Domingo, 25 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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CADERNO DA CIDADANIA >

Um grande passo em frente

Por Antonio Paiva Rodrigues em 22/01/2008 na edição 469

A radiofonia brasileira dá um passo largo em busca de uma tecnologia mais atual e avançada. Os rádios analógicos estão com os dias contados. A palavra analógica deriva do grego analogikós e do latim analogicus, fundado na analogia, ou que tem analogia. Pode-se afirmar que é um sistema cuja expressão matemática da relação existente entre suas grandezas físicas é análoga ou semelhante à mesma expressão de outro sistema. Diz-se de uma informação fornecida por um instrumento a um observador, na qual a medida de uma grandeza física é fornecida explicitamente pela medida de uma segunda grandeza que tem com a primeira uma relação biunívoca, podendo assumir valores contínuos e nessa nuança se opõe totalmente ao digital.

Analógica e analogia teriam a mesma sinonímia? Analogia, palavra derivada do grego analogía e do latim analogia; ponto de semelhança entre coisas diferentes, semelhança, similitude, parecença, identidade de relações entre os termos de dois ou mais pares. Semelhança entre figuras que só diferem quanto à escala e semelhança de função entre dois elementos, dentro de suas respectivas totalidades.

Para os mais detalhistas, dizemos que é a relação entre dois fenômenos físicos distintos que podem ser descritos por um formalismo matemático idêntico, a qual pode existir entre um fenômeno elétrico e outro mecânico, entre um acústico e um elétrico; operação lógica mediante a qual se suprem as omissões da lei, aplicando à apreciação de uma dada relação jurídica as normas de direito objetivo disciplinadoras de casos semelhantes. Modificação ou criação de uma forma lingüística por influência de outra(s) já existente(s), como particípios como ganho, gasto, pago, ao lado de ganhado, gastado e pagado, são tradicionalmente considerados formas analógicas cujo modelo provável foi par de formas do latim vulgar como, por exemplo, acceptum/acceptatum.

Vantagens de cada sistema

Na radiodifusão tradicional (rádios AM e FM), a informação é transmitida na forma de sinais analógicos. Com o rádio digital, os sinais de áudio são digitalizados antes de serem transmitidos, o que torna possível obter uma melhor qualidade de som e aumentar o número de estações. As rádios AM passariam a ter uma qualidade de som semelhante às rádios FM (freqüência modulada) e as FM, uma qualidade semelhante aos CDs. Podemos dizer que o rádio digital é o boom do momento, mas ainda não se decidiu qual sistema será melhor para o nosso país. Esses sistemas, segundo especialistas, estão classificados em duas categorias, ou seja, sistemas em que a transmissão do rádio digital é feita no mesmo canal de freqüência utilizado pela estação AM ou FM. Estes sistemas são conhecidos com In-band on – channel (IBOC- In-Band-On-Channel ).

Os sistemas principais são o HD Radio do consórcio Ibiquity (FM e AM). Sistemas disponíveis para freqüências acima de 30 MHz (FM). O FM e Xtra da Digital Rádio Express e o DRM (Digital Rights Management) é uma expressão genérica que expressa tecnologias diversas usadas por gravadoras, estúdios ou donos de copyright com objetivo de controlar o acesso, o uso de dados digitais ou hardwares e a distribuição dos mesmos. Outra definição encontrada para DRM é: Digital Management of Rights (Gerenciamento Digital dos direitos) de um consórcio europeu. Os dois primeiros têm como origem os Estados Unidos. Temos também os sistemas que utilizam um novo canal para transmissão dos rádios digital, como o Eureka 147, de origem européia, que utiliza um novo canal na faixa de FM ou na Banda L (1.452 a 1.592 MHZ). Existe ainda o NISDB-T (Japão) que compartilha o canal da TV Digital em UHF. Os sistemas de rádio digital utilizam OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplexing), sistema de multiplexação (MIMO OFDM) em que a banda de operação é subdividida em várias subportadoras que se podem sobrepor. Os dados são transmitidos em paralelo utilizando uma ou mais subportadoras. Este método de transmissão é muito eficiente em canais de banda larga, característica explorada por sistemas como o Eureka 147, que não precisam se limitar às bandas dos canais AM e FM. Os sistemas IBOC (In-Band-On-Channel) apresentam um menor custo de execução e a vantagem do usuário continuar sintonizando o seu rádio nas mesmas freqüências das estações AM e FM atuais.

