Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CADERNO DA CIDADANIA > CASO THALES SCHOEDL

O acusado decide falar

Por José Paulo Lanyi em 23/10/2007 na edição 456

Na madrugada de 30 de dezembro de 2004, o promotor de justiça substituto Thales Ferri Schoedl, então com 26 anos, matou Diego Mendes Modanez, de 20 anos, jogador de basquete, e feriu o estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza, na época com a mesma idade de Diego. Todos estavam na Riviera de São Lourenço, condomínio de alto padrão situado no município de Bertioga, litoral de São Paulo.


De acordo com a acusação, ao sair de um luau na praia o promotor irritou-se com nada mais do que alguns olhares das vítimas para a sua namorada, Mariana Ozores Bartoletti, de 19 anos. Depois de discutir, Thales sacou a sua pistola e, descontrolado, disparou 12 tiros com a intenção de assassinar os jovens. Seis acabaram atingindo os alvos: dois no tórax, um no braço e outro na perna de Felipe; e um no peito e outro no braço de Diego, que não resistiu aos ferimentos. Os crimes foram cometidos por motivo fútil e as vítimas não tiveram chance de se defender.


Conforme a versão do acusado, quando ele e a sua namorada passavam por um grupo de jovens, ouviram comentários grosseiros e constrangedores sobre Mariana. Thales reclamou da ofensa. Diego, Felipe e outros rapazes avançaram com a intenção de agredi-lo. Thales, então, identificou-se como promotor de justiça. Numa seqüência provocada por uma série de ameaças, Thales alertou-os de que estava armado, mostrou-lhes a arma, disparou tiros de advertência, para o chão e para o alto, e fugiu por cerca de cem metros, sempre sendo perseguido por esses e outros jovens que eram incentivados por várias pessoas, aos gritos de ‘Mata! Mata!’. Ao se ver encurralado, apavorou-se e foi obrigado a atirar nos jovens para se defender, pois era menor e mais franzino do que os seus oponentes (Thales tem 1,70m; Felipe, 1,98m; Diego tinha 1,94m), que continuavam tentando agredi-lo e tirar-lhe a pistola. Thales atirou porque temia ser espancado até a morte ou assassinado com a sua própria arma.


A entrevista


Veio a cobertura jornalística. Muitos repórteres, editores e comentaristas revelaram-se, na melhor das hipóteses, mal informados; na pior, trilharam o atalho do preconceito contra cidadãos, funcionários públicos e instituições. Poderiam ter feito melhor. Poderiam criticar para melhorar, calcando-se em informações que contribuiriam com o enriquecimento do debate nacional. Nada disso. É mais fácil jogar para a torcida. Preferiu-se prejulgar o réu para agradar o público. Preferiu-se jogar as instituições no lixo. Se a Justiça nem sempre é justa, nós, jornalistas, devemos nos arvorar em juízes. Tal é o pensamento corrente. Se não concordamos com determinadas decisões do Judiciário e dos outros Poderes, ainda que sejamos ignorantes ou ineptos para apreciá-las, basta-nos dizer: ‘Não é bom para o Brasil!’.


Acordem, colegas! Nós, jornalistas, não somos o Brasil. Somos cidadãos brasileiros. Há outros. Tenhamos humildade. Devagar se vai longe. Ainda assim, para chegar é preciso andar, o que exige algum esforço…


Temas relevantes, como o chamado foro privilegiado, o corporativismo e a eficácia do Tribunal do Júri, entre outros, raramente foram debatidos como se deveria. Perdeu-se, com o Caso Thales Schoedl, a oportunidade de discutir no nível adequado sobre o que serve e o que não serve. Perdeu-se a ocasião de aperfeiçoar a nossa democracia, ainda jovem e frágil.


No mau jornalismo, o adjetivo sempre será preferível ao substantivo. É mais fácil bater no peito, como o faria um símio, e berrar em protesto contra ‘uma pouca-vergonha’ qualquer.


Decidiu-se, então, por escrever, neste Observatório, uma série sobre a cobertura do caso. Nunca se disse, nestes artigos, que o réu é inocente. Nunca se disse que o réu é culpado. Criticaram-se, tão-somente, a avidez precondenatória e manipuladora da mídia, fruto da parceria com alguns funcionários e partícipes outros do Direito que, sem dúvida, têm agido sob inspiração kafkiana.


Foi a este espaço que Thales Ferri Schoedl, acusado de um homicídio e de uma tentativa de homicídio, decidiu, enfim, dar a sua primeira entrevista. Por dois motivos, diz o promotor: por ter sido a primeira vez que se escreveu após a leitura de cada uma das mais de 1.500 páginas do processo criminal; e porque, em várias ocasiões, seus advogados apresentaram, nas entrevistas, informações e documentos importantes que acabaram desprezados ou distorcidos na edição – o que não estaria ocorrendo por aqui: ‘Em várias entrevistas com os meus advogados, eu me recordo que eles levavam os autos, mostravam os autos aos jornalistas, depoimentos, laudos, e quando o programa era apresentado na televisão, isso não era mostrado, nenhum depoimento. É claro que eu não podia me sentir à vontade para dar entrevista, diante desse contexto’, diz Schoedl.


Eis a entrevista de Thales Ferri Schoedl, concedida no escritório dos seus advogados, em São Paulo. Como se pretende privilegiar o conteúdo da conversa, evitando-se induzir pelas aparências, para lá ou para cá, optou-se por suprimir as descrições, como o modo de falar, as idiossincrasias, as características físicas e pessoais observadas por este repórter.


É a primeira vez que o senhor se dirige à opinião pública, desde o episódio da Riviera. O que o senhor tem a dizer, depois destes quase três anos de silêncio?


Primeiramente, o que eu posso dizer sobre os fatos é que eu fiz tudo o que eu podia para evitar os disparos. Eu nunca pensei que isso poderia acontecer comigo algum dia. Eu procurei de todo modo evitar que isso acontecesse, mas infelizmente em nenhum momento as vítimas desistiram de me agredir e de tomar a minha arma. Por isso, eu fui obrigado a agir em legítima defesa. Eu também estou sofrendo com isso. Não tem como passar um dia sem pensar no que aconteceu. Mas eu confio na Justiça, acredito que eu agi em legítima defesa. Infelizmente, até o momento, os fatos não foram divulgados com isenção pela maioria da imprensa. É isso que me entristece. Foram ditas muitas inverdades sobre vários aspectos, e é isso que acaba incomodando. Incomoda a mim, os meus familiares, meus pais estão sofrendo, meus irmãos, amigos. Não tem uma pessoa que, após ler os autos – eu costumo levar os depoimentos para os amigos, as pessoas próximas lerem – , todos ficam espantados, porque criou-se uma versão inicial de que eu efetuei 12 disparos contra pessoas que mexeram com a minha namorada, e isso nunca aconteceu.


Quais são as versões que não teriam sido fiéis aos autos e aos fatos?


São várias. Primeiramente, a divulgação do meu laudo psicológico: foram divulgados somente alguns trechos e somente os meus defeitos [de acordo com o que foi publicado por alguns veículos, baixa auto-estima, imaturidade e dificuldade de lidar com pressão]. Não foram divulgadas as minhas qualidades. Todo ser humano que se submeta a um exame psicológico, este exame irá apontar, com certeza, defeitos e qualidades. E somente os meus defeitos foram demonstrados de forma descontextualizada. Porém constavam do laudo qualidades como empenho, motivação, vontade de vencer, disciplina e diplomacia nos contatos. E o resultado final foi que eu estava apto ao cargo com conceito ‘bom’.


O laudo estava no processo administrativo…


Isso, inclusive o laudo é um documento sigiloso, somente eu, que fui examinado, posso divulgar o que consta no laudo, mas mesmo assim ele foi ilicitamente divulgado pela imprensa, e, o que é pior, de forma parcial.


O que mais, na sua opinião, teria sido divulgado de forma incorreta?


