Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

CADERNO DO LEITOR > MÍDIA ESPORTIVA

Mania de colonizado

10/08/2004 na edição 289

Folha Online Esporte [4/8/04]:

‘Corinthians inicia no Rio meta de se tornar top ten’.

Vejam como, em apenas meia tela da internet, aparece o instinto vira-latas da nossa mídia e das nossas empresas. É interessante pensar que, se você for entrevistar os donos da Folha, eles certamente terão capacidade para discorrer laudas e laudas sobre responsabilidade na comunicação. Vira-latas é o cachorro sem raça, sem identidade definida, como sempre quiseram que fôssemos. E podemos ver que nós mesmos estamos ajudando, não é? Coisa de gentinha colonizada e subserviente mesmo…

Vicente Estevam Júnior



Que Estado mínimo?

O artigo de Marinilda Carvalho ia muito bem, até chegar num parêntese, que segue: ‘Cleber Machado não disse, mas a empresa em que trabalha também usa tal pratica, corrente nas relações de trabalho deste Brasil neoliberal, o do Estado mínimo’. Causa-me estranheza que pessoas certamente bem-informadas ainda insistam no mito de que seja mínimo o Estado brasileiro.

Se um Estado que come quase 40% da renda nacional, que submete diariamente os cidadãos ao estorvo de uma burocracia tão insana quanto desnecessária, que na sua sanha de regular todos os aspectos da vida social brasileira já regulamentou até a profissão de secretária, é algo que possa ser considerado, por qualquer critério, como um Estado ‘mínimo’, fico a imaginar qual seria, para os crentes no mito do Estado mínimo brasileiro pós-FHC, o tamanho ideal do Estado.

Roberto Veiga, Uberlândia, MG

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