Terça-feira, 22 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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CADERNO DO LEITOR > SURTO DE AGOSTO

Usem o editorial

24/08/2004 na edição 291

Faz tempo que não consigo ler um jornal. Se os jornalistas se preocupassem em informar, e não em emitir opiniões, talvez não fosse necessária a criação da tal agência, mas é absurdo que jornalistas ditos ‘sérios’ não concordem e ainda façam (mais uma vez) o desserviço de desinformar e não informar sobre o que realmente é a agência que está sendo criada. Apenas os jornalistas que não informam, e sim emitem opiniões, são contrários a tal agência, assim como os ‘comerciantes’ de cinema que não querem pagar impostos, e também a poderosa Globo.

Lamentável. Ficamos sempre nos ressentindo de sermos de Terceiro Mundo, e continuaremos a ser se pequenas atitudes não forem mudadas. A criação da agência está de acordo com o que países como França, Bélgica e outros vêm fazendo. Será que estes países são tão antidemocráticos? Quantos jornalistas lá reclamam? Ou cineastas, ou donos de cinemas reclamam dos impostos? Caros jornalistas: vossa função é informar, para emitir opiniões utilizem o editorial, não é para isso que ele serve?

Antonio Gianetti, São Paulo



Nem para entendidos

Isto que está acontecendo com a nossa profissão, esta manipulação por parte do governo, como foi dito, é visivelmente interesse da indústria da comunicação. Mas, mesmo que tenha conhecimento profundo em comunicação, que não é o caso, ninguém tem o direito de chamar profissionais de covardes.

Ulices Alves Pereia, jornalista, Duque de Caxias, RJ



Molecagem com a nação

Vemos bilhões de dólares encaminhados ao exterior sem qualquer controle e tudo bem, o Banco Central nem viu. Independência de Banco Central é coisa séria. Não dá para ficar fazendo esse tipo de molecagem com a nação. Entendo por que, após amordaçar o Ministério Público, agora vão (ou querem) amordaçar também os poucos jornalistas que se atrevem a falar aquilo que não interessa ao governo.

Carlos Queiroz, caipira-covarde-quase-vagabundo, Aracaju



Rumo à ditadura

(…) Para embasar seus intentos de impor uma ditadura, esse governo tem coragem de dizer que é patrulhado (o que eles fizeram sem propriedade alguma durante 20 anos), e para fechar a boca do patrulhamento apresenta propostas violentas, indecentes sob todo ponto de vista do direito. Nosso povo é mal-educado, mal formado e mal-informado. E é exatamente por isso. Os governos não gostam de notícias que os coloquem em situação embaraçosa.

José Maria Carvalho, contador, Belo Horizonte



Voz do dono

Não somente neste texto, como em todos os comentários sobre o assunto, os jornalistas assumem uma atitude de vestais, mas fazem campanha para um ou outro político, contra ou favor, não interessa, defende o dono da empresa em que trabalham, são ‘a voz do dono’, empresas estas que censuram seus jornalistas.

Alderides Madeira, portuário, Santos, SP



Maioria incauta

Dines, acompanho sua história no jornalismo e concordo plenamente com seu texto pertinente. Finalmente alguém escreveu claramente que este presidente não se comporta como representante de todos, pois governa para uma minoria, apesar de ser eleito por uma maioria incauta. Temo pelo futuro do nosso país.

Sandra Lima, secretária, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco

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