Costuma-se afirmar também que eu estava num luau, numa festa, armado na praia. Não foi. Os fatos ocorreram em frente a um shopping, na rua, que é via pública. Eu não estava no luau, e isso está provado no processo, há um laudo pericial sobre o local dos fatos. Inclusive este laudo demonstra que, entre o local onde se iniciou a discussão e o local onde ocorreram os disparos, há uma distância de aproximadamente cem metros, que comprova, por exemplo, que eu fugi das vítimas antes de atirar, mesmo estando armado.


‘Me entrevistaram com câmeras escondidas’


O que foi sendo publicado a partir do momento em que ocorreram os fatos?


Eu lembro que, logo que aconteceu, eu fui preso, fui para a Cavalaria, onde permaneci preso por 49 dias. Eu lembro como se fosse ontem, que logo no primeiro dia já apareceu uma simulação, num canal de televisão que eu não me recordo qual foi, aparecendo aquela versão que se divulgou, que eu estava andando com a minha namorada, mexeram com ela, eu virei e comecei a efetuar diversos disparos contra aquelas pessoas. Eu fiquei desesperado. Fui até falar para todo mundo: ‘Não, não foi assim que aconteceu!’. Já havia alguns depoimentos, posteriormente. Eu lembro que eu mostrava os depoimentos, quando eu estava preso, para as pessoas que vinham me visitar, e as pessoas ficavam espantadas: ‘Nossa, mas a imprensa não divulgou essas versões…’ Infelizmente nunca se divulgou a versão que está aí nos autos.


A reconstituição foi feita com base na versão de quem?


Até hoje eu não sei, porque nem a versão da própria vítima sobrevivente, que está no processo, sustenta essa versão que foi divulgada na televisão. A própria vítima afirmou que continuou, que me perseguiu, que tentou ‘dar o bote’ para tomar a minha arma, mesmo após os disparos de advertência. Eu sinceramente não sei de onde veio essa versão. Só tenho certeza de que dos autos ela não veio.


Houve outros abusos?


Por exemplo, quando me perseguiram, pouco antes do julgamento do Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público. Fizeram ligações clandestinas sobre a minha vida, sobre o meu dia, me entrevistaram com câmeras escondidas, sem eu estar sabendo. Isso eu achei uma violação do direito à intimidade. Claro que existe direito à informação jornalística, constitucionalmente garantido, que deve ser preservado, mas ao mesmo tempo existe o direito à intimidade. Nenhum direito constitucional é absoluto. Ele deve ser exercido com responsabilidade. Esse fato eu achei lamentável, inclusive objeto de ação judicial que eu fui obrigado a propor. Outro exemplo: parte da imprensa divulgou que, por conta da minha idade à época do concurso, eu só teria sido aprovado porque o meu avô é desembargador e o meu pai era chefe da maçonaria e influente no Ministério Público. Meus dois avôs já faleceram, nenhum foi desembargador e meu pai não é chefe da maçonaria e não conhecia ninguém no Ministério Público.


‘Foi lamentável divulgar o endereço de um promotor’


Após o julgamento do Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo, foi divulgado que eu estava movendo uma ação contra a Fazenda Pública pleiteando cerca de R$ 300 mil em salários atrasados. Eu me espantei com a notícia, procurei saber o que estava acontecendo e apurei que na verdade esta é uma ação coletiva proposta pela Associação Paulista do Ministério Público em nome de cerca de cinqüenta promotores, incluindo a mim, em que se pleiteia o pagamento de diárias referentes ao ano de 2003, tendo eu direito a cerca de R$ 5 mil. A intenção da reportagem foi me denegrir.


O endereço da sua casa foi divulgado na TV…


Esse fato também é gravíssimo, porque, enquanto eu estava trabalhando, na maioria do tempo eu atuava no Tribunal do Júri. Atuava em processos-crime graves, não vou citar cada um, até para me preservar, mas atuava basicamente no Tribunal do Júri com quadrilhas, crimes praticados por policiais, foi até por isso que eu comecei a andar armado, porque no início da carreira eu não andava armado, só que eu fui ameaçado após um júri em que eu obtive a condenação do réu. Eu achei extremamente lamentável divulgar o endereço na televisão de um promotor de justiça, ainda mais que atue nessa área.


Quais foram as conseqüências da divulgação do seu endereço?


Meus familiares ficam com medo. Porque se eu morasse sozinho eu temeria apenas pela minha vida, mas eu moro com a minha família. Fico preocupado. Um dia picharam o muro da minha casa, da casa em frente à minha, da minha vizinha, com dizeres ofensivos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Eu imediatamente comprei tintas e pedi para que uma pessoa pintasse o muro da vizinha. Essa foi uma das ações que aconteceram, e no meu entender é gravíssimo.


O senhor tem sido classificado por vários jornalistas como assassino. O que o senhor pensa dessa atitude?


Eu acho que a pessoa não deve ser chamada de assassina antes de ser julgada. O termo correto para uma pessoa que está respondendo processo por homicídio é acusado de homicídio, não assassino. Assassino tem um tom pejorativo, eu acredito nisso, como se já estivesse condenando a pessoa. Além disso, eu acredito que eu não tive no dia dos fatos uma conduta de assassino. Eu não premeditei nada, pelo contrário: fiz tudo o que eu podia para evitar os resultados, os disparos. Isso não se coaduna com a idéia de um assassino, pelo menos na minha opinião.


Os fatos de 2004


Muita gente não acredita na legítima defesa, pelo fato de o senhor ter disparado 12 vezes…


Eu queria esclarecer que eu não efetuei 12 disparos contra as vítimas. Metade desses disparos foram de advertência. Eu atirei para cima, para o chão, guardei a arma… Antes já havia me identificado como promotor de justiça, afirmei que estava armado, eles disseram que eu não era promotor, que a arma era de mentira. Após os disparos de advertência, eu fugi. Depois efetuei novos disparos de advertência, fui encurralado, daí prosseguiram todos os fatos que eu já narrei no meu interrogatório. O que eu queria deixar claro é que eu não efetuei 12 disparos porque mexeram com a minha namorada. Eu efetuei disparos, que não foram 12, para me defender, após os disparos de advertência. Inclusive os meus dois braços ficaram arranhados, quando as vítimas tentaram pegar a minha arma. Isso está no laudo pericial. Este laudo, que não é sigiloso, nunca foi divulgado, e o laudo aponta lesões corporais nos meus dois braços [‘Escoriação de 2cm de forma linear no antebraço direito/ Escoriação de 2cm de forma linear e quatro Escoriações de 5mm de diâmetro no braço esquerdo/ Escoriação de 4cm de forma linear no antebraço esquerdo‘].


De qualquer forma, os seis tiros que atingiram as vítimas não teriam sido excessivos? Por que o senhor disparou seis vezes contra os dois jovens?


Como já esclareci, eu fiz de tudo para evitar os resultados. Esses eventos ocorreram contra a minha vontade. Quero esclarecer que mesmo após os tiros de advertência, para o alto e para o chão, os rapazes continuaram a correr atrás de mim. A própria vítima admitiu que eu disparei para o chão e para cima. Eu guardei a arma e tentei sair do local. Só disparei quando percebi que minha vida estava em perigo, quando eles tentaram tomar a arma. E parei de atirar no exato momento em que eles cessaram a agressão. O senhor pode ver nos autos a declaração da vítima de que, mesmo após ser atingida, continuou a correr atrás de mim e ainda falou em ‘bote’ para tomar a minha arma.


O laudo do exame necroscópico de Diego diz que um dos ferimentos apresenta uma leve inclinação para trás e para baixo [‘…ferimento pérfuro-contuso de entrada (A) com 7 milímetros de diâmetro, direcionado para a esquerda, com leve inclinação para trás e para baixo…’]. Seria uma indicação de que as vítimas já estavam caídas quando o senhor atirou?


As vítimas não estavam caídas. Estavam correndo atrás de mim apoiadas pelas pessoas ali presentes que gritavam para me matar e que a arma era de brinquedo. Os disparos que atingiram as vítimas foram dados no momento do embate, quando eu senti que elas iriam tirar a arma de mim. Eles não estavam caídos quando foram atingidos. Como já afirmei, a própria vítima admitiu que mesmo após ser atingida continuou no meu encalço. Nenhuma testemunha confirmou, ao contrário do que constou em um editorial de jornal, que as vítimas estavam no chão quando foram atingidas. Essa é uma afirmação que não tem qualquer respaldo nos autos, basta ler.


