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Terça-feira, 21 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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CADERNO DO LEITOR > IBSEN E O CFJ

Como é que fica?

31/08/2004 na edição 292

Estava convencida de que a criação do conselho de jornalistas nada tinha a ver. Agora, com o caso Ibsen… não sei não. Sociedade e Justiça não foram capazes de fazer prevalecer a verdade (foram 11 anos). E agora? Como é que ficam Veja, IstoÉ, jornalistas, editores e empresários responsáveis por essa armação? Vão ser punidos? Qual é a resposta concreta da categoria nesse caso? Vamos esperar mais uma década pela Justiça? Esse episódio fez com que eu examinasse com mais calma e generosidade a idéia do conselho. Na verdade, o projeto tem problemas, mas também coloca muitas questões pertinentes. A postura de simplesmente limar a idéia e jogar no lixo é que me parece autoritária. Vamos debater, o assunto é importante para a sociedade.

Márcia Meireles, São Paulo



Por que só agora?

Com relação à tão falada matéria da Veja acusatória ao ex-político Ibsen Pinheiro, tudo pode ter acontecido na redação da Veja naquela semana. Nunca saberemos. É briga de marido e mulher. Mas algumas dúvidas me afligem:

1) Por que somente agora, e coincidentemente quando se discute o CFJ, apoiado pelo partido para o qual Costa Pinto trabalha, pintou uma crise de consciência no jornalista?

2) Por que o Ibsen Pinheiro convidaria justamente seu algoz, a pessoa que f**** a carreira dele, para escrever seu livro de memórias?

3) Por que ambos ficaram amiguinhos agora? E porque justamente agora, esta carta ‘vaza’ para a concorrência?

4) Por que Costa Pinto continua este debate de baixíssimo nível, como no Comunique-se, já sabendo o que aconteceria depois de sua ‘denúncia’, casualmente jogando lama na já tão gasta ‘ética jornalística’?

Talvez seja uma teoria conspiratória, mas já que ambos são do PT, e a Fenaj não comenta o assunto, não seria este ‘debate’ totalmente interessante para todas as partes, e servindo à aprovação imediata do CFJ, já que a sociedade ficaria sensibilizada por estes ‘abusos’ cometidos pelas duas principais revistas semanais do país, para que ‘isto não ocorra mais’?

Inocentes os que acreditam que um CFJ, nos moldes propostos pela Fenaj, daria um jeito em discussões como essas. Na verdade, se um dos dois estivesse no conselho, imagina a baixaria. Stalinismo perde. A outra parte seria execrada em praça pública, sem direito a defesa ou levantamento da verdade. Ou algum de vocês acha que se o Costa Pinto ou o Moreira Leite fosse do CFJ haveria este debate em altíssimo nível? Seria paredão sumário! O poder, ah, o poder… Fica aí a sugestão para um artigo, tentando descobrir estes pontos nebulosos e tentando levantar quais os reais motivos de Costa Pinto, Moreira Leite e FENAJ neste imbróglio ‘Caso Ibsen’, que com certeza já rivaliza em fama com o ‘Caso Escola Base’.

Nicolau Centola

 



Alguma coisa por trás

Acho bom vocês do OI lerem com cuidado a Veja e o comentário do ombudsman da Folha de S. Paulo do domingo retrasado. Vocês estão fazendo o jogo do governo federal e da IstoÉ, revista sem nenhuma credibilidade e que vende matéria publicitária como sendo jornalística. Lembrem-se do caso Folha/UOL-Editora Três, em que a editora publicou na revista IstoÉ Dinheiro matéria falsa sobre o portal UOL apenas para se vingar de matéria verídica publicada na Folha. Novamente, cuidado, o caso Ibsen já esta mais do que explicado, e estão usando esse caso para dividir a imprensa e para justificar a criação do CFJ. Cuidado, tem alguma coisa por trás disso. Isso tudo está me cheirando muito mal, estão querendo mostrar (e estão conseguindo) que focinho de porco é tomada.

Adauto Dippold Vilar, contador, São Paulo

 



Reações descoordenadas

Fantástico! É muito bom ver o que há por trás das máscaras. Melhor ainda é ver as reações descoordenadas daqueles que se julgam deuses, possuidores da verdade absoluta.

Roberto Carlos Todorovski, bancário, Americana, SP

 



Mera reportagem

Surpreende-me, de verdade, que na votação sobre o caso Ibsen uma maior quantidade de votantes tenha escolhido a imprensa, ou ambos (imprensa e câmara) como responsáveis pela cassação do ex-deputado Ibsen Pinheiro. Quem o cassou foi a Câmara dos Deputados, não a imprensa, e se esta pode ter errado, pode ter acertado, também, em outros aspectos. Como dito em outro artigo, ‘mau jornalismo se combate com bom jornalismo’, e não cabe à imprensa cassar ninguém, ainda que possa contribuir para criar um clima de prejuízo moral que antecede gestos mais drásticos. Mas a responsabilidade foi inteiramente da CD, que terá tido talvez outros motivos para cassá-lo, que não a mera reportagem em que 1.000 vira 1 milhão (um erro que poderia ter sido facilmente corrigido pelo próprio interessado, entendo).

Havia certamente outros motivos, mas disso a Câmara é inteiramente responsável, não a imprensa. Uma imprensa livre, mesmo errando, é a melhor garantia de democracia e de livre debate. Entendo que o corporativismo de uma certa imprensa impeça determinados corretivos no momento, o que cabe também denunciar. Reafirmo minha surpresa total, e contrariedade, com o fato de a CD estar levando a melhor nessa consulta.

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, Brasília

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