Terça-feira, 23 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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CADERNO DO LEITOR >

Sinceramente, não entendo

24/08/2004 na edição 291

Sinceramente, não entendo o porquê de toda esta campanha contra a criação do CFJ. Todo segmento profissional sério tem que ter um órgão regulador, assim como médicos, engenheiros, arquitetos, odontologistas, advogados. Na minha profissão principal (informática) sentimos muita falta de regulação e de punição aos inconseqüentes. Uma profissão como a dos jornalistas, com maior influência na sociedade, entre todas as profissões, é a que mais precisa de alguma regulação. Ou você não concorda que tendenciosos podem desestruturar um mercado? Um governo? Um projeto? Os conselhos destas categorias são ultraprotecionistas. Já é difícil punir tendo um conselho, imagine sem. Pra que tanto medo?

Carlos Bastos, analista de sistemas, Jaú, SP



Lista desabonadora

Acho que o presidente Lula foi profundamente infeliz ao qualificar os jornalistas que criticam o conselho de covardes. Mas a lista de jornalistas (Arnaldo Jabor o é?) citada no artigo de Dines me faz pensar que eu devo apoiar o conselho.

Gilson Jorge Santos, jornalista, Salvador



PT, usos e abusos

Primoroso o texto de Alberto Dines. Só se esqueceu de dizer que Lula e seus companheiros usaram e abusaram da imprensa enquanto oposição para atacar Sarney, Itamar, FHC. Exploraram até à exaustão as informações sigilosas de CPIs para se beneficiarem politicamente da ocasião. Buscaram no Ministério Público dados sobre processos em tramitação na Justiça, inclusive alguns correndo em segredo, para atacar aqueles que detinham o poder de então. Obtinham informações com servidores públicos sobre licitações e outras coisas mais para mostrar que o governante de então praticava atos contra a administração pública. Hoje, querem calar justamente aqueles que lhes foram úteis num passado não tão distante, simplesmente porque se sentem incomodados com as críticas que recebem.

Marcio Barros, administrador, Recife



Só agora?

Caro Alberto Dines, você bateu numa parcela da imprensa (parabéns), bateu no governo (o debate é salutar e instrumento da gênese da democracia), porém bateu na imprensa só agora? Por quê? Se você acha que uma parcela da imprensa fez tudo aquilo, por que o grupo que não pactua com estas atitudes não se manifestou anteriormente? Ora, com o poder de fogo que vocês (imprensa) têm, já poderiam ter mudado isto! Você se manifestou agora porque querem comer seu queijo? A censura não pode existir! Concordo em gênero e grau, porém, a banda (da imprensa) podre e sugadora de recursos públicos também não pode existir! Imprensa livre é sinônimo de democracia, mas hoje o que temos é uma imprensa a serviço de seus interesses.

Não é segredo para ninguém que a imprensa na sua maior parte se sustenta de recursos públicos, justamente ao publicar ou não fatos e ocorrências para favorecer grupos políticos, distorcendo informações, como na eleição do Sr. Collor, quando do último debate onde fritaram o nosso atual presidente! E não me venha com a demagogia de que é ‘opinião’: a opinião da imprensa muda muito conforme as benesses (ressalvado a pequena minoria).

No aludido Artigo 7º, acredito que você só leu o inciso III, pois o caput preceitua: ‘As penas aplicáveis por infrações’. Repito: infrações! Você quer que não haja punição nenhuma para os infratores? (…)

Mauro Alves Camargo, estudante, Foz do Iguaçu, PR

Nota do OI: Prezado Mauro, neste Observatório Alberto Dines faz crítica da mídia desde abril de 1996. Na década de 1970, já o fazia na coluna ‘Jornal dos Jornais’, na Folha de S.Paulo – depois, no Pasquim e na revista Imprensa. No tema em questão, o denuncismo, Dines criou as expressões ‘jornalismo fiteiro’ e ‘grampolândia’ para caracterizar um tipo de imprensa que acusa sem investigar. Foram tantos artigos a respeito que o OI decidiu reuni-los em livro eletrônico – o primeiro da ‘Biblioteca do OI’. O volume A mídia e o jornalismo fiteiro saiu em 6/4/2004. Você pode baixá-lo, em formato PDF no endereço (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/
download/jornalismofiteiro.pdf
)



Isso é liberdade de imprensa?

Já existem alguns conselhos federais. Cito o de medicina. Para que serve? Para representar e também punir o médico que, no exercício da profissão, prejudica pessoas. Pergunto: por qual motivo os jornalistas têm medo de um conselho de sua categoria que virá para representá-los e também conter os desmandos provocados por ‘jornalistas’ de mau caráter, que muitas vezes agem como bandidos, destruindo pessoas de forma irreparável? Isto é justo, significa liberdade de imprensa?

Pedro Batista, professor, Fortaleza



Você tem peito!

Alberto Dines, simplesmente você tem peito!

Ana Paula Camara Krussewski, pedagoga, Boulogne, França

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