Por que o senhor estava armado durante comemorações de pré-Réveillon? Muitos criticam a sua atitude. Havia muita gente no local. Poderia pôr em risco a vida das pessoas…


Eu não estava fazendo parte de uma festa. Naquele dia eu retornava do trabalho, estava em Iguape, cheguei na Riviera de São Lourenço, apenas me dirigi ao local para buscar a minha namorada e ir embora. Eu não quis deixar a minha arma na minha casa, porque havia muitas pessoas lá, e também não quis deixar no carro – o meu veículo inclusive já teve o aparelho de som furtado três vezes na Riviera de São Lourenço. Como só iria encontrar minha namorada e ir embora, achei que não haveria problema de estar armado apenas para buscá-la. Eu ressalto que eu não fazia parte da festa, não estava me divertindo, e se alguma vez eu saí para alguma danceteria armado, eu sempre deixava a arma no cofre do estabelecimento, não ficava freqüentando lugares armado.


Mas houve mesmo necessidade de o senhor puxar a arma?


Infelizmente houve, porque as pessoas passaram a avançar na minha direção, queriam me agredir. Conforme as testemunhas mesmas do processo afirmaram, gritavam ‘Vamos matar!’, ‘Vamos espancar!’. Não eram só dois, eram cerca de dez pessoas vindo na minha direção. Por isso é que eu saquei a arma e efetuei disparos de advertência, que não foram poucos. Eu até hoje não entendi por que, após efetuar disparos de advertência, me identificar como promotor, guardar a arma e fugir, aquelas pessoas não desistiram de me agredir e de tentar pegar a minha arma.


Algumas testemunhas dizem que muita gente achou que a arma era de brinquedo, pelo que consta dos autos. A que o senhor atribui isso? Que tipo de arma o senhor tem que faz com que as pessoas não acreditem que a arma é de verdade?


Na minha opinião, talvez eles tenham achado que a arma era de brinquedo porque eu portava uma 380 Millennium, que é um pouco menor que a 380 comum. E ela não era cromada, era uma arma fosca. Talvez, por essas razões, eles tenham achado que a arma era de brinquedo. Posteriormente, além de acharem que a arma era de brinquedo, as pessoas gritavam que os disparos eram de festim, que eram tiros de festim. Tanto que, após os primeiros dois tiros de advertência, eu guardei a minha arma na cintura e, momentaneamente, por alguns segundos, eles pararam de investir contra mim. Foi no momento que eu virei de costas com a minha namorada, para ir embora e deixar o local, que uma das pessoas gritou que a arma era de festim, talvez porque eu não tenha acertado ninguém. E aí é que aquele grupo todo veio em cima de mim e eu tentei fugir de todos.


‘A ordem natural é eu permanecer no cargo’


O fato de estar armado não teria dado mais confiança para reagir verbalmente aos supostos comentários sobre a sua namorada? O senhor teria reagido aos comentários se não estivesse armado?


Primeiramente, não foram simples comentários sobre os atributos da minha namorada, mas sim palavras de baixo calão que muito a constrangeram e a mim também. Eu apenas me virei e pedi respeito, pois ela estava acompanhada. Eu acho que toda pessoa tem o direito de estar acompanhada sem ser molestada. E que ninguém é obrigado a suportar calado um gracejo dessa natureza, independentemente de estar armado ou não. Eu, como qualquer pessoa, tenho o direito de reclamar contra esse ato ofensivo. O errado não é reclamar contra o gracejo. A conduta imoral é mexer com quem está acompanhado, o que inclusive configura contravenção penal. Posso dizer que é muito cômodo criticar a minha conduta de ter reclamado contra essa importunação quando você nunca passou por essa situação. É bem verdade que muitas pessoas no meu lugar não iriam apenas reclamar, mas sim partir para a briga. Isso é o que rotineiramente acontece. Eu só pedi respeito, mas eles optaram por me agredir e tomar a minha arma. Normalmente nós acompanhamos vários casos em que são divulgadas as agressões perpetradas por grupos de jovens contra pessoas que estão sozinhas. Por exemplo, a faxineira no Rio de Janeiro e o próprio índio Pataxó. Será que se essas pessoas estivessem armadas e conseguissem reagir contra os agressores, elas também seriam chamadas de assassinas?


Muitos jornalistas criticam o fato de o senhor ter sido mantido no cargo, recebendo R$ 10, 5 mil por mês. É uma crítica que ecoa na opinião pública…


A Constituição Federal determina que é uma vedação ao promotor de justiça exercer outra profissão remunerada, salvo a de magistério. Então a lei é uma decorrência do que estabelece a Constituição Federal. Quando o promotor está suspenso das funções ou em disponibilidade, continua recebendo os seus vencimentos justamente porque ele não pode exercer outra profissão, não pode advogar, por exemplo. Eu queria também esclarecer que eu já formulei diversos requerimentos pleiteando o retorno ao serviço. Todos foram indeferidos. Esse é um fato que me incomoda, porque é a profissão que eu amo, é o trabalho que eu amo. Isso me faz falta, eu gostava de trabalhar, estar no fórum. Até comentei outro dia, a gente foi numa das audiências, eu sinto falta daquele ambiente, porque é a profissão que eu amo, que eu sempre lutei para exercer. Isso me faz muita falta, por mais que eu esteja estudando, fazendo cursos, eu sinto falta do trabalho no Ministério Público.


Mas como o senhor praticou um ato que está sendo analisado em um processo criminal, com vários elementos que levam à desconfiança do público, não é mesmo natural pensar que o senhor deveria responder ao processo longe da sua função, sem receber os seus vencimentos?


O que aconteceu com a opinião pública foi que inicialmente se divulgou uma versão sobre os fatos que não corresponde ao que está nos autos. E é claro, qualquer pessoa que está lendo um jornal, assistindo a uma televisão, vendo aquela reportagem, pensa que eu efetuei 12 disparos contra pessoas que apenas mexeram com a minha namorada. Isso gera indignação, claro, não tenho nem como culpar a pessoa que fica indignada com essa notícia. Mas como eu já falei, não foi isso que aconteceu. Eu entendo que, mesmo ainda não tendo sido julgado pela Justiça, eu tenho condições de continuar trabalhando e estou preparado para responder ao processo criminal. Não vejo incompatibilidade em continuar exercendo a profissão e estar respondendo a um processo-crime, mesmo porque trabalho é o que não falta lá no Ministério Público. Sobre o processo administrativo e o processo criminal, os fatos apurados em cada um são distintos. No processo criminal é apurado o fato ocorrido no dia 30 de dezembro de 2004. Se trata de um homicídio ou se trata de uma situação de legítima defesa. Caberá ao tribunal decidir. Já no processo administrativo é avaliada a minha conduta, como membro do Ministério Público, e a minha conduta pessoal, não excluindo da apreciação o fato criminal. É isso que eu queria deixar claro. São processos com objetos distintos. Eu penso que a ordem natural das coisas é eu permanecer no cargo até o julgamento do processo criminal, até porque antes desse triste episódio nunca se cogitou em pedir o meu não-vitaliciamento dentro do Ministério Público. Então eu acho que a ordem natural das coisas, até de acordo com o princípio da presunção de inocência ou da não culpabilidade, que está na Constituição Federal, é aguardar o julgamento do processo criminal, para, se eu for condenado, que perca o cargo, como o Código Penal determina.


