Sábado, 17 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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CADERNO DO LEITOR >

A lei já contempla

17/08/2004 na edição 290

A legislação ordinária vigente já contém, nas esferas civil e penal, os meios de se punir adequadamente os eventuais abusos da liberdade de imprensa. Suprimi-la, sob o sofisma e o pretexto de ‘regulamentar e fiscalizar’ o exercício da profissão é, na verdade, o maior atentado que se pode cometer contra a democracia que pretendemos construir nesse país. Lamentavelmente, a iniciativa parte daqueles que melhor souberam dela se utilizar para denunciar irregularidades, quando estavam fora do poder.

Daniel Franco, funcionário público, São Paulo



Chega de controle

No Brasil, não sei quantas universidades formam novos jornalistas. Pouquíssimos veículos existem contratando – muitos demitindo. As agências de notícias há muito colaboram para a redução dos postos de trabalho. A tecnologia também. Qual o veículo que está financeiramente bem? O número de leitores é mínimo se comparado a outros países. O salário é baixo. Quem ganha pouco não vai pagar R$ 2 por um jornal. Compra comida, paga o transporte ou toma uma cerveja.

De quando em vez, surgem idéias para cercear ainda mais a liberdade de opinião, já restrita inclusive a pouquíssimos jornalistas que assinam coluna. Em meio a esse quadro caótico e depois que não sei quantos estudaram e receberam diploma, elimina-se sua obrigatoriedade. As leis vivem mudando. É um total desrespeito aos direitos adquiridos. Os órgãos representativos da classe perderam em muito a força que já tiveram, se é que tiveram, primeiramente porque são poucos os sindicalizados e porque durante anos os sindicatos foram sufocados pelas ditaduras. Acho que tudo deve ser feito para facilitar a vida dos jornais e dos trabalhadores em jornais, sejam eles jornalistas ou não.

A imprensa tem que ter dinheiro para poder pagar bem. A contratação tem que ser fácil. Nossas leis trabalhistas complicam a vida dos empregadores e dificultam a contratação. Chega de criar mais leis, normas e órgãos reguladores. Precisamos é de simplificar a vida de todo mundo, para que tudo possa fluir com facilidade e a riqueza possa ser melhor alcançada por todos os envolvidos. Liberdade nunca é e nunca será demais. principalmente em relação à imprensa.

Reinaldo Leal, jornalista, Rio de Janeiro



Com um pé atrás

Parabéns a Alberto Dines, assino embaixo de seu artigo. Venho acompanhando todas as discussões que envolvem a criação do Conselho Federal de Jornalismo. A impressão é que o sindicato dos jornalistas trabalha contra os seus próprios associados. Todos os meses pagamos uma mensalidade para que essa instituição possa defender os nossos direitos e somos obrigados a ouvir do presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Fred Guedhine, que estão apenas lutando para que a ética jornalística seja preservada. Fico com um pé atrás, pois sob a égide da ética muitos interesses se escondem

Ivonete Kurten, jornalista, São Paulo



Em poucas palavras

Absolutamente correta. Em poucas palavras, coloca bem a questão, evitando a leitura de uma enxurrada de artigos sobre o assunto, em geral muito corporativistas ou com visão muito abstrata da liberdade de imprensa ou de opinião.

Evaldo Vieira, professor universitário, São Paulo



Hipérbole falsa

Embora seja contrário ao projeto de criação do CFJ, vejo no artigo de Alberto Dines uma grande carga de preconceito explícito em relação à CUT. A proposta de criação de uma OAB de jornalistas é bastante pertinente, superando – e muito – a da criação do CFJ, mas dizer que a CUT e a Fenaj detêm totais poderes sobre os jornalistas brasileiros é uma hipérbole demasiadamente falsa!

Lucas Silva Gomes, estudante, Viçosa, MG

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