Sábado, 21 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CADERNO DA CIDADANIA > CONVERGÊNCIA

TV na web. Funciona?

Por Alberto Meneghetti em 28/08/2007 na edição 448

Neste mesmo instante em que você está lendo este artigo, certamente milhares de programadores no mundo inteiro estão pesquisando algoritmos de compressão de vídeo mais eficientes para tornar a distribuição e a exibição de vídeos e filmes pela web menos problemáticas e mais prazerosas, do ponto de vista do espectador.

A Euclid Discoveries, uma empresa norte-americana de tecnologia de ponta, deu um grande passo nesse sentido ao desenvolver uma nova técnica de compressão chamada EuclidVision™, que possibilita taxas de compressão que podem atingir a ordem de 15.168 para 1 em certos formatos de vídeo, melhorando a taxa de compressão do formato MPEG-4 em cerca de 460% e cerca de 600% para MPEG-2 e DVDs.

O resultado disso é que o novo algoritmo de compressão, baseado em objetos, consegue reduzir um filme inteiro – que antes media 700Mb – para meros 50Mb, quando compactado com o EuclidVision™. Como é um formato de compressão, quando um player for rodar o vídeo, ele descompactará e compactará dinamicamente o arquivo, mantendo a qualidade com um número reduzido de Megas.

Mesmo assim, alguns anos ainda se passarão até que o computador pessoal se transforme verdadeiramente numa central e entretenimento doméstico. Na verdade, o fator financeiro é bastante preponderante para que uma nova tecnologia prevaleça sobre a anterior. Vejam o caso do Skype. Sucesso absoluto, é utilizado por milhões de usuários no mundo, mas com uma qualidade nitidamente inferior ao da linha telefônica convencional. Só que é de graça (ligando-se de PC para PC), ou bem mais barato em ligações para telefones convencionais. Então toleramos essa imperfeição técnica sem maiores problemas.

Mas pensar em assistir à TV pela web por mais de 10 minutos, com uma programação similar a que encontramos nos canais de TV aberta, ou nos canais a cabo, com uma qualidade sofrível para quem tem uma conexão inferior a 1 Mb (realidade em quase 95% do planeta), é só mesmo para quem gosta de sofrer. Sem a menor dúvida, se faz necessário criar um conteúdo diferenciado para gerar audiência na web.

Bola da vez

Entre as melhores novidades da rede, quando o assunto é vídeo na web, destaco a rede online do diretor Spike Jonze (do badalado ‘Quero ser John Malkovich’), chamada VBS TV, com uma programação diversificada com clipes de bandas, guia de viagem e vídeos de Árcade Fire e Spoon. Sua tecnologia de streaming é eficiente, e roda vídeos em tela cheia sem problemas numa conexão superior a 2 MB. Tem até um controle remoto virtual que facilita a interatividade para seus usuários.

No Brasil, duas iniciativas nesse segmento prometem fazer barulho. O Sumo.TV, uma parceria entre a Cellcast (que produz o game-show Insônia) e a TV Cultura, tem seu conteúdo produzido pelo público e planeja trazer o melhor em vídeos criados por usuários de todo o mundo, além de estimular contribuições nacionais. Seu formato é similar ao do YouTube. Uma equipe faz a triagem dos vídeos e combina o melhor do conteúdo local e internacional.

Já o canal FIZ TV, da Editora Abril, exercita a convergência direta entre a web e a TV através da formação de uma grande comunidade de produção de vídeos, garantindo aos de maior audiência uma participação na futura programação de TV. Seu formato na web, bastante criativo, utiliza a mesma dinâmica de um blog, com participação ativa dos usuários.

Enfim, vamos ser pacientes porque depois da avassaladora invasão dos mp3 na rede mundial de computadores, o vídeo na web promete ser a bola da vez.

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Publicitário, diretor da e21 Digital

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