Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1010
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CADERNO DO LEITOR >

O problema é a taxa

17/08/2004 na edição 290

Sou contra o tal conselho de jornalistas. Não por vetar a liberdade de expressão ou buscar um jornalismo mais digno. Não é o fato de ser fiscalizado. Mas para ser jornalista eu preciso pagar uma taxa mensal? A mesma coisa com os músicos. Airto Moreira precisa pagar taxa mensal para dizer que é músico? Djavan, que nem nota sabe ler, precisa disso? Porque, caso não esteja com as contas em dia, eu não sou mais jornalista. Ou seja, posso estudar na USP, ter um doutorado numa boa faculdade do exterior e tudo mais, mas se eu não pagar essa taxa não sou jornalista. Que raio de país é esse?

Gustavo Ferrari, estudante de Jornalismo, São Paulo



Quem é a Fenaj?

A criação de um órgão regulador é factível, na medida em que o ‘denuncismo marrom’ começa a preocupar as esferas políticas e sociais. Entretanto, em hipótese alguma deve ser gerido pelo governo federal. O vice-presidente da Fenaj argumenta que o projeto é aspiração da maioria dos jornalistas. Pergunto: até que ponto a Fenaj está pensando em nós, jornalistas e cidadãos? Será essa uma entidade defensora dos ideais dos jornalistas? Estará ela jogando do lado do governo, que é o maior interessado em calar o denuncismo e conseqüentemente a denúncia?

Rodrigo Bruder, estudante de Jornalismo



Acertou em cheio

Dines, parabéns! Acertou em cheio no artigo sobre o Conselho de Jornalismo.

Bárbara Hartz



Não admitimos

A tentativa de constituição do Conselho Federal de Jornalista é uma tosca e grosseira instituição de monopólio, de intervenção do Estado e de desvirtuação da liberdade de imprensa e de liberdade de manifestação de consciência. A liberdade de expressão e de manifestação do pensamento e as liberdades civis e religiosas devem ser estimulados, e não cerceadas, castradas, impedidas e filtradas.

Não admitimos e não queremos mais a prática de censores, de déspotas iluminados, de donos da verdade. Basta de manipulação, de unilateralistmo, de prepotência e de arrogância. Os jornalistas não devem e nem podem ser penalizados ou favorecidos por dizerem ou expressarem a verdade. Mas a avaliação final e o julgamento deve ser da sociedade, do coletivo, enfim da humanidade, e não apenas de um ou outro interesse imediato.

Por que não se discute um Código de procedimentos e conduta ética geral na administração pública ? Nos Estados Unidos, a Constituição determina que o poder constituído não pode se imiscuir nos afazeres e no cotidiano dos profissionais do jornalismo e da imprensa, em seu dia-a-dia.

Aláude Soares Junior, economista, Brasília



Mau desempenho

Acho que o grande problema está na intenção de sempre haver um beneficiamento daqueles que criam os projetos. Como o Dines falou na matéria, muitos ‘jornalistas’ da Fenaj estão ligados diretamente à Ascom do governo. Veja bem, não sou contra as assessorias, pois faço parte de uma, aqui na Faculdade Social da Bahia (FSBA), mas ouço relatos freqüentes do envolvimento de jornalistas do Correio da Bahia, empresa do grupo do senador Antônio Carlos Magalhães, ocupando cargos nas assessorias do estado, prefeituras, fazendo com que ocorra um incessante favorecimento dos políticos do governo. O jornalista que não sabe diferenciar as funções que ocupa numa empresa jornalística ou numa assessoria e acaba com certeza desempenhando mal sua profissão.

Suâmi Dias, estudante de Jornalismo, Salvador



Antros de incompetentes

Esse tipo de conselho não é saudável para nenhuma profissão. Nenhuma categoria suporta esses órgãos inoperantes que se tornam um antro de incompetentes que passeiam pra cima e pra baixo com o dinheiro daqueles que trabalham honestamente.

Vera Stefanov, presidente do Sindicato dos Bibliotecários do Estado de São Paulo

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