‘Criou-se uma desconfiança quanto ao julgamento’


Se eu for absolvido, que eu seja mantido no cargo e possa exercer as minhas funções normalmente. Outra questão é que eu não estou querendo permanecer no cargo de promotor de justiça para ser julgado no Tribunal de Justiça, que é o que se denomina foro por prerrogativa de função, popularmente chamado de foro privilegiado. A competência do Tribunal de Justiça para julgar o meu caso decorre da minha postulação de continuar sendo promotor de justiça. Eu quero continuar sendo promotor de justiça porque eu acredito que tenho condições de trabalhar, como eu sempre tive, eu sempre acreditei em fazer justiça, não ser um acusador implacável, antes de tudo ser um fiscal da lei, zelar pela lei. A minha pretensão é essa. O julgamento pelo Tribunal de Justiça é uma decorrência da manutenção do meu cargo. Se a situação fosse contrária, por exemplo, eu permanecendo no cargo eu seria julgado pelo Tribunal do Júri e fora do cargo eu seria julgado pelo Tribunal de Justiça, eu ia lutar pelo meu cargo do mesmo jeito, porque eu confio na Justiça, tanto pelo Tribunal do Júri como pelo Tribunal de Justiça. Uma injustiça que eu acho que estão fazendo contra o Tribunal de Justiça é que se criou uma desconfiança quanto ao julgamento que pode ser exercido pelo tribunal. Eu quero deixar claro que o Tribunal de Justiça é um tribunal rigoroso. Muitos réus não conseguem a liberdade aqui no Tribunal de Justiça – e os advogados sabem disso –, precisam entrar com habeas corpus e obter o benefício ou no STJ ou no STF. Então, o Tribunal de Justiça é um órgão sério, isento, imparcial, e tem demonstrado isso em vários julgamentos. Ele julga conforme a prova dos autos, e é apenas isso que eu quero. Eu entendo também que os membros do Órgão Especial do Ministério Público julgaram o processo administrativo conforme as suas convicções. Não houve eventual corporativismo, tanto que a decisão pelo vitaliciamento foi por 16 a 15.


Na hipótese de o senhor ir a júri popular, o senhor continuará ou não a confiar na Justiça?


Eu confio na Justiça, tanto no TJ como no Tribunal do Júri. Mesmo porque, nos casos em que atuei no Tribunal do Júri, acredito que a justiça foi feita e que os jurados julgaram conforme a prova dos autos.


Analistas dizem que, ainda que o senhor seja absolvido, a sua permanência seria incompatível com o decoro do cargo, porque não se espera de um promotor de justiça que ele se envolva em uma situação como a da Riviera. Seria, por exemplo, como se uma grande autoridade pública do Executivo se envolvesse em um fato dessa natureza: mesmo que a autoridade fosse inocente, enfrentaria dificuldades, não só do ponto de vista da imagem, como das exigências do exercício do cargo. O que o senhor acha disso?


Eu queria ressaltar que eu me envolvi nesse episódio contra a minha vontade. Eu fiz de tudo para evitar esse resultado, eu fiz de tudo para evitar o confronto, eu fugi, mesmo estando armado, guardei a minha arma, fiz de tudo para evitar o confronto. E eu entendo que, se eu for absolvido, não há crime. Legítima defesa não é crime. Então não vejo incompatibilidade entre o exercício da minha função e a minha absolvição, no caso se vier a acontecer, por legítima defesa. Continuarei trabalhando como sempre trabalhei em busca da justiça, não apenas em busca de acusações.


Se o senhor retomar o cargo, como será possível trabalhar em Jales [cidade do interior paulista onde moram amigos da família de Diego, o jovem que morreu]?


Caso eu seja absolvido e possa voltar a trabalhar, atuarei em qualquer lugar para o qual eu seja designado. Acho que, com o tempo, com as pessoas acompanhando o meu trabalho, voltarei a conquistar o meu espaço.


Assim mesmo, os jornais vão se referir a uma absolvição como mais um caso clássico de impunidade…


Parte da imprensa só vem noticiando o meu caso como exemplo de impunidade. Eu não consigo entender como se pode falar em impunidade sem eu ter sido julgado. No caso de eu ser absolvido e retornar ao trabalho, acredito que as pessoas em geral devem confiar nas decisões proferidas pelas instituições. Esse descrédito em relação às instituições é nocivo à democracia, mas, enfim, eu continuo acreditando que um dia a maioria da imprensa conhecerá a realidade dos autos e entenderá que a decisão de uma eventual absolvição foi isenta.


Há casos de impunidade que contrariam a noção de solidez das nossas instituições democráticas…


É difícil pra mim comentar outro caso em que aparentemente houve impunidade sem ter o conhecimento dos autos. Acredito que pode até haver alguns casos de impunidade, mas de um modo geral as instituições constituídas, como a polícia, o Ministério Público e o Poder Judiciário, têm funcionado bem.


Mas há uma percepção de que a Justiça brasileira persegue os pobres e privilegia os ricos e poderosos…


Como um dia já afirmou o excelentíssimo senhor ministro Marco Aurélio Mello, nós devemos apreciar fatos e não pessoas, independentemente da capa do processo. Quando eu estava trabalhando, as pessoas que faziam jus a um benefício legal eram beneficiadas, independentemente de ser ricas ou pobres. O que ocorre é que os casos que envolvem pessoas de maior poder aquisitivo se tornam emblemáticos, e quando elas conseguem obter algum benefício legal, surge na população e na imprensa a sensação de que foram indevidamente beneficiadas apenas por serem mais abastadas. Em contrapartida, quando um réu pobre obtém idêntico benefício, num caso semelhante, tal fato não é divulgado.


‘Parte da imprensa age por impulso’


Voltando à cobertura jornalística, como foi a sua relação com os jornalistas? Não houve realmente quem tenha se interessado pelo processo? Há quem diga que o senhor não queria falar…


Não, pelo contrário, eu sempre quis dar entrevista. Só que aconteceram fatos que me assustaram. Em várias entrevistas com os meus advogados, eu me recordo que eles levavam os autos, mostravam os autos aos jornalistas, depoimentos, laudos, e quando o programa era apresentado na televisão, isso não era mostrado, nenhum depoimento. É claro que eu não podia me sentir à vontade para dar entrevista, diante desse contexto. Rezei muito para que um dia um jornalista viesse expor os fatos como aconteceram, expor o que estava no processo, colocar os depoimentos, os laudos, é só isso que eu sempre pedi. Eu não agüentava mais ser massacrado com versões que não correspondiam ao que estava nos autos. Isso é um sofrimento também. Eu sei que tem muita gente sofrendo com isso, mas essa dor moral machuca bastante também. Você está convicto de que agiu em legítima defesa, pelo menos na minha opinião, e assistir a versões que não correspondem à realidade dos autos… Isso realmente incomoda muito. Eu nunca omiti os autos de ninguém. Pelo contrário, sempre, quando os jornalistas me ligam, eu falo: ‘O processo criminal é público, ao contrário do processo administrativo. Ele contém todos os depoimentos. Se o senhor quiser consultar antes de fazer a entrevista…’ Mas parece que poucas pessoas têm interesse em ir atrás do processo, talvez pelo volume, ou pela pressa de dar uma outra versão dos fatos, que é mais rápido… Realmente eu não sei o que acontece.


O senhor se referiu à televisão. Repórteres de jornal também agiram assim?


Infelizmente, a maioria da imprensa. Parte da imprensa parece que às vezes age mais por impulso do que aquele objetivo de descobrir o que realmente aconteceu.


O senhor não deu entrevista, mas os seus advogados, sim. O senhor tem conhecimento da reação dos jornalistas ao ter contato com a versão da defesa?


O que eu posso dizer é que sei que muitos ficam impressionados ao ler os depoimentos. Mas infelizmente, ao mesmo tempo, acabam não divulgando os depoimentos. Até hoje não consegui entender o motivo disso.


O senhor se considera marcado pela sociedade como um assassino?


Ainda que eu seja absolvido, é claro que as pessoas sempre vão associar o meu nome como o do promotor envolvido nesse episódio. Não obstante, eu tenho recebido muito apoio de muita gente. Inclusive, após a divulgação das alegações finais, que continham depoimentos do processo, eu recebi e-mails de pessoas que eu não conheço e que acabaram descobrindo o meu e-mail, meus pais recebem cartas, também de pessoas que a gente não conhece, manifestando apoio. Muitos até dizem que mudaram de opinião, após tomarem conhecimento do que estava nos autos, e isso me dá uma força que eu não tenho nem como explicar. Eu seria injusto se dissesse o nome de cada uma dessas pessoas, porque eu iria me esquecer de alguém, porque foram muitas. Não só essas pessoas, como no dia-a-dia. Às vezes eu vou no posto de gasolina, algum frentista que eu não conheço vem me dar apoio, fala que sabe que como os fatos ocorreram. Isso é até algo que eu não esperava…


Onde o senhor acha que o frentista conseguiu a informação?


