Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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CADERNO DO LEITOR >

Leitura obrigatória

24/08/2004 na edição 291

Para entender o ‘caso’ do conselho, é bom ler os textos do Luciano Martins. Lúcido, didático e sempre dirigido por um vastíssimo conhecimento técnico sobre jornalismo. O Luciano sempre criou diferenciais, seja no nosso tempo de Estadão ou agora, no Observatório. Leitura obrigatória, principalmente para aqueles que estão na ânsia de opinar.

Júlio Ottoboni, jornalista, Curitiba



Cheio de esperança

Com precisão e clareza, o professor Nilson [Lage] me encheu de esperança de ver um dia jornalismo e jornalistas deste país governado pela Mídia do ‘oba-oba’ comprometidos com a ética que sua profissão exige.

Regina Celia Araujo Ferreira, revisora de texto, Niterói, RJ



Preconceito tapuia

Magnânima a opinião de Nilson Lage, que condena o linchamento de uma idéia – a do Conselho Federal de Jornalismo –, cá para nós, pelo puro preconceito tapuia do nosso jornalismo de cidadãos de terceira do Primeiro Mundo. Parece a elite venezuelana querendo derrubar um presidente, simplesmente pelo fato de ser um ex-sans culotte. Quanta vilania. Não seria talvez melhor optarem pelo também queremos grana do BNDES? Ou, Fora Lula? Ou, deixe o Banestado em paz? Há assunto demais para atacar o governo. O que me causa arrepios é que o Ibsen, de quem nunca cheguei a duvidar piamente, recebe apenas agora um ‘Desculpe a nossa falha!’ Jornalista está se tornando um ser muito onipotente, não acham? Aonde vamos parar? Com um poder destes, cuja ética varia de acordo com a verba em questão? Pode a sociedade real prescindir de seus homens públicos? Podem os homens públicos ficarem à mercê de meros pistoleiros eletrônicos ou eletro-intelectuais? Será que não já passamos da hora de ter controle externo, também para semeadores de calúnias?

Quem manda agora é somente o chamado ‘Quarto Poder’, com sua natural volubilidade? É poder demais pra gente sujeita somente às leis tradicionais e seus tradicionais gargalos. Nas redações dos jornalões, travestidos de ocupantes do Olimpo, rejeitam o fato de que cá no andar de baixo há colegas seus – como também na cobertura – se vendendo por qualquer dollaro in piu.

Se políticos podem ser enxovalhados, até mesmo levianamente, por que os ocupantes do Olimpo não podem ser questionados e punidos pelos seus excessos? Não só por isso, mas também por isso é que no interior, em especial aqui no Nordeste, de vez em quando tem gente recorrendo à velha e recorrente moda de resolver conflitos. Onde falta Justiça, aflora a violência. Jornalismo tem que ser respeitado. E para que venha o respeito é necessário ter limites. Não esqueçais os Deuses do Olimpo de que quem primeiro se beneficia da vitamina ingerida é o vírus. Logo, descontrole total é pasto farto para maus profissionais, gente ruim, banda voou, em detrimento daqueles que primam pela ética. Não é necessário ir longe; basta dar uma olhadela na programação atual da TV brasileira.

Jose de Almeida Bispo, publicitário, Itabaiana, SE



Não é novo

Sou a favor do debate. A criação do Conselho Federal de Jornalismo é uma decisão séria que exige um debate aprofundado. Recebo comunicações do Sindicado e da Fenaj há uns quatro anos comunicando sobre a criação do conselho. Não é algo novo. Só não entendo por que os colegas não se manifestaram antes.

Luciana Oncken, jornalista, São Paulo



Samba de uma nota só

Li todos os tópicos de ‘Sim ao conselho’, referentes ao CFJ. Agradeço muito a vocês por acolherem manifestações contrárias; afinal, a imprensa, a respeito deste assunto, tem operado em regime de ‘samba de uma nota só’. Concordo com tudo que foi dito, e se não me manifesto muitas vezes é por não conseguir expressar com a clareza que o fizeram as pessoas ouvidas. Parabéns.

Maria Beli da Luz, professora aposentada, Porto Alegre



Argumentos fracos

O caro Alberto Dines que me perdoe, mas os argumentos utilizados para desqualificar o Conselho Federal de Jornalismo são pífios, quase infantis, nem um pouco dignos de um profissional com a bagagem que ele tem. Procure se informar, caro Dines, para depois escrever seus textos.

Maurício Bevervanso, jornalista, Foz do Iguaçu, PR



OI tendencioso

Até 1997, Alberto Dines, eu acompanhava sua atuação profissional com admiração. Naquele ano, convidamos você a ministrar palestra no 12º Encontro Nacional de Assessorias de Comunicação e II Cone Sul, o encontro de assessores do Cone Sul. Você não fez a menor questão de participar… de um encontro de assessores de comunicação.

Recentemente, novas posturas suas, que refletem na formação da opinião pública, e você é bem capaz de endossar isso, reforçaram a minha opinião acerca da tendenciosidade do Observatório da Imprensa. Por exemplo, você seria capaz de dar aos jornalistas defensores do Conselho Federal de Jornalismo o mesmo espaço tanto na TV quanto na internet para defenderem as suas posições? Por que não, mesmo, uma Ordem ou Conselho de Jornalismo ou de Jornalistas? Por que não esclarecer, pelo menos tentando ser imparcial, o que viriam a ser os ganhos e as perdas da criação da entidade? Sinceramente, após 30 anos de profissão, dedicados exclusivamente à ética, ao compromisso com a sociedade e com a Justiça, ao bom exercício profissional, tenho vergonha de determinadas posturas antijornalismo de nossos próprios colegas…

Dorinha Aguiar, jornalista, Belo Horizonte

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