Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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CADERNO DO LEITOR >

A ‘raça’ dos franceses

28/09/2004 na edição 296

O teor da reportagem é de suma importância e tem mesmo que ser discutido. Mas, a solução que a autora encontra, no último parágrafo de seu texto, é um tanto quanto discriminatória também. Isso porque concebe uma distinção ou origem com relação à ‘raça’ dos franceses. Ao meu ver não existe tal segmentação, e expressões como afro-français, afro-descendente ou seja o que for apenas coloca o problema mais escondido e dissimulado do que já está.

João Paulo Ferreira Barbosa, estudante, Belo Horizonte

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Esquerda, terror e psicanálise

Acompanho a preocupação de Alberto Dines quanto à tendência de uma parte da esquerda brasileira a passar por cima ou ‘denegar’ e ‘racionalizar’ (termos psicanalíticos) os atos terroristas, marcadamente a barbárie de Beslan. Creio que precisamos elaborar mais artigos com maior profundidade que esclareçam a todos os efeitos de tal irresponsabilidade. Conheço professores que estão fazendo de maneira velada ou manifesta verdadeiras peruadas em suas aulas a favor do terrorismo, talvez por mera atitude antiamericana ou porque escondem através do terror sua antiga tendência totalitária…

Estou escrevendo artigo comparando os conceitos barbárie, genocídio, holocausto, crimes hediondos… mas precisamos de artigos diversificados, multidisciplinares sobre o fenômeno. Também precisamos criar um grupo ou organização que cuide dessa ‘doença’ que atinge os intelectuais brasileiros que, embora tenham conhecimento e informação, dão mostras de carecerem de sabedoria.

Raymundo Lima (www.espacoacademico.com.br), professor universitário, psicanalista, Maringá, PR



Ainda Beslan

Com todo o respeito que o Sr Alberto Dines merece, pelo ‘conjunto da obra’, é incrível que não tenha percebido que, agindo tal qual os jornalistas por ele criticados, tratou o tema do atentado de Beslan com uma inexplicável parcialidade, certamente incompatível com seu conhecimento e inteligência. (…) Se não há como diminuir o impacto causado pela brutalidade, o mínimo que se espera é respeito, às vezes explicitado em eloqüente silêncio. Desculpe-me, Sr Dines, mas é por essas (e tantas outras) que surgem ‘ameaças’ como a criação de CFJs.

Thogo Lemos dos Santos, médico, Uberlândia, MG

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Só a mídia é capaz de vencer o terrorismo – Alberto Dines



Imagens no Japão

As imagens citadas – incluindo as de Ossétia – foram e continuam sendo amplamente exibidas em todos os canais da TV japonesa: Asahi, TBS, Nihon TV, Fuji, NHK, TV Tokyo, TVs regionais. O gabinete Koizumi precisa de justificativas para manter um contingente militar no Iraque em apoio ao ‘combate ao terrorismo’. Ainda mais agora que se discute a supressão do Artigo 9 da Constituição Japonesa (Kempo), que proíbe que o país tenha forças armadas (na prática já tem). A TV japonesa está coalhada de imagens violentas. Um só desenho para crianças na faixa de 3 anos de idade exibe em 30 minutos, cerca de 10 socos e pontapés, precedidos de ameaças na luta do ‘bem ‘ contra o ‘mal’. Posso garantir que a violência está presente na TV japonesa assim como em qualquer parte do mundo.

Marcello Sudoh, sociólogo, Tóquio

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Violência é perversamente traduzida na TV – Entre Aspas



Termo suavizado

Tem havido não apenas na imprensa nacional, mas na internacional, uma ‘suavização’ do termo terrorista para identificar tais grupos, limitando-se a chamá-los de tropas rebeldes, ativistas, enfim, uma não-objetividade e parcialidade a meu ver anti-semita do caso.

Maynard Alexandre Conde, segurança do trabalho, Caçapava, SP



Folha confusa

Na edição de 22/9, a Folha de S.Paulo atribui ao embaixador americano Peter Allgeier a frase ‘É uma mistificação’ como se referindo à proposta brasileira sobre a questão da propriedade intelectual (de relativizar o tema e ser mais permissivo com os países pobres, em desenvolvimento, periféricos, emergentes ou o termo que esteja em voga hoje em dia). A expressão original foi: ‘I´m mystified’ (‘confuso, estupefato’). Qualquer olhada no mais reles dicionário inglês/português teria evitado a tradução equivocada. Preguiça, vontade de botar lenha na fogueira, atropelo para cumprir o dead line (antes que alguém traduza como linha mortal, é tão somente o prazo final)?

Roberto Takata, São Paulo



Teoria nada conspiratória

Para quem ainda acha que as dúvidas sobre o 9/11 são mera teoria da conspiração, recomendo o filme disponível neste endereço: (www.freedomunderground.org/memoryhole/pentagon.php#Main) . Qualquer piloto experiente vai confirmar a versão do filme, segundo a qual nenhum avião de grande porte se chocou contra o Pentágono. Parabéns aos Marcelos pelo excelente trabalho de pesquisa.

Tânia Souza, professora, Rio de Janeiro

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