneas e, mesmo que encontrem dificuldades, fazem seu trabalho com dignidade e se sentem satisfeitos depois dele pronto. Ao encerrarem um trabalho, não perdem tempo em correr atrás de novos desafios. Esses, sim, merecem minha admiração, minha satisfação em ser acadêmica de um curso cuja importância se estende por todas as áreas.

Jornalismo é um curso que enfrenta vários dilemas. Por não ser exigido o diploma para exercer a profissão, muitas pessoas que trabalham na área (sobretudo aqueles que atuam há mais tempo) não têm interesse em ingressar em uma faculdade. Outro fator é o custo que, na maioria das faculdades, é alto. Embora a sociedade tenha consciência da importância dos jornalistas, falta uma valorização expressiva para que o curso seja mais freqüentado. O diploma, realmente, não faz o profissional, mas é essencial para que sua credibilidade e seus esforços sejam evidenciados. A prática colabora para o crescimento de tais qualidades, mas a técnica é aprendida na academia, que oferece recursos preparatórios importantes para os futuros comunicadores sociais.

Comunicar é, acima de tudo, dedicar tempo a questões que fogem ao controle emocional. É ser objetivo, uma vez que a imparcialidade é mito, mesmo quando se tem uma opinião formada. É não esquecer que toda uma sociedade confia e que, muitas vezes, age de acordo com o fruto do seu trabalho. É ter compromisso com um povo que está cansado de ser enganado e que precisa ser defendido e informado sobre tudo que tem influência em suas vidas. É por isso que as faculdades precisam se empenhar mais para o desenvolvimento dos jornalistas. Formar comunicadores sociais é formar cidadãos capacitados para colaborarem na formação dos demais. Valorizemos o curso e os profissionais da área de Comunicação.

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Estudante de Comunicação Social – Jornalismo, IES Funcec, João Monlevade, MG

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