Domingo, 20 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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CADERNO DO LEITOR > IBSEN E O CFJ

Defesa difícil

31/08/2004 na edição 292

Louvo a clareza e o discernimento do Alberto Dines na abordagem do tema. Discordo, tão só, no tocante ao tratamento que julga deveria ser dado ao repórter que ‘detonou’ Ibsen Pinheiro. Como estimular o jornalismo investigativo? Louvando um ‘erro consciente’ e irresponsável? Em qualquer sistema sério, denúncias sem comprovação são punidas, e não, acobertadas ou relevadas a segundo plano. Quem há de devolver, no tempo e no espaço, a vida pública de Ibsen? Defender uma imprensa assim… é difícil!

Sergio Fialho, advogado, Salvador

 



A IstoÉ foi digna

O Sr. Alberto Dines, apesar da pompa com as palavras, se mostra grande simpatizante das barbáries apresentadas principalmente pela revista Veja. Em vez de explicar os erros usa da tática do ataque para defender a revista. Em outras palavras, coloca a IstoÉ no mesmo patamar da Veja, o que constitui um erro absurdo. Sempre acompanhei as duas revistas, e é clara para mim a diferença estrondosa entre elas. A Veja é corporativa e reacionária. A IstoÉ, como já disse Alzugaray, escolhe seus profissionais pelo perfil investigativo. O resultado está aí: ninguém dá mais furos jornalísticos do que a IstoÉ. Parece estranha essa postura do autor do texto.

Quem errou foi a Veja. Se a IstoÉ (e não foi só ela, mas toda a imprensa brasileira) acreditou nas informações publicadas nas páginas sujas da Veja, reproduzindo-as, nada mais fez que errar por dar credibilidade à Veja. Neste momento em que se discute a criação de um conselho de jornalistas, a IstoÉ foi digna ao mostrar um grande estrago decorrente de erros jornalísticos (a Veja sabia do erro e mesmo assim publicou. Os outros, não). Infelizmente Alberto Dines parece criticar, mas por meio de análise de discurso, nada mais faz que aliviar para a Veja, a pior revista do Brasil, ao contrário do que ele pensa. Boicote à Veja!

Pepe Pedregoso, professor, Brasília

 



Leitores humilhados

Fantástica matéria. O que me faz lembrar mais nitidamente a humilhação a que a Veja submete seus leitores foi aquele episódio das eleições americanas, quando ninguém sabia se o presidente era Gore ou Bush. A revista chamou o riso provocado por aquilo como uma reação de fracassados, despeitados e humilhados com a pujança americana. Ela agora vai ter o que merece.

Antonio Vinicius, estudante, João Pessoa

 



Baixaria chocante

Parabéns, Dines. Seu texto está espetacular. Li as duas matérias (da IstoÉ e da Veja) e confesso que fiquei chocada com a baixaria e a troca de acusações. Esse assunto só veio mostrar que a imprensa está mais interessada em acusar do que mostrar a verdade dos fatos.

Renata Paladini, jornalista, Rio de Janeiro

 



Espaço para as loas

Sinto-me realmente humilhado, principalmente em virtude da arrogância das revistas. Já escrevi inúmeras cartas para a seção de leitores de Veja questionando reportagens claramente tendenciosas ou mesmo contestando informações equivocadas (que, diga-se de passagem, são freqüentes). Nenhuma foi publicada. Mas é curioso como as loas à revista sempre contam com espaço privilegiado.

Helton Ribeiro, jornalista, São Paulo

 



Já deixei de comprar

O mestre Dines tem toda a razão. Da minha parte, já deixei de comprar Veja e IstoÉ.

Roberto Filippelli, empresário de comunicação, Rio de Janeiro

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