Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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CADERNO DA CIDADANIA >

O risco dos prejulgamentos

Por Alberto Dines em 06/11/2006 na edição 405

Qualquer que seja o nome adotado para designar o problema em nossos aeroportos, a verdade é que este problema não foi resolvido mesmo que no domingo [5/11] não tenha se repetido o caos da última quinta-feira.


Os operadores de vôo designam o seu movimento como ‘operação-padrão’, alguns jornais preferem o apelido dramático ‘apagão aéreo’, numa alusão ao black-out no governo FHC, e os comentaristas políticos examinam o episódio como uma crise político-militar.


Convém não esquecer que tudo começou imediatamente depois da tragédia do Boeing da Gol. Enquanto parte da mídia embarcava um tanto ou quanto levianamente no prejulgamento dos pilotos do Legacy, ninguém reparou que um controlador de vôo que servia na torre de Brasília na hora da tragédia pediu para ser internado, vítima de uma crise nervosa. Depois, dez outros recusaram-se a depor no inquérito sobre o desastre alegando razões médicas e, em seguida, começou a ‘operação-padrão’.


A Folha de S.Paulo antecipou-se aos demais jornais e sugeriu claramente que a queda do Boeing tem relações diretas com o movimento dos controladores. Uma coisa é certa: aqui não cabem ilações nem cabem suposições. São 154 famílias que ainda não tiraram o luto. Melhor esperar pela opinião dos técnicos.

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