Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1010
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CADERNO DO LEITOR >

Só desinformam

31/08/2004 na edição 292

Acredito que a briga só é saudável à medida que escancara o jornalismo parcial, superficial e sensacionalista de ambas as publicações. Só espero que essas revelações ajudem o leitor a perceber que estas revistas na maioria das vezes desinformam em vez de informar.

Andréa Beer, estudante de Jornalismo, São Paulo

 



Não fez falta

Por opção, fiquei mais de 10 anos sem comprar jornal e revista. Desligava, e ainda desligo, a TV na hora do jornal. Sabem de uma coisa? Não me fez falta nenhuma. Quando voltei a comprar jornal e ver mais um pouco de TV fiquei com a nítida impressão de que estes veículos de informação existem porque alguém quer iludir e enganar. Ora, está na hora de o Brasil amadurecer, o tempo exige isso. São iniciativas como esta, do OI, que me deixam mais esperançoso. Parabéns!

Rogério Silva Araújo, formado em Jornalismo, auditor tributário, Belo Horizonte

 



Eu avisei

Há mais ou menos um ano escrevi ao Observatório comentário sobre matéria que noticiava a censura a texto da Veja que foi imposto por decisão liminar em demanda judicial. Na época, um dos articulistas do site citou meu comentário, juntamente com o de outros leitores, como exemplo da defesa da censura por certos setores da sociedade – comentário que reputo absolutamente errado, diga-se de passagem. Agora, com esse novo episódio deplorável de um dos maiores periódicos nacionais, volta à baila a pergunta: a imprensa é isenta de responsabilidade?

Certamente, a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo pelo Poder Executivo é deplorável, até pelo intuito político da idéia. Todavia, se uma pessoa lesada por uma reportagem irresponsável busca medidas junto ao Poder Judiciário para evitar ser (utilizando o termo da matéria do Observatório) massacrada, a vítima é a favor da censura ou contra a liberdade de imprensa? eu creio que não. A questão merece debate.

André Aguiar, advogado, São Paulo

 



História mirabolante

Lembram-se do caso da Escola Base em São Paulo? Pois é. Um repórter afoito, insuflado por um delegado mariposa (aqueles que adoram o calor de holofotes), acabou com a vida de um casal. Anos mais tarde houve uma indenização. Será que diminuiu o sofrimento pelo qual passaram aquelas pessoas? Agora vem à tona uma história mirabolante, na qual o repórter diz que cometeu uma injustiça apenas para salvar seu emprego. Digo e assino em baixo: assim como o tal repórter (que Deus tenha pena dele), muitas outras injustiças ocorrem no nosso país, em nome de dignidade e da lisura, e principalmente pela vaidade e arrogância. Conheço uma centena destas histórias. Elas fariam qualquer um chorar e realmente saber o que existe por trás das denúncias e dos paladinos da justiça.

Aurílio Nascimento

 



Agora beatificados

Amigos, quem diria? O tal do Ibsen e do Costa Pinto conseguiram ser beatificados pelos jornalistas, que no afã de condenar o governo, não consultaram os arquivos. Parabéns ao ombudsman da Folha, Marcelo Beraba, e ao jornalista Jânio de Freitas. Parece que tudo não passou dum péssimo ‘conto do Ibsen’. O que dizer? Lição: nunca transforme uma vítima de abuso jornalístico numa espécie aliado de opinião, pois ser contra o Conselho Federal de Jornalismo não deve ser uma opinião causuística, mas um fato político.

Ibsen não era inocente e o jornalista Costa Pinto, menos ainda. Minha opinião é contrária à formação do CFJ porque ele é inócuo, não porque supostamente ache que o governo autoritário é autoritário. Isso é ridículo! O problema está fora de foco, concordo com o jornalista Mino Carta. A existência do Conselho Federal de Medicina e da OAB não impediram os abusos gritantes cometidos por advogados e médicos nos últimos anos. Na mídia, o que tem de mudar é a concentração de poder. O governo atual anda de braço dado com os patrões e pouco se importando com os profissionais do jornalismo. Viva a mídia livre e democrática. A atual pode ser livre, mas é autocrática.

Um louvor especial a Jânio de Freitas, Clóvis Rossi e Marcelo Beraba. Não se pode cair no ‘conto de Ibsen’ de graça. A farsa do caso Ibsen pode ser um caso dos mais eloqüentes da história do jornalismo, simplesmente porque a imprensa foi reincidente no erro. Por uma imprensa livre de fato!

Humberto Miranda do Nascimento, Campinas, SP

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