Acredito que pela internet. A internet é um meio que hoje está ao alcance de um número maior de pessoas. Há depoimentos nos sites, e isso é muito bom, porque é uma luta difícil. Ainda que seja um meio que divulga muita informação, é uma luta desleal contra a televisão, por exemplo. Mas cada uma dessas pessoas que vem me apoiar vale muito. Eu não considero o número de pessoas que estão me apoiando. Eu considero uma pessoa que vem ali me dar apoio, que sabe o que aconteceu, mais pela qualidade da informação que ela teve, e isso me motiva muito.


‘Se possível, leiam o processo’


O senhor tem recebido ofensas por causa da outra versão?


Por incrível que pareça, isso nunca aconteceu.


Nunca?


Nunca. Eu agradeço a Deus todos os dias por isso. Eu, desde o início, logo que cheguei em casa, depois que eu estava preso, eu tinha esse receio, mais de uma semana sem sair de casa, de sair na rua e ser ofendido. Não sei se é uma providência divina, mas eu acabo encontrando no meu caminho só pessoas que estão ao meu lado, que conhecem o que aconteceu de verdade. Isso eu só tenho a agradecer, não tenho nem palavras para falar.


Em determinado momento, houve, por parte dos familiares e amigos das vítimas, várias manifestações. A sua mãe também acabou indo aos meios de comunicação. Por que se tomou essa decisão?


Essa na verdade foi uma decisão dela e dos meus advogados. Eu achei importante as pessoas conhecerem o que estava se passando também na minha família. Eu não sou um monstro, não sou insensível, meus pais também, eles sofrem bastante, eles não são da área jurídica. Por isso eles sofrem ainda mais. Infelizmente, tem hora que eu queria que esse sofrimento todo ficasse só comigo, mas não tem como. Os familiares acabam sofrendo, os amigos… Muita angústia. Mas acho importante as pessoas tomarem conhecimento do outro lado, pelo menos em parte, dessa situação.


Cabeça de jornalista é parecida com cabeça de promotor: em princípio, ambos privilegiam a acusação e não gostam muito de defender quem quer que seja. Não explicaria determinados abusos cometidos pela mídia?


O trabalho do promotor e do jornalista tem uma semelhança. Mas antes de atacar alguém deve-se buscar a verdade dos acontecimentos, não se basear em boatos. O promotor de justiça, ao contrário do que a população pensa, não é um acusador implacável. Antes de exercer o direito de acusar, é um fiscal da lei e da Constituição. Por isso, pode pedir a absolvição dos réus, não é obrigatório pedir a condenação dos acusados.


O senhor pedia absolvição?


Com certeza, e isso me dá tanta satisfação quanto me dava uma condenação. Por exemplo, um réu estava preso havia dois anos em Mairiporã. As provas em princípio eram no sentido da condenação, mas analisando o caso com mais profundidade pedi a absolvição no Tribunal do Júri. Lembro que ele saiu chorando, esse júri foi um dos que mais marcaram a minha carreira, porque eu vi que estava fazendo justiça. Eu estava preocupado em pedir a absolvição porque no início, aparentemente, havia indícios, mas alguns detalhes conduziam à inocência. Qual não foi a minha surpresa quando, após pedir a absolvição, que foi unânime pelos jurados, a juíza e os advogados subscreveram um ofício ao corregedor-geral do MP elogiando a minha atuação…


O que o senhor pensa sobre a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público de suspendê-lo liminarmente com base em notícias?


Eu respeito a posição do Conselho, embora não concorde. Agora cabe a mim exercer o meu direito de defesa no Conselho.


O que o senhor tem a dizer aos jornalistas que estão cobrindo o seu caso?


Respeito a profissão de jornalista. É importante para a democracia. Só espero que ajam com isenção e que, se possível, leiam o processo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 28/04/2011 Andréia Ferreira

    Gostaria de saber se foi escrito alguma matéria no OI sobre a vida e a morte do ativista italiano Vittorio Arrigoni que foi morto na Faixa de Gaza em 15/04/11. Dei uma procurada na edição passada e não encontrei nada.

    Poderiam também me informar se os livros dele (Stay Human e Gaza) tem publicação no Brasil e por qual editora ?

    Obrigada,
    Andréia.

  2. Comentou em 13/05/2009 flavio jose

    Achei o site bem interessante,continuem assim, nos deixando bem ligado no planeta.

  3. Comentou em 30/10/2007 Marco Antônio Leite

    Bandarra e Faria, vocês são capim do mesmo pasto. Quem não esta entendendo nada sou eu, e para melhorar minha cachola, acaba de chegar no pedaço a filosofa Débora, quanta intelectualidade junta, que maravilha, gora vai. Ou não? Com a palavra os direitistas do sistema neoliberal!

  4. Comentou em 30/10/2007 Felipe Faria

    o Marco Antonio decidiu que um tenente do exercito brasileiro é inimigo do trabalhador e portanto é justo matá-lo….mas ficaram todos loucos? Quem te deu procuração, sr Marco Antonio? Percebe que a vida humana para o senhor não tem valor algum? Percebe que confunde adversarios com inimigos?

  5. Comentou em 30/10/2007 Marco Antônio Leite

    Você continua misturando alho com orvalho. Em momento algum eu disse que matar Lamarca foi justo. Procure interpretar corretamente o comentário, foi justo sim, o Lamarca matar um inimigo do trabalhador. No entanto, parece-me que estamos fora de foco, pois o assunto em tela é sobre o promotor que matou um jovem, sem ao menos dar-lhe direito a se defender. Ato covarde, não devemos aceitar. Voltando ao assunto Lamarca, ele foi morto a mando da elite fétida da época. Isto porque, eles alegavam que se porventura o comunismo chegasse ao poder através da força, eles teriam que abandonar o barco, ou pedir asilo ao Paraguai, gente covarde, é ou não é, fala a verdade jovem direitista inconsciente? Para o senhor Bandarra, tirar a vida de traidores do povo brasileiro, com certeza a própria natureza nos concede licença para tal fim!

  6. Comentou em 28/10/2007 Carlos N Mendes

    Isso tudo posto (259 comentários, enquanto escrevo este), alguém aí acha que o sr. Thales tem condições de exercer o ministério público ? Entregaria seu destino da mão deste senhor ? Inocente ou culpado, o fato é que o corporativismo de seus pares, que o nomearam para um cargo no interior de São Paulo, antes mesmo dos fatos de Bertioga ficarem esclarecidos, prejudicou muito mais que ajudou o promotor. Muito parecido com alguns CRMs brasileiros, que se eximem de punir médicos que cometeram erros graves contra seus pacientes. Mais que um assassinato, deveríamos debater o quanto o corporativismo profissional já prejudicou os cidadãos deste país. Inclusive os que além de cidadãos, são advogados também.

  7. Comentou em 26/10/2007 Fábiod de Oliveira Ribeiro

    Caro jornalista! Seu silêncio em razão da minha demonstração da mais absoluta disposição de debater uma questão que envolve um conflito entre um advogado e seu colega jornalista muito me estranha. Dei uma prova clara de ausência de CORPORATIVISMO e o senhor se limita a dizer que eu INFELIZMENTE não segui o conselho de não debater com jornalistas. Não segui e não seguiria, pela simples razão que só as pedras e os mortos não debatem (mas há controvérsia, porque tem gente que acredita em espíritos debatedores). Não sei que tipo de jornalismo o senhor pratica, mas desconfio que deve sentir saudades do Regime Militar, que como todos sabem foi muito bema colhido por vários jornalistas (e advogados também).

  8. Comentou em 26/10/2007 Maria Izabel L. Silva Silva

    Otima matéria!Ótima entrevista! Parabens ao José Paulo e ao OI! Informação de primeira qualidade!