Aspectos positivos e barreiras

Em qualquer sistema, será necessário adquirir um receptor de rádio digital. Para a implantação de rádio digital no Brasil, a Anatel e emissoras de rádio demonstram uma preferência por sistemas em que o sinal digital compartilha o mesmo canal do sinal analógico, devido ao seu menor custo de programação. Para avaliar os sistemas existentes, a Anatel autorizou que as emissoras AM e FM realizassem testes para avaliar o desempenho dos sistemas e a compatibilidade com os sistemas analógicos existentes. A Faculdade de Tecnologia da UNB e a Radiobrás estão realizando testes com o sistema DRM (Digital Management of Rights- Europeu) para rádios AM e as demais emissoras de rádio AM e FM estão realizando os testes com o Sistema Ibiquity (norte-americano).

A prioridade da Anatel é definir o sistema a ser utilizado pelas rádios AM, que passariam a ter uma qualidade de áudio próxima à das rádios FM. Como podemos notar, os sistemas a serem usados para a implantação do rádio digital no Brasil são de uma tecnologia avançada e ainda se fazem necessários testes para se chegar à conclusão do sistema mais adaptável para o Brasil. Existe uma insatisfação entre os responsáveis pela presença do rádio digital no país. É o avanço do programa sem participação do público e a inexistência dos debates. A radiodifusão sonora no Brasil usa o seguinte sistema e classificação de serviços: freqüência modulada (FM): 87.4 – 108,0 MHz; onda média (OM): 525 – 1.605 kHz. (atualmente utilizada); 1.605 – 1.705 kHz (faixa expandida, ainda não planejada); onda curta (OC): 5.950-6.200; 9.500-9.775; 11.700 – 11.975; 15.100-15.450; 17.700-17.900; 21.450-21.750 e 25.600-26.100 kHz.; e onda tropical (OT): 2.300-2.495; 3.200-3.400; 4.750-4.995; e 5.005-5.060 kHz. Existem aspectos positivos como pontos fortes e as barreiras a serem ultrapassadas nessa luta titânica pela adoção da digitalização radiofônica. Dentre os aspectos positivos citamos a plataforma de transmissão terrestre de radiodifusão sonora digital, que possibilitará a revitalização do rádio brasileiro, a melhoria da qualidade de áudio, principalmente na faixa de ondas médias e curtas e a ampliação das oportunidades de negócio com a oferta de novas aplicações na faixa de FM. Já os pontos fracos ou negativos estão relacionados com as seguintes barreiras: comercialização de receptores capazes de receber o sinal digital e preços ainda elevados; custos operacionais envolvidos no período de transmissão simultânea – analógica e digital (simulcasting); possíveis situações de interferências no período de simulcasting (Conselho de Comunicação Social – primeira reunião ordinária 2006 –06.03.2006). Características existem em qualquer sistema em transição robustez contra sinais interferentes: imunidade ao desvanecimento multipercurso; imunidade a ruídos; interferências mútuas reduzidas; imunidade ao efeito doppler; e mobilidade. Menor potência de transmissão para atender a uma mesma área de cobertura e uso eficiente do espectro. Maior capacidade de transmissão de informações; inserção de dados à programação transmitida; capacidade de oferta de serviços de valor agregado.

Sem debate

Já fizemos algumas citações nas entrelinhas desta matéria, porém iremos ressaltar novamente os sistemas disponíveis, principalmente os de freqüência acima de 30 MHz (FM); o sistema Ibiquity, norte-americano – FM: utiliza o mesmo canal da estação em FM e o custo de implantação é relativamente baixo. O sistema Eureka (europeu) – FM e Banda L necessita de um novo canal na faixa de FM ou na Banda ‘L’(1452a 1592 MHz); uso compartilhado da estação transmissora 3 a 9 radiodifusores; custo relativamente elevado, o que inviabiliza sua implantação no Brasil. Sistema NISDB-T (Japonês) – FM; opera integrado com a televisão em UHF (onde for adotado o sistema ISDB-T para TVD); utiliza um ou três segmentos do total de treze em que é dividido o canal de 6 MHz de TV.

