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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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CADERNO DA CIDADANIA > AVALIAÇÃO DO GOVERNO LULA

O presidente blindado

Por Luciano Martins Costa em 05/12/2008 na edição 514

A edição de sexta-feira (5/12) da Folha de S.Paulo investe em manchete sobre pesquisa Datafolha que revela novo recorde de aprovação do governo Lula. Na mesma consulta, o instituto de pesquisa observa que a maioria dos brasileiros tem uma expectativa absolutamente contrária ao que induz o noticiário sobre os efeitos da crise econômica na vida das pessoas.


A persistente popularidade do atual presidente da República, que não apenas resiste mas cresce quase ininterruptamente desde 2005, está merecendo uma reflexão mais cuidadosa da imprensa. Principalmente se for considerado que, em todo esse período, ele tem sido o protagonista preferencial em praticamente todos os fatos que produziram noticiário negativo.


A aprovação da população a Luiz Inácio Lula da Silva vai na direção oposta à avaliação que faz dele a imprensa, tanto em editoriais quanto nas escolhas dos artigos e no viés escolhido para os títulos de reportagens.


No período de março de 2007 até setembro deste ano, em que a avaliação positiva do governo deu um salto significativo, o presidente da República esteve envolvido em muitas notícias controversas.


Boa pergunta


O acidente com o Airbus da TAM, ocorrido em julho do ano passado, praticamente foi atirado pela imprensa no colo do governo durante uma semana, até as primeiras investigações revelarem que poderia ter havido uma combinação de erros e problemas técnicos entre as causas do desastre.


O longo e frustrado processo de cassação do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, também respingou no governo. O debate que levou ao fim da CPMF, as campanhas eleitorais nos municípios, o processo contra o banqueiro Daniel Dantas e muitos outros eventos foram noticiados com referências negativas ao presidente e seu governo. E nada disso consegue afetá-lo.


Lula agora tem a aprovação majoritária também dos mais ricos e dos mais educados, e chega a ser apoiado por 56% de adeptos do PSDB.


A pesquisa Datafolha também indica que a população é muito mais otimista que a imprensa com relação ao futuro imediato: nada menos do que 78% dos brasileiros acreditam que sua vida vai melhorar em 2009, apesar da grave crise financeira internacional.


Essa constatação, aliada ao índice recorde de 70% da aprovação ao governo Lula, coloca sobre a mesa a seguinte questão: quanto a imprensa ainda influencia a opinião pública?

Todos os comentários

  1. Comentou em 08/12/2008 Andrea Guedes

    Muito me comove a perda de influência dos jornais, apesar de todo o esforço que fazem na primeira página, pois sabem que a maioria não passa daí, nem deve. Não está perdendo nada. O que blinda o Lula, Luciano, é o excelente governo que ele faz

  2. Comentou em 08/12/2008 Andrea Guedes

    Muito me comove a perda de influência dos jornais, apesar de todo o esforço que fazem na primeira página, pois sabem que a maioria não passa daí, nem deve. Não está perdendo nada. O que blinda o Lula, Luciano, é o excelente governo que ele faz

  3. Comentou em 08/12/2008 Lucia Abreu

    Percebe, Luciano, o tipo de pessoas que a mídia rotunda influencia?
    Àqueles que acham que ler um jornal, ter um diploma (sabe-se lá de que forma) e fazer um ajuntamento de babaquices é conhecimento…
    A imprensa perdeu a credibilidade, por ausência de ética.
    Gerou essa espécie ‘pensadores’ com problemas de conceituação, de assimilação e crítica, que, felizmente, são uns poucos gatos pingados…
    Chegamos ao ponto em que pessoas com alguma formação ficam aquém de semi-analfabetos na análise da realidade.
    Esse é o tributo da imprensa ao país…
    Até um rap da periferia, uma conversa de comadres na feira, têm mais conteúdo… é isso.