  9. Comentou em 25/10/2007 Fábio de Oliveira Ribeiro

    Caro Jornalista! Você é um excepcional seguidor de Arthur Schopenhauer. Acusa-me de preconceito para disfarçar seu partidarismo. Disfarça o próprio CORPORATIVISMO (qualquer leitor percebe que você defendeu os dois jornalistas atacando-me) dizendo que os advogados são CORPORATIVISTAS. Ignora subrepiticia e deliberadamente o CORPORATIVISMO de Promotores e Desembargadores porque sabe que o mesmo milita em favor do réu. O mesmo réu que você deseja ver absolvido sob os auspícios de uma pretensa ‘isenção jornalistica’. Bem que me disseram para não debater com alguns jornalistas. Os que não astuciosos usam com maestria a primeira e terceira pessoa para se esconder atraz do Véu de Maia (se não entendeu a referência a Shopenhauer, vá estudar filosofia). E de quebra estude um pouco de lógica formal, porque a sua anda avariada em razão do partidarismo. O partidarismo que você disfarça é o mesmo que informa aqueles que dizem aqui que os garotos desarmados eram uma gangue perigosa. O único cara perigoso da história era o Promotor, que armado fez buracos suficientes para matar um e quase aleijar outro. Quanto tempo vai demorar para vocês defenderem o Promotor com o mesmo arqumento do Chico Picadinho? ‘Ele não matou ninguém, apenas fez os furos. Quem matou foi Deus. Se Deus não quisesse matá-los estariam andando por aí neste exato momento.’

  10. Comentou em 25/10/2007 Arno Esquivel

    Aos que comungam as idéias dos Bandarras: a isençaõ pressupõe oportunidades iguais; isto é que eu me referi no comentário anterior (a série de reportagens culminou com a extensa entrevista do acusado e esta abordagem – entrevista – foi permitida apenas ao acusado). O acusado resolve falar no quinto artigo da série, assim do nada? Como avaliar observações retiradas dp processo, fora do contexto? Os depoimentos apresentados não podem ter sido escolhidos e montados para favorecer determinada posição? PODEM. Mas não quer dizer que assim sejam. Então, é preciso ver a versão do outro lado – entrevista com igual destaque e abrangência – para avaliar uma ou outra versão como manipulação ou não. Não é isto a síntese de um julgamento isento. No comentário anterior, censurado pelo site com este tenebroso [ ] (ver abaixo), o que eu disse foi (se é que não vai ser censurado de novo): quem lustra sapato alheio, não consegue ficar de pé (e sem quaisquer segundas intenções!

  11. Comentou em 25/10/2007 Ivan Berger

    Todo mundo faz bobagens na vida,o problema é que algumas são irreparáveis,e quando há perda de vidas, não há atenuantes que sirvam. Mesmo a tese de legítima defesa é questionável quando alguém usa um revólver contra quem está desarmado,baseada na suposição,como no caso,de que poderia ser linchado. Aí a discussão entre em outro terreno. Como saber se o promotor seria de fato linchado caso não tivesse feito os disparos ? Não há como saber.Outra questão difícil de responder é estabelecer os limites de uma agressão. Ameaças,escoriações,o corridão que a malta impôs ao promotor, justificam o uso da arma ? Parece claro que o promotor não quis pagar para ver. Sentindo-se ameaçado, optou pelo recurso extremo. Esse é um elemento concreto e deve pesar contra o promotor, como o próprio fato de andar armado, pois ninguém anda armado à toa,e o cargo de promotor,que eu saiba,não justifica que o sujeito leve um revólver até mesmo à passeio. Enfim,como já disse anteriormente, apesar do esforço do Lenyi em aliviar a barra do promotor, neutralizar a mídia não deve bastar para emplacar a tese de legítima defesa.

  12. Comentou em 25/10/2007 Marco Antônio Leite

    Estamos diante de um quase “anjo” que aniquilou a vida de um jovem que havia insultado sua namorada. Muitos aqui, estão contra esse homem sofredor, que para resolver uma questão de só menos importância, sacou de arma, a qual carregava inocentemente à cintura e fez apenas dose disparos contra o cidadão que mexerá com sua amada de final de semana. Senhores, tenham piedade desse homem, não sejamos coração de pedra, perdoar é uma grande virtude que poderemos transportar em nossas mentes. Ele é apenas mais um assassino, hoje em dia matar virou moda, se mata até pôr um pedacinho de pão. Não se assustem com tal atitude, esperamos que esse angelical moço de família seja julgado e condenado há pelo menos trinta anos de cadeia. No xadrez, terá tempo suficiente para fazer quantas reflexões forem necessárias pelo ato cometido. Não joguem pedra no telhado desse ingênuo homem do MP, amanhã poderão jogar uma pedreira em nossas cabeças.

  13. Comentou em 25/10/2007 Fábio Carvalho

    Prezado Arno Esquivel, esse é o último de uma série de artigos. Na semana passada, a entrevista foi com o procurador de Justiça Rodrigo Pinho, responsável pela acusação. O link está ao final do texto (‘A imprensa tem trabalhado bem’, diz o chefe do MP de São Paulo). Sugiro que o senhor também leia outro artigo do jornalista José Paulo Lanyi, onde há a íntegra de depoimentos prestados em juízo (O relato do acusado e das testemunhas). Faço destaque para o depoimento de Felipe Siqueira Cunha de Souza, que também foi alvejado por disparos da arma do promotor, mas sobreviveu à tragédia. Felipe era amigo de Diego Mendes Modanez, que morreu em decorrência dos ferimentos.

  14. Comentou em 25/10/2007 Henry Fulfaro

    No momento não tenho intenção de matar ninguém, mas se por acaso tiver, em vez de um advogado vou contratar o Sr. Lanyi.

  15. Comentou em 24/10/2007 salete pretto

    Desequilibrados geralmente compram armas e as usam dessa maneira. Depois do ato cometido, geralmente por motivo fútil, fazem o que todo desequilibrado faz:inventa um monte de desculpas e pior, chorando!Perdi um colega de trabalho no trânsito. O motivo foi ele ter chamado um motoqueiro que havia ‘cortado’ a frente de seu carro, de barbeiro. O motoqueiro, na sinaleira seguinte, desceu da moto e matou meu colega com um tiro. Depois disso, o desequilibrado ‘caiu em si’ e queria morrer por ter feito tamanha bobagem. Meu colega, então com 25 anos, deixou mulher e filho de 2 anos de idade. Convenhamos, 12 tiros para se defender? Soberba demais é o motivo que levou esse promotor a se tornar assassino. Namorados meus passaram por essa saia justa de ouvirem piadinhas de mau gosto, mas nenhum, ainda bem, era desequilibrado e, portanto, não necessitavam andar armados.Estamos todos vivos e felizes.

  16. Comentou em 24/10/2007 José Murilo Bonetti

    Sempre acreditei que esse rapaz não era maluco, entre acreditar em um jovem promotor e acreditar em ratos de praia o bom senso indica a decisão de pessoas razoavelmente inteligentes.
    Ainda mais que com um pouquinho de visão, muito pouquinho mesmo, não dá para acreditar nessa imprensa libertina praticada no Brasil. Com a ditadura acabou-se confundindo liberdade com irresonsabilidade. Estou satisfeito em conhecer os fatos.

  17. Comentou em 24/10/2007 ricardo feltrin costa

    sei, sr. Lanyi… legítima defesa contra vítimas desarmadas. se o promotor se indignou com os gracejos dos rapazes que defendesse a honra de sua namorada com os punhos. mas parece que isso é exigir demais de um rapaz bem-educado, não é mesmo? percebo também um mal-dissimulado machismo: te pergunto, se as vítimas fossem mulheres, baleadas pela namorada do promotor por terem mexido com ele, vc também acharia a conduta legítima e ‘inevitável’? andemos todos armados, pois. nas escolas também, por que não? tudo em defesa da honra.