Para os sistemas disponíveis para freqüências abaixo dos 30 MHz (OM, OC e OT), o sistema Ibiquity (norte-americano) utiliza o mesmo canal da estação em OM analógica; Custo de implantação relativamente baixo; não contempla as ondas curtas e tropicais, inexistindo, tampouco previsão. Sistema DRM (europeu), empregado em todas as faixas de freqüência abaixo de 30 MHz (OM, OC e OT); em fase de adequação, que permitirá a utilização do mesmo canal da estação em OM tanto para o sinal analógico como para o digital; não contempla as transmissões em FM (previsão: 2007). Observem o seguinte: ‘Na opinião de Regina Motta, pesquisadora em Comunicação e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que participou dos estudos do sistema brasileiro de TV Digital (SBTVD). Difícil é imaginar que o modo como os radiodifusores pressionam o poder público pela adoção do padrão norte-americano IBOC não vai influenciar nessa escolha. ‘Se for para existir um debate tal qual o da TV digital, para depois dele resolver por um padrão que já estava previamente escolhido, a iniciativa é só um gasto de dinheiro público.’ A seu ver, nesta decisão, tudo indica que o Ministério das Comunicações vai passar por cima tanto das comunidades acadêmicas e científicas, quanto da sociedade civil. Convém salientar ou fazer um resumo dos sistemas disponíveis para serem usados caso o governo brasileiro faça a opção ou deixe a escolha para a posteriori. Sistema, origem e faixa; Eureka 147 (Europa VHF/UHF (Banda L); IBOC (EUA) – HF(OM) / VHF(FM) – NISDB-T; Japão-UHF (TV); DRM – Consórcio -F < 30 MHz (OM, OT, OC) -(Conselho de Comunicação Social, primeira reunião ordinária 2006 – 06.03.2006).

Engenheiros não se empolgam

Ressaltem-se mais uma vez que: n momento em que se transita para a digitalização dos meios de comunicação, a velocidade peculiar ao rádio manifesta-se ainda mais intensa nas decisões políticas e de mercado acerca das escolhas tecnológicas. Neste caso, porém, tal rapidez pode ser prejudicial aos futuros ouvintes: sociedade e a comunidade científica estão sendo praticamente ignoradas. Os empresários do setor adiantam as suas preferências, antecipando-se a qualquer possibilidade de debate público sobre a questão. Para justificar o processo oblíquo de escolha do que será o rádio digital no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu, nesta semana, consulta pública para avaliar o Iboc, padrão norte-americano escolhido pelos radiodifusores para ser instalado no país.

A tecnologia do rádio digital é rica e importante e os sistemas têm suas nuanças positivas e negativas; é preciso um estudo apurado e um planejamento bem elaborado para que o tiro não saia pela culatra. Se existe algum sistema em teste, temos que medir ou prós e os contras e dirimir todas as dúvidas para não termos que lamentar depois – nem sempre o mais accessível é o melhor. Assim pensam os estudiosos: enquanto ainda se definem especificações técnicas e critérios diplomáticos de cooperação entre Brasil e Japão para a instalação da TV digital brasileira, o sistema de digitalização do rádio se encaminha ao que tudo indica, para uma definição bem mais rápida. A agilidade, característica intrínseca do rádio, se transpõe para as decisões políticas sobre o veículo, com resultados discutíveis. Para colher contribuições acerca do sistema norte-americano de rádio digital AM Iboc (In Band on Channel), em fase de testes desde o ano passado, a Anatel abriu a consulta pública nº 771, em 5 de março de 2007, que estará vigorando até 24 de abril (leia íntegra da consulta). Baseada no documento Proposta de Critérios e Procedimentos para Avaliação do Sistema de Rádio Digital AM Iboc elaborado pela Universidade de Brasília – UnB. Toda essa parafernália de tecnologia, apesar dos pesares, não chega a empolgar os engenheiros da tecnologia digital.

Muita água por correr…

É certo que o governo não definirá padrão de rádio digital. ‘O que mais se lamenta é que ninguém dos movimentos populares participa da discussão da definição de modelo para o rádio digital. Oficialmente nada foi definido, mas começam os testes com o padrão IBOC, padrão este que assegura nenhuma alteração na concentração de mídia no país. Temos padrões mais interessantes, como o DRM, que permite o aumento expressivo de emissoras no dial, o que representaria para as rádios comunitárias um avanço porque acabaria teoricamente com o problema da falta de canal.

Na verdade, sabe o que vai acontecer? Anota aí: os testes vão começar no padrão que interessa aos radiodifusores comerciais (IBOC) e depois, através dos laudos que serão apresentados sobre os resultados dos testes, vão convencer o governo ‘documentalmente’ e firmar esse modelo como definitivo. E a nossa briga vai continuar por mais 20 anos. Será que o rádio digital irá mesmo para o fundo do poço, como muitos imaginam? Será que o Brasil não está preparado para receber essa tecnologia e a nossa humilde população poderá arcar o ônus dessa digitalização? As empresas nacionais de TV e rádio terão isenção de tributos para importar os equipamentos necessários à implantação do sistema digital no país, afirmou ontem o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Ele se reuniu com os dirigentes das principais empresas do setor na sede da Associação das Emissoras de rádio e TV de São Paulo. É um grande passo, mas não uma certeza. Os testes iniciais de transmissão de rádio digital começarão no dia 26 de setembro, como parte da comemoração dos 84 anos do rádio no país, informou nesta segunda-feira o ministro Hélio Costa. Segundo ele, a escolha do padrão a ser utilizado ficará a cargo das próprias empresas do setor. O presidente da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), José Inácio Pizani, disse que as primeiras experiências serão feitas por ‘meia dúzia de emissoras’ na cidade de São Paulo pelo sistema norte-americano Iboc. Hélio Costa, o ministro das Comunicações, disse que os testes também serão realizados por emissoras das principais capitais brasileiras no sistema europeu DRM. OU IBOC ou DRM. Tem muita água para correr debaixo da ponte, com certeza.