  4. Comentou em 08/12/2008 Ney José Pereira

    A imprensa dá, sim, voz a quem nunca deixou este país e conhece-o muito bem. Conhece-o muitíssimo bem, mas, isso não adianta muito, né!. A imprensa não apenas dá voz, mas, também, imagem ao companheiríssimo Lula. Aliás, sempre deu e sempre dá e sempre dará. Lula é o garoto-jornalístico desta maldita imprensa burguesa. Não se deveria mesmo ‘ensinar’ a dominação e a perpetuação de poder nas escolas. Nem em Nova Iorque nem em Moscou nem na Venezuela nem no Brasil. Muito menos em Conceição de Mato Dentro. Pois, se se pode ensinar ‘política’ na escola, então, também pode-se ensinar (na escola) ‘religião’. Por falar nos tais 10 (da população) os quais são as tais ‘elites’ o companheiríssimo Lula faz parte dela, hein!. Ele é da eleite ‘sindical e política e agora ‘econômica’. Em Caetés não seria nem sequer vereador. Mas, em São Paulo (a N.Y. brasileira -rarará-) é e será (novamente -como farsa?-) presidente desta novíssima República. Relativamente às tais mães (e os órfãos como fazem para ‘aprender’?. E Jesus Cristinho que foi educado pelo padrasto José -grande homem esse José!.). Aliás, dona Lindu educou bem o filho Lula, mas, não fez o mesmo com o filho Vavá. Por quê?. E não abeençou o netinho Lulinha. Por quê?. Pelo clichê ‘socialista’ só mesmo a companheiréia Dilméia a déia da revolucionéia para dar um ‘jeito’ (jeitinho não vale) na tal elitéia.Então, míster, a culpa é das mães?.

  5. Comentou em 06/12/2008 Jaime Collier Coeli

    Caro Nei, e o ‘efeito deseducador’, também não é multiplicador? Quando uma criança nasce, Em Conceição do Mato Dentro ou em Nova York, está exposta à influência, prinpalmente da mãe. Com apenas uma centena de palavras ela recebe o dom dfa cidadania, de uma religião, de um partido político, de uma educação moral e cívica. Não é o que imaginamos ser ‘melhor’ que vale, mas sim exatamente o que é oferecido concretamente. Qqquando o Paulo Freire, ou qualquer correlato, entra na jogada, ‘já era’.

  6. Comentou em 05/12/2008 álvaro marins

    Respondendo à pergunta do articulista: a imprensa eu não sei, mas a mídia influencia cada vez menos; e isso é ótimo, prova do amadurecimento do povo trabalhador do Brasil. Dá gosto ver a direita em crise e a mídia sem crédito.

  7. Comentou em 05/12/2008 álvaro marins

    Respondendo à pergunta do articulista: a imprensa eu não sei, mas a mídia influencia cada vez menos; e isso é ótimo, prova do amadurecimento do povo trabalhador do Brasil. Dá gosto ver a direita em crise e a mídia sem crédito.

  8. Comentou em 05/12/2008 Rogério Lacerda Chaves

    A imprensa é uma caixinha de surpresas, da noite pro dia ela consegue colocar um individuo neutro nos patamares da alta sociedade, mas enfim, o que acho é o povo em geral amadureceu bastante, sabemos de um certo modo distinguir o certo e do errado e não temos medo de fazer uma escolha, seja certa ou errada, alguns comentarios impostos pela imprensa são de da dó né, é muita especulação sobre um determinado assunto, admiro o Presidente, gosto do seu trabalho e tenho certeza que realmente melhorou a minha vida, logico que agradar a todos ninguem consegue, nem Jesus conseguiu isso, mas…esperamos sempre um futuro melhor, grande fds a todos.

  9. Comentou em 05/12/2008 dante caleffi

    PIG falhou! As ‘Organizações Globo’, que lideram com entusiasmo a campanha ‘delenda Lula ,terão que reavaliar sua estratégia.
    Lançar Serra,precipitadamente como candidato anti-Lula,mostra a inabilidade e desconhecimento da política real. Associar o governo federal ,(Lula),aos eventos com viés negativo, reais ou artificiais,tornou-se repetitivo e tedioso. Manipulação de ‘cartas do leitor’, não espelham os índices de aprovação majoritários de Lula e seu governo.Os veículos descambam para o perigoso terreno do descrédito.Desonestos e inidôneos, são adjetivos que atingem ,também que faz o jornal .

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