  18. Comentou em 24/10/2007 Paulo Perez

    Parece que alguns estam trocando as bolas aqui. Primeiro, o próprio Thales afirmou que os jovens o inicialmente só o agrediram VERBALMENTE, e, depois da reação do Promotor passaram, inicialmente, a duvidar de sua condição e depois, a persegui-lo por duvidarem da autenticidade da arma. Não houve perseguição ou agressão (sequer ameaça) antes da arma aparecer no cenário, aliás antes da reação do Promotor. Se Thales virasse as costas e fosse embora não haveria agressão alguma! Isso está nas suas afirmações! (Já imagino a cena do tipo: ‘Vocês sabem com quem estão falando?’)
    Segundo, comparar um agente politico do estado com o caso do indio galdino, ou da empregada do Rio, é balela! O indio estava dormindo e foi queimado vivo, a outra foi agredida desde o início, sem chance de defesa. No caso o Promotor ficou nervoso porque ‘zombaram’ de sua garota. Oras, se não agisse como um celerado nada teria acontecido. Por que foi tomar satisfações? Porque estava armado! E isso o jornalista demonstrou claramente! Repito, antes da reação não havia agressão, só palavras. Não dá para comparar!
    No mais, a dita companheira, ao que parece, por informações de tv e jornais, abandonou Thales, então sua demonstração de ‘macheza’ não valeu nem para segurar a garota. Tirou a vida de inocentes (não eram criminosos ou traficantes, mas esportistas) por uma menina que, aparentemente, nem ficou com ele….

  19. Comentou em 24/10/2007 Felipe Faria

    e nem se o procurador tivesse provocado, a legitima defesa estaria eliminada. ….http://www.fragoso.com.br/cgi-bin/heleno_artigos/arquivo13.pdf

  20. Comentou em 24/10/2007 Felipe Faria

    Marco, você escreve ‘muito paupérrimo’ e vem reclamar da redação dos outros? Me responda se a empregada poderia reagir se pudesse, ou você acha que ela tinha que apanhar quietinha?

  21. Comentou em 24/10/2007 André Falavigna

    Há algo que me chama a atenção nessa história: é impressionante o número de pessoas que ainda não compreenderam o quão útil foi esse trabalho e o enorme valor jornalístico que ele comporta. Embora em quantidade menor do que em outras ocasiões, ainda há muita gente agindo conforme o primeiro impulso que lhe vem à veneta, desde a avaliação do caso até, o que é pior, à avaliação da série de matérias. Os caras querem o promotor preso e pronto e porque sim e acabou. Qualquer tentativa de entender o que aconteceu é qualificada de interessada. De minha parte, não sei se o promotor é culpado ou não. O que sei é que, não fosse esse trabalho exposto aqui no OI, estaríamos todos muitíssimo menos preparados para avaliar a justeza de nossas leis e de sua aplicação. Se isso não for jornalismo, não sei mais o que possa ser.

  22. Comentou em 24/10/2007 Marco Antônio Leite

    Caro jovem moçoila, escreva algo que possamos entender, sua redação é muito paupérrima, ela deve morar nos guetos da vida. Procure reagir cidadão, ler é muito importante para que possamos, pelo menos, escrever uma redação com no mínimo vinte linhas. Estude guri, estude para valer, pois homem só vale aquilo que ele tem de cultura e sabedoria, o resto é o restolho do rebotalho que vai a reboque na ignorância da massa atrasada.

  23. Comentou em 24/10/2007 Felipe Faria

    Paulo Perez, a empregada que apanhou não estava armada e nem reagiu ou provocou. Apanhou para caramba.

  24. Comentou em 24/10/2007 Eni Maria Martin de Carvalho

    Parabéns, Dines, pela abordagem do assunto de maneira tão lúcida.
    Há de se ter coragem, mas, é importante que a imprensa relate o caso exatamente como foi, pois, nesse caso, sempre se teve a impressão que o promotor estava saindo de uma festa, somente dois jovens se aproximara, mexeram com sua namorada e ele atirou matando um deles. Logicamente se deve entender a dor da família do rapaz que morreu, mas a verdade deve prevalecer sempre. Espero que muita gente tenha visto o programa, pois o Estadão só publicou uma notinha lá no C3. Tenho alguns comentários publicados no Fórum dos Leitores do Estado e no Painel de Folha e escrevi hoje sobre o caso em pauta. Vamos ver se eles publicam.

  25. Comentou em 24/10/2007 celenei santos

    Julgo impressionante como o srº Thales não consegue ser convincente, será que ele realmente acha que um frentista acessa a internet para ler as informações sobre esse caso? Fala sério.

  26. Comentou em 24/10/2007 celenei santos

    Julgo impressionante como o srº Thales não consegue ser convincente, será que ele realmente acha que um frentista acessa a internet para ler as informações sobre esse caso? Fala sério.

  27. Comentou em 23/10/2007 Manoel Guarino

    A partir de agora fico na dúvida, de como definir o perfil de um criminoso’.
    Neste país não falta ver mais nada. É o fim.

  28. Comentou em 23/10/2007 Melquisedec Inocencio

    A justiça é cega??? só se for para pobre e morto, Uma pessoa totalmente desiclilibrada, sem porte de arma (depois arrumaram um porte), disse que tentaram matar-lo, quem estava armado era ele, quem deixou os direitos de homem, foi ele. Animal tem que esta na cadeia, não recebendo dos nosso bolsos para ficar viajando, e dizendo que esta afastado do trabalho, que trabalho esse ANIMAL trabalha????

  29. Comentou em 23/10/2007 Melquisedec Inocencio

    A justiça é cega??? só se for para pobre e morto, Uma pessoa totalmente desiclilibrada, sem porte de arma (depois arrumaram um porte), disse que tentaram matar-lo, quem estava armado era ele, quem deixou os direitos de homem, foi ele. Animal tem que esta na cadeia, não recebendo dos nosso bolsos para ficar viajando, e dizendo que esta afastado do trabalho, que trabalho esse ANIMAL trabalha????

  30. Comentou em 23/10/2007 José Truda Júnior

    O promotor, enfim, se revela. E depois dessa série, a imprensa não se sentirá mais à vontade para, como gosta de fazer, condenar antes da sentença. Se tivesse que apostar, acho que dificilmente o promotor escapa de uma condenação, ao menos em primeira instância. Mas já não terá mais a mão pesada da mídia contra si.

  31. Comentou em 23/10/2007 Fábio Calegari

    SINTO-ME ENVERGONHADO COMO ADVOGADO ao ler um estudante de Direito escrever tais absurdos, mas democracia é isto.

    Já está cansando ver este povo postando sem ler as materias. 1- O promotor explicou o porquê de estar armado; 2- Ele explicou o porquê de estar na arma naquele momento; 3- Onde está na Lei que o cidadão deve permanecer passivo a uma ofensa daquele tipo? Lembrando que o mesmo só sacou a arma depois que os covardes vieram para cima. Faço um apelo ANTES DE POSTAR AQUI LEIAM A MATÉRIA E OS DEPOIMENTOS DAS TESTEMUNHAS neste link http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=453CID002, inclusive da testemunha que era conhecido dos rapazes.

  32. Comentou em 23/10/2007 Fabiana Lima

    Excelente reportagem. São trabalhos assim que mostram como é possível ter um jornalismo de alto nível. Infelizmente ainda existem pessoas que se recusam a ler o processo, por preguiça ou incapacidade de compreensão, e continuam emitindo opiniões tão absurdas que nem mesmo a rapaz que levou o tiro pensa assim. Antes de escrever e falar besteiras acho que essas pessoas deveriam se dar ao trabalho de ler o processo que está na Internet (colocado pelo próprio Tribunal de Justiça)

  33. Comentou em 23/10/2007 Christine P. de B. Prado

    Eu também acredito na justiça e creio que os tribunais são sim órgões sérios,e certamente o promotor thales com a benção de Deus vai ser absolvido;um rapaz tão jovem assim não ocuparia um cargo dessa natureza se realmente não fosse capaz.A atitude da mãe desse jovem em vir a público só reforça a minha convicção.estou rezando para que Deus e Nossa Senhora de forças para que toda a família possa suportar essa provação.Abraços.

