Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1062
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CADERNO DO LEITOR >

Grande escritor

05/10/2004 na edição 297

Não sei se o livro merecia ou não o prêmio (afinal, não li os livros concorrentes), mas, sem dúvida é muito bom, Chico Buarque é sem dúvida um grande escritor, não concordo quando dizem que o livro é complicado, com um mínimo esforço é possível entendê-lo… E convenhamos (desculpem-me por esse comentário, que é um tanto chato), dizer que não entendeu o livro citando Paulo Coelho, como se ele fosse sinônimo de leitura complexa, é meio ilógico…

Luiz Fernando Barbosa Gomes Magalhães, Arapiraca, SP

Livros indispensáveis – Deonísio da Silva



OLHA A LÍNGUA
Besteiras generalizadas

Em época passadas os jornalistas e os radialistas tinham cada um seu próprio estilo, hoje o que se vê é uma cópia generalizada de besteiras. No que diz respeito à parte esportiva, todo locutor diz que time tal estreou com vitória, ou vem de vitória. Se um time ganha de outro de virada, o time A virou para cima do time B e por aí vai. O Brasil já não era grandes coisas, imagine hoje em que tudo acontece, nada se realiza mais. A toda hora vemos "acontece hoje a feira não sei das quantas"; "acontece hoje o jogo entre Vasco e Flamengo"; "acontece hoje uma passeata".

E por aí vai. Acontecer é para casos fortuitos, sem previsão. Um festival, um jogo não acontece, se realiza. Hoje, não temos mais problema algum, tudo é questão disso ou questão daquilo. Se você procurar uma pessoa em determinado lugar e não achar, alguém vai dizer a você que fulano não se encontra, nunca que ele não está. Disso tudo, tira-se a conclusão de que a imprensa falada e escrita não transmite cultura, mas apenas chavões.

Você escuta, por exemplo, um locutor dizer o time fulano não classificou. Sicrano antecipou. Tudo isso, acho que deve ser combatido impiedosamente para que no futuro possamos ainda nos entender um pouco.

Henrique César Pinheiro, auditor fiscal, Fortaleza



ÓDIOS NO ORKUT
Face oculta da classe média

O Orkut está lançando luz sobre a face oculta da classe média brasileira (que é quem tem acesso à internet no país). O preconceito e o ódio racial, antes velados, agora podem ser manifestados livremente (até mesmo anonimamente) na internet. O que já acontecia em blogues ganha visibilidade no Orkut pela capacidade que ele tem de reunir pessoas e aproximá-las. O problema não está no Orkut, mas numa parte doente da nossa sociedade. Muniz Sodré trabalha bem a questão do preconceito do brasileiro em seu livro Claros e escuros. A sociedade miscigenada sonhada por Gilberto Freyre não é tão real como gostaríamos que fosse no campo do simbólico. Fatos que considerávamos distantes, como o ódio racial, aparecem com força.

Resta saber como vamos aproveitar essa oportunidade que o Orkut apresentou. É hora de fazer a sociedade despertar para essa questão e parar de pensar no Brasil como um paraíso multirracial. O Brasil é preconceituoso, sim. E precisamos entender esse processo se quisermos lutar contra ele em busca de uma sociedade mais justa e igualitária. Qual é a cara da classe média brasileira? Quem são essas pessoas que apóiam o assassinato de mendigos em nome de ruas mais "limpas"? Que realidade é esta que aparece agora depois de ser ignorada pela grande mídia por anos? "Que país é este"?

Eu não sei. Só sei que estamos bem longe do paraíso…

Maikel Silveira, jornalista, Guarapari, ES

Nazismo, racismo, xenofobia, pedofilia – Alceu Luís Castilho e Jéssika Torrezan



A saída é a escola

Bom! Ótima matéria criticando o Orkut, não tenho tempo nem paciência para participar deste tipo de "comunidade"! Concordo plenamente com as críticas acerca do preconceito, afinal abomino e não suporto pessoas preconceituosas – o que já é, de qualquer forma, um tipo de preconceito. Muito complicado acabar com a "liberdade" que o mundo digital tem oferecido a todo o tipo de informação. Apesar de influenciar as vidas em relação ao tempo e ao espaço, o mundo digital não tem contribuído para a tentativa de homogeneização da chamada globalização.

Portanto, a capacidade de formar opinião depende, além deste mundo imaginário, virtual, das escolas! Quais discursos estão ganhando mais espaço? Qual prevalecerá? Se devemos "respeitar" todo tipo de discurso, o único caminho é argumentar melhor e mais fortemente em favor de um discurso de respeito às diversidades a fim de ganhar mais espaço do que esses grupos antiquados! (…)

Daliana Antonio, estudante, Maringá, PR

Procura alguém que defenda o massacre de moradores de rua? – A. L. C.



A ERA DO RÁDIO
Prazer insubstituível

Acredito que o rádio tem que se adaptar a essa nova era digital, mas nada substitui o prazer de dormir ouvindo o nosso radinho de pilha. Assim como o jornal eletrônico não substituiu o velho jornal, que se adaptou perfeitamente a essa nova era.

Osmar Eleutério, torneiro mecânico, Piracicaba, SP

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