Sábado, 21 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CADERNO DA CIDADANIA > ANTITABAGISMO

Publicidade funciona com público jovem

Por Lia Segre em 01/06/2010 na edição 592

Dados da Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETab) revelaram que jovens estão conscientes quanto aos malefícios do cigarro e o avanço pode estar relacionado a propagandas antitabaco institucionais. Em seminário da Associação Brasileira de Estudos o Álcool e Drogas (Abead), Valéria Cunha, do Instituto Nacional do Câncer, mostrou que 96% dos jovens entrevistados (15 a 24 anos) acreditam que fumar faz mal e 94,7% acreditavam que o cigarro dá câncer de pulmão.

Os jovens são o principal alvo da indústria do tabaco por serem um tipo de consumidor longevo, consumindo o produto por mais de 10 ou 20 anos.

‘No Brasil, toda conquista que houve foi por associações dos governos estaduais, municipais e federal, junto com a sociedade civil. A indústria de tabaco não acreditava na capacidade da população de compreender que cigarro faz mal, o que se mostrou um erro’, afirmou Valéria.

Nos 30 dias anteriores à entrevista, 41% dos jovens (fumantes e não fumantes) viram publicidade de marcas de cigarro em pontos de venda; 9,9% viram em filmes brasileiros e 15% filmes estrangeiros. 7,3% dos jovens fumantes viram nesse prazo promoção de cigarros, outra forma de publicidade.

Vendedores ambulantes

Quanto à propaganda antitabaco, 65% dos jovens viram algo no rádio e/ou TV, e 33% por outros meios. Porém o anúncio mais eficiente contra o hábito são as advertências nas embalagens de cigarros: 92% viram foto ou advertência, e dessa porcentagem, 68% deles pensaram em parar de fumar.

O desembargador Luis Antonio Rizzato Nunes, professor de Direito do Consumidor, denunciou um método recente utilizado pela indústria do tabaco: vendedores ambulantes, jovens e atraentes, atuando especialmente em festas e casas noturnas. ‘A legislação permite propaganda apenas em outdoor e em pontos de venda, mas está sendo violada.’

O professor explicou que, na época da lei (de 1996), entendia-se como ponto de venda o ‘ponto fixo’ – lojas, padarias, bares, bancas de jornal –, mas hoje há o ‘ponto móvel’, que são os vendedores. ‘Existe movimentos de venda por vendedores ambulantes que vão distribuindo cigarros a jovens e adolescentes’, disse.

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