Objetivo dos testes

O mais importante é que essas condições não sejam desprezadas: o sistema adotado deve estar tecnologicamente atualizado para evitar rápida obsolescência dos receptores; a regulamentação necessita ser flexível e deve ser instalada de forma progressiva (ao longo do período de transição); a digitalização deve estimular o desenvolvimento da indústria nacional (equipamentos/serviços); o preço dos receptores não pode criar exclusão de ouvintes, em longo prazo; parte das aplicações interativas deve visar o bem público e estar ao alcance da população de baixa renda. Lembre-se que a classe pobre é extensa e gosta de rádio; com equipamentos caríssimos, o Brasil corre o risco de perder vil metal até a adaptação total do sistema e o poder de aquisição da população melhorar. Implicações para os radiodifusores; transmissão simultânea analógico-digital provocará ônus para as emissoras, possivelmente compensada face às novas perspectivas de negócios que surgirão.

Implicações para a Anatel; a transmissão simultânea analógico-digital provocará reflexos na canalização, por ocupar as faixas laterais do canal. Para melhor compreender a extensão e as conseqüências do funcionamento do rádio digital na fase simulcasting, impõe-se a realização de testes, os quais estão sendo autorizados pela Anatel às emissoras AM e FM interessadas na sua realização. Dois padrões de transmissão são potencialmente compatíveis com o desejado: o Ibiquity, norte-americano (OM e FM) e o DRM (Digital Radio Mondiale), europeu (OM, OC e OT). Ressalte-se que os testes autorizados tiveram o seguinte objetivo: ‘Objetivo dos Testes Autorizados: avaliar o desempenho do sistema, considerando os seguintes quesitos: qualidade do áudio; área de cobertura; robustez com relação a ruídos, interferências e efeitos dos múltiplos percursos. Avaliar a compatibilidade do sinal digital com os sinais analógicos existentes (exceto para OC); impacto do sinal digital na recepção do sinal analógico transmitido simultaneamente; impacto do sinal digital na recepção de sinais analógicos no mesmo canal e em canais adjacentes; compatibilidade da área de cobertura’.

Som de qualidade, sem interferências

Para encerrar, queremos informar o desejo do governo brasileiro, mesmo tendo informado que não haveria intervenção: o governo quer ser parceiro da empresa norte-americana i-Biquity, (detentora da tecnologia HD Radio) no desenvolvimento de um sistema de transmissão e recepção de rádio digital adaptado às particularidades brasileiras. O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em reunião em Brasília, (13 de dezembro), com representantes de 89 professores e pesquisadores ligados ao Núcleo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). A comissão, integrada pelos professores Luiz Artur Ferraretto, Nair Prata e Nélia Del Bianco, entregou ao ministro uma carta com propostas de parâmetros científicos para a adoção de uma tecnologia digital para o rádio. Será que as emissoras de pequeno e médio porte terão respaldos financeiros para assumir essa dinâmica tecnologia?

O encontro foi intermediado pelo secretário de Telecomunicações, Roberto Martins. Queríamos agradecer a colaboração valiosíssima e prestimosa do superintendente de Serviços de Comunicação de Massa, Ara Apkar Minassian, pois sem sua ajuda não teríamos conseguido êxito na construção dessa matéria de um assunto polêmico, altamente tecnológico e que vai mexer com a cabeça de muita gente. Visto que a maioria da população brasileira ainda não está em condições de arcar com os altos preços que o rádio digital exige para que tenhamos um som de qualidade, limpo e sem interferências. Queremos também citar o nome de por Takashi Tome pelas informações preciosas que obtive para trabalhar no assunto. Esperamos ter atingido o objetivo necessário ao trabalho que nos propusemos a fazer. Algumas informações foram retiradas do site Rádio Livre. A responsabilidade fica nas mãos do ministro das Comunicações, seus assessores, técnicos, especialistas, contando com o aval do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Membro da Associação Cearense de Imprensa e da Academia de Letras dos Oficiais da Reserva do Ceará

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