Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CADERNO DA CIDADANIA > MOHAMMED AL-DURA

Tribunal de Israel não pune emissora francesa

03/07/2008 na edição 492

A Suprema Corte de Israel rejeitou, esta semana, o pedido para revogação da autorização de trabalho de uma equipe da emissora France2 no país. A TV francesa é acusada de fraudar a filmagem do assassinato de um menino de 12 anos por soldados israelenses, na Faixa de Gaza, em 2000. ‘Tal medida [a revogação da autorização] pode ocorrer apenas em casos extremos que ameaçam a segurança nacional’, afirmou a presidente da Suprema Corte, Dorit Beinish, acrescentando que a decisão do tribunal não implica nenhum julgamento à veracidade da matéria.


Em setembro de 2000, Mohammed al-Dura e seu pai, Jamal, foram filmados gritando de medo em uma rua de Gaza, encurralados em meio a um tiroteio entre militantes palestinos e tropas israelenses. Depois de mostrar o desespero do garoto, a reportagem da France2 exibia imagens de al-Dura já morto; o correspondente Charles Enderlin informava que ele foi assassinado por israelenses. A morte de al-Dura se tornou um dos símbolos mais fortes da intifada palestina, mas as imagens geraram controvérsia em todo o mundo.


A organização israelense de direitos humanos Shurat HaDin havia pedido à Suprema Corte de Israel para revogar o credenciamento da France2, alegando que ‘a matéria foi encenada com objetivos de propaganda palestina’. O grupo afirma que o menino foi morto por palestinos. Inicialmente, o Exército de Israel aceitou a responsabilidade pela morte de al-Dura, mas voltou atrás, alegando que o incidente teria sido forjado. Informações da AFP [1/7/08].

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