Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CADERNO DA CIDADANIA > CUBA

Organização saúda a libertação iminente de dois jornalistas

Por Comitê para a Proteção dos Jornalistas em 26/02/2008 na edição 474

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas saúda as notícias sobre a libertação iminente de dois jornalistas independentes cubanos. Ambos foram detidos durante uma repressão massiva contra a dissidência e a imprensa independente cubana há quase cinco anos.

Miguel Angel Moratinos, ministro espanhol de Relações Exteriores e Cooperação, anunciou hoje que as autoridades cubanas libertariam sete prisioneiros. Os jornalistas José Gabriel Ramón Castillo e Alejandro González Raga, que estão no cárcere desde março de 2003, estão dentro do grupo das pessoas que serão libertadas, segundo informações de meios de comunicação espanhóis e fontes do CPJ. Aparentemente, Ramón Castillo e González Raga viajarão em seguida para a Espanha, conforme as informações da imprensa e entrevistas do CPJ.

‘Tranqüiliza-nos o anúncio de que José Gabriel Ramón Castillo e Alejandro González Raga serão libertados’ declarou Joel Simon, diretor-executivo do CPJ. ‘No entanto, estamos muito preocupados com os outros 22 jornalistas independentes que continuam no cárcere e instamos as autoridades cubanas a libertarem todos os que ainda estão detidos.’

O anúncio do governo espanhol foi feito depois da realização de uma reunião entre representantes do governo da Espanha e de Cuba na segunda-feira, em Madri. Moratinos explicou à imprensa que ‘é uma decisão unilateral das autoridades cubanas, que nós apreciamos e sobre a qual expressamos a nossa satisfação’. Em março de 2007, uma delegação do CPJ reuniu-se com Trinidad Jiménez, secretária de Estado para a América Ibérica do Ministério de Relações Exteriores e Cooperação, e entregou informações detalhadas sobre o estado dos jornalistas cubanos encarcerados.

Saúde deteriorada

Ramón Castillo, diretor da agência de imprensa Instituto Cultura e Democracia Press na província oriental de Santiago de Cuba, e González Raga, jornalista free-lance na província central de Camagüey, foram detidos durante uma repressão massiva ocorrida em março de 2003. Depois de julgamentos superficiais a portas fechadas, Ramón Castillo recebeu uma pena de 20 anos de prisão e González Raga foi sentenciado a 14 anos sob o Artigo 91 do Código Penal cubano, por atuarem contra a ‘independência do Estado cubano ou a integridade de seu território’. Eles informavam sobre notícias ignoradas pela imprensa oficial cubana e enviavam seus artigos, por fax ou telefone, a meios de comunicação e sites no exterior.

A saúde de ambos os jornalistas havia se deteriorado seriamente desde a detenção, segundo investigações do CPJ.

Com outros 22 jornalistas presos, Cuba continua sendo o segundo maior encarcerador de jornalistas do mundo, depois da China. Vinte dos jornalistas foram detidos em março de 2003. [Nova York, 15 de fevereiro de 2008]

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CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, e se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo

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