  34. Comentou em 23/10/2007 Rachel Mattos

    Para os leigos, que não conhecem o meio policial ou do Ministério Público, por favor não falar a bobagem que membros dessas instituições não deveriam andar armados. Caso vocês não saibam, se bandido por acaso descobrir a funcional, eles matam sem dó. De forma que essas pessoas só podem se proteger andando armadas. É um direito previsto na Constituição visando justamente proteger as pessoas que exercem essas funções. O fato de ele estar armado não tem nada a ver com o certo ou o errado da situação, que para mim constitui legítima defesa. Agora façam o seguinte exercício mental: o que teria acontecido se ele tivesse apanhado e as ‘vítimas’ tivessem pegado a arma do Promotor.??? Ele teria sido morto, o que fica cabalmente demonstrado pela agressividade das vítimas, que mesmo vendo que o Promotor estava fugindo e já tinha dado tiros de advertência, continuaram perseguindo-o e ainda tentaram arrematar sua arma.

  35. Comentou em 23/10/2007 Diego Genta

    Gente, um pouco de calma. lembrem de outros casos típicos de exagero da mídia e depois, ao se provar inocência, silêncio total. Não digo que o rapaz seja inocente, nem sei se é verdade o que a mídia tanto diz dos doze tiros. tinham 12 balas no morto e no seu amigo? não tenho certeza, assim como não tenho certeza se o que li aqui é verdade. Atenham-se aos fatos, e a justiça reúne os FATOS no processo. Não defendo esse rapaz, não o conheço, sou engenheiro e tenho raiva da impunidade. Mas lembrem-se de outros casos, como o da Escola BASE na Aclimação, sp. lembram? destruíram a vida de um monte de gente. indenizaram um dos donos.. APÓS SUA MORTE. cuidado com o que é publicado, com o que se lê. A imprensa não é muito cuidadosa com o que publica. Apenas fiquem mais atentos… e verão muita coisa estranha sendo publicada.
    obs; sinto por falta de maiúsculas em alguns pontos, o shift está quebrado…
    Um grande abraço a todos, e tenham calma ao lerem uma notícia.

  36. Comentou em 23/10/2007 Marco Antônio Leite

    Não existe justiça de ‘DEUS, pois ele é igual ao papai-noel, somente existe na cabeça daquele que foi doutrinado e alienado, caso existisse ele não faria justiça em hipótese nenhuma, isto porque a igreja diz que ele só faz o bem. Portanto, não se trata de um justiceiro, bem como a Justiça dos homens nem sempre é justa. No caso desse promotor, ele matou pôr deleite, para exercer a legitima defesa tem outros meios, matar nunca foi a solução, bem como ninguém tem o direito de tirar uma vida, seja ela qual for e pôr qual motivo estiver no bojo dessa maluquice.

  37. Comentou em 23/10/2007 Flavio Prudente

    ..cansei de ver pessoas sendo espancadas na praia , carros sendo pisoteados,,,,concluo que o promotor agiu em legitima defesa,,,,,se ninguem tivesse provocado a garota nada disso teria acontecido , deve ser duro para os pais que perderam o filho , mas ele , infelizmente , agiu errado…esta eh minha opiniao.

  38. Comentou em 23/10/2007 Paulo Bandarra

    Ora, sr Nelson Gonçalves, mal feitores e acostumados a andar em bando mexeriam com a mulher dos outros se estivessem sozinhos ou se o outro era bem menor e mais fraco? A sua defesa é de que bandidos podem atacar as pessoas pois estas não tem direito a se defenderem. Devem calar e continuar adiante para não provocar encrenca com encrenqueiros! As declarações dos agressores foram muito claras de que estavam acostumados a agredir as pessoas. Quem não aprende educação em casa pode acabar tendo que aprender na rua, principalmente quando corre atrás da lição por cem metros! A culpa do promotor foi a de não estar sem meios de se defender como ocorreu com as vítimas da gangue dos pitbull ou o índio galdino! Estas forma vítimas boas! Morreram sem reagir! Tods tem o direito de apanhar na cara satisfeito, mas não tem o direito de pedir que os outros não aceitem esta humilhação! Não precisa nem ir a cem metros de distância! Borat mexeu na saida de um show nos EUA e o marido da vítima revidou com um soco em seu nariz! Devemos ensinar as pessoas a respeitar os outros, mais fracos e em menor número, do que pedir que as pessoas aceitem apanhar como cachorro na rua as mãos de bando de mal feitores!

  39. Comentou em 23/10/2007 Mario Macieira

    Não sei como esse elemento espera que alguem acredite nessa versão desse assassinato. Como promotor, foi inabil, imprudente, se valeu de estar armado, se valeu de ser promotor e sobre tudo quis aparecer para namorada. Inferlizmente o judiciário esta infestado desses playboys que acham que estão acima da lei e de tudo. Espero que o sr. seja julgado, condenado e expulso do serviço público

  40. Comentou em 23/10/2007 henrique de oliveira oliveira

    Alem de assasino é um mentiroso e cara de pau esse sujeitinho já era encrequeiro desde criançinha é um verdadeiro safado como seus pares no mp

  41. Comentou em 23/10/2007 Alberto Madeiros

    Gostaria de parabenizar oJose Paulo Lanyi, pela matéria, é asim que se faz jornalismo, dando o direito de defesa a todos. E acho que o Promotor tem todo o direito.
    Um forte e fraterno abraço.

  42. Comentou em 23/10/2007 Cintia B

    só um babaca saca uma arma e fica gritando que é promotor por um motivo tão estúpido…

  43. Comentou em 23/10/2007 Marco Antônio Leite

    “Residência” de assassino é num presídio de segurança máxima. Não venham os pseudo conhecedores da LEI penal dizer que esse cara tem o direito à ampla defessa. Porque então os criminosos do colarinho encardido não tem esse mesmo direito. Cana nele!

  44. Comentou em 23/10/2007 Luis Carlos Monteiro

    Dessa entrevisa pode-se nanlisar o seguinte:

    1- Ele cometeu um excesso em andar armado num ambiente com este;

    2- Ele deve pagar no mínimo pela impridência de andar armado, sacar a arma e dar tiros de advertência;

    3- Sendo franzino como está escrito na entrevista e não estando armado, ele jamais responderia as ofensas que sua namorada sofreu.

  45. Comentou em 23/10/2007 Guilherme A

    É fácil acusar sem ter estado na situação real dos fatos. E deve ser fácil, também, dar voz de prisão para uma horda de ignorantes que estão vindo em sua direção para atacá-lo.

  46. Comentou em 23/10/2007 Felipe Faria

    As coisas parecem se clarear. vamos fazer um simples exercício. Vamos supor que os fatos se desencadearam de acordo com o relato do promotor. É difícil acontecer de um bando de machos desacompanhados de mulheres se comportar desta maneira no país? Alguem duvida que isto aconteça nas noites das grandes cidades brasileiras? Afinal, pode uma mulher sozinha andar pelas ruas destas cidades em segurança? Que se verifique a realidade dos fatos, mas, tendo acontecido o ocorrido como relatado pelo promotor, ele não tem muitas opções. Fugir e se não conseguir, reagir. Mas será que este pessoal nunca ouviu que não se deve bulir com a mulher dos outros?

  47. Comentou em 23/10/2007 TEOBALDO COSTA

    Excelente reportagem e análise sobre a imprensa que prejulga!!! de uma coisa eu tenho certeza: estes jovens eram covardes e agiam em grupos. Aí vem a imprensa tratando-os como inocentes jovens…blá,blá,blá… tcu nos pedágios dos tucanos já! abs a todos!

  48. Comentou em 23/10/2007 sergio city

    Mas que coisa estranha !!!
    A quem o IG esta servindo ???
    Isso é assunto para manchete ??? O cidadão é amigo de quem no site?
    VERGONHA DE JORNALISMO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  49. Comentou em 23/10/2007 reginaldo paulo

    Queria parabenizar o ig., por esta matéria sobre o promotor Thales gostaria de prestar minha solidariedade ao mesmo. Sim isto mesmo! pois se ele não tivesse agido da forma como foi, talvez ele estaria morto. A rede record fez o sensacionalismo muito grande em cima do acontecido porém não procuram ouvir a versão do mesmo, e acredito piamente que o que o Dr. Thales disse nessa reportagem seja verdadeiro

  50. Comentou em 12/02/2007 Ricardo Matos

    Vocês não vão apoiar os margianais que mataram a criança no Rio?! Assim o Dines vai ficar desmoralizado no PT! Cadê o Viva Rio?! Os sociólogos?! E o Henri Sobel!?

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