Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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CADERNO DA CIDADANIA >

Rio & SP, a cobertura distorcida

Por Alberto Dines em 02/07/2007 na edição 439

As diferenças entre a imprensa do Rio e a imprensa de São Paulo são cada vez mais evidentes. Isso é bom no aspecto político porque estimula a diversidade e o pluralismo. Mas no caso da cobertura sobre a violência os contrastes entre os jornalões do eixo Rio-São Paulo criam perigosas distorções.


A chacina na madrugada de sábado (30/6) no Morro do Piolho, zona norte paulistana, quando foram fuzilados seis jovens, é exemplo desta distorção. É décima-quinta chacina deste ano. Apenas a Folha de S.Paulo conseguiu dar uma pequena chamada na primeira página, mas os detalhes da barbaridade foram enfiados lá no fim do segundo caderno de assuntos locais.


Na pequena notícia da primeira página a Folha fala em 25 mortos apenas na zona norte neste ano, mas esqueceram de totalizar as vítimas de todas as chacinas em 2007. São 58 – repito 58.


No Estado de S.Paulo, a batalha do Complexo do Alemão no Rio teve destaque na primeira página, mas nenhuma palavra sobre o assassinato dos seis jovens paulistas, notícia enterrada lá no fim do noticiário local.


Esta disparidade no tratamento do noticiário policial pode ter algo a ver com a rivalidade entre as duas metrópoles e a competição entre seus grandes jornais. Mas a conseqüência mais grave é deformação da realidade.


O Estado Paralelo não é exclusivo do Rio, também existe em São Paulo. Só que a imprensa local não gosta de encará-lo.


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A violência e os jornais de Rio e São PauloO Globo

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