Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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CADERNO DO LEITOR >

E se diz apartidária

03/08/2004 na edição 288

É bom assinalar que a Folha de S.Paulo, que se diz apartidária, não deu destaque aos novos números da pesquisa do Ibope, ao contrário do Estado de S.Paulo – coisa que ela fez durante quase uma semana quando o candidato Serra estava com 30%, então, o dobro da prefeita Marta. E mais: enquanto o Estadão anuncia que o diretor do BC se demite, indignado com a tal investigação, a Folha coloca na manchete que ele cai devido a denúncia. Por favor…

Ricardo Mendes Antas Jr., professor universitário, São Paulo



Rádio condenada

Gostaria de levar ao conhecimento de vocês que uma rádio daqui de Salvador foi condenada pelo TRE a ficar 24 horas fora do ar, reproduzindo mensagens de 15 em 15 minutos dizendo: ‘A rádio está fora do ar por descumprimento da lei eleitoral’. E R$ 21 mil de multa, em razão de um processo promovido por um candidato a prefeito da cidade que sentiu sua imagem atingida pelo principal jornalista da rádio. Fora a imaturidade do candidato, por não conseguir absorver e rebater as críticas que sofre, é preciso que seja revista essa lei eleitoral que proíbe os comunicadores de fazerem qualquer comentário sobre candidatos.

Marcelo Rodrigues, administrador, Salvador



Documentários ou documentiras

Estreou recentemente nos cinemas brasileiros o documentário de Michael Moore sobre George W. Bush e o 11 de Setembro. O documentário pretende revelar uma face pouco conhecida do presidente dos EUA e do evento que serviu de justificativa para suas campanhas militares no Afeganistão e no Iraque. A obra de Moore, que tem sido utilizada como importante peça de propaganda em favor de Kerry e é considerada mentirosa pelos adeptos de Bush, sugere uma interessante questão acerca da mídia. A verdade e a mentira dos fatos enunciados por um documentário depende apenas da credibilidade de quem os enuncia. Mas a reputação de verossímil ou mentiroso pode ser ardilosamente construída pelos nossos amigos ou inimigos. Assim, quem pode mais, mais homens mentirosos ou íntegros cria. Um notório mentiroso nunca será considerado verossímil, ao passo que uma pessoa indevidamente julgada íntegra pode certamente difundir mentiras como se fossem verdades.

Resultado, os documentários políticos usam sempre a lógica de Goebbels. Mas, como o ministro da propaganda de Hitler, que dizia que a verdade é uma mentira repetida insistentemente, perdeu a guerra, a mídia divulga que sua teoria é mentirosa e segue construindo verdades. Não se engane. O documentário de Moore pode ser bastante sugestivo, mas não deixa de ser parcial e mentiroso.

George W. Bush, por sua vez, sabe exatamente quais interesses representa, portanto, também é descarado o bastante para escondê-los. A diferença entre ambos é bastante singular. Bush usa o ‘porrete americano’ sem pensar, e Moore pensa que pode entregar o ‘porrete’ a Kerry. Intrigante paradoxo, Moore considera Bush, um reservista covarde que se recusou a ir ao Vietnã, mais perigoso do que um soldado experiente que se afogou em sangue no sudoeste asiático.

Fabio Oliveira Ribeiro, advogado, Osasco, SP



Voto em perigo

Quando Brizola questionou a suposta invulnerabilidade à fraude do sistema de votação eletrônica adotado no país, foi tachado de insensato, arcaico e outros adjetivos. Gostaria de saber agora, dos nossos formadores de opinião, o que acham do intenso debate que ocorre nos EUA a respeito do mesmo tema. Paul Krugman, em seu artigo de 27/7/04 no NYT, põe o dedo na ferida, criticando exatamente o que pareceu ao nosso ‘caudilho’ uma falha, a seu ver, gritante no sistema escolhido, qual seja, a ausência de comprovante físico (em papel) do voto. Tendo em vista, a cada vez maior desenvoltura dos ‘hackers’ em nossos dias, não seria de bom alvitre uma retomada dessa discussão?

Mario Oliveira, aposentado, Rio de Janeiro



Visibilidade na TV

Apesar de considerar que a televisão legislativa é um avanço, acho um exagero afirmar que ela seja responsável por alguma melhoria na atividade dos políticos no Congresso. Acho que tudo o que eles fazem é no sentido de buscar maior visibilidade, usando o dinheiro público. Claro que, quanto mais eles colocam suas carinhas no vídeo, mais o pobre eleitor, refém da grande mídia, acaba achando que eles estão fazendo alguma coisa pelo país. Porém, não é isto que constatamos quando vemos os resultados do trabalho dos parlamentares em todos os níveis. O Poder Legislativo é mero coadjuvante do Poder Executivo. Este sim é quem continua mandando no jogo político.

Clara Souza, jornalista e professora, Brasília



Duas palavras

Muito bom.

Lu Freitas, jornalista